30 de abr. de 2011

VALDEZITO RODRIGUES: Registro de 15 anos de existencia da Feira Livre de Pirambu

Nobre colega Claudomir,

Gostaria de utilizar desse espaço informativo que é o Tribuna da Praia On Line, para registrar os 15 de existência da Feira Livre de Pirambu. Antes a feira de Pirambu se restringia em apenas o Talho de Carne, a Banca de Verduras e frutas do Sr. Adalto e as pequenas mercearias de Seo Genário (in memória) Seo Andrade (in memória), Seo Juarez (in memória), "João Cacetão" (in memória), e Seo Cicinho (pai do nobre colega), enfim era esse o comercio de Pirambu até 1996 quando surgiu a idéia pelo Sr. José Alexandre que lançou em reuniao quando que era membro do CONDEC - Conselho de Desenvolvimento Comunitário de Pirambu.

José Alexandre amadureceu a idéia fazendo uma visita nas feiras livres da maiorias das cidades de sergipe, coletando dos feirantes opiniões de qual dia era melhor para fazer a feira de Pirambu, colocando em votação os dias: Sexta, Sábado e Domingo, onde foi aclamado pelos feirantes o dia da Sexta-feira, pois não atrapalharia eles nas outras feiras e que a sexta-feira era mais uma opção para eles poder ganhar o dinheiro deles.

Quando, de posse das assinaturas com o dia escolhido para a realizaçao da feira de Pirambu, lançou a pesquisa com sua idéia na Reunião do Conselho, quando foi aceita com sucesso pelos Conselheiros do Condec que eram: Geniro (Presidente do Condec), Ana Cristina (Pronese), Maria de Fátima (Emdagro) José Alexandre (Sindicato), Valdezito (Asmop), José dos Santos (Pov. Baixa Grande), José dos Santos (Pov. Alagamar), Juca (Pov. Santa Isabel), Vandete (Pov. Marimbondo), Adelmo (Colônia Z-5 de Pescadores), Etiene Poncin (Condepi), José Augusto Magalhães Carneiro (Pov Aguilhadas), e os primeiros feirantes de Pirambu, como: Vandete Moura, Altair da Conceição (in memória), Dona Nazilde, Dona Neilde, Adalto, Gedalva, Giselda Moura Mendes, Jucélia, Erinaldo, O próprio José Alexandre, Maria Francisca, Joaquim (Miúdo), José Alagoano, Manoel Constantino dentre outros de Pirambu que não me recordo no momento, mas que fez parte da história. com todo esse pessoal envolvido foi lançado o Projeto Feira Livre que teve o apoio do Pronese em liberar o recurso para a criação da Feira Livre, bem como da Prefeita Drª Sílvia que deu toda condição desde trasnporte para pesquisa orçamentária.

O Projeto Feira Livre estava pronto com bancas de madeira, cobertas com lonas personalizadas, prontas para serem ocupadas pelos feirantes de Pirambu e regiao. chegando ao grande dia para ser instalada a Sexta-feira, dia 26 de Abril de 1996, cuja estreia teve a benção do Padre Peretti que abençou com água benta, todas as bancas e a participação de diversas autoridades da Prefeitura Municipal, do Pronese, da Emdagro, das Associações, Sindicato Rural, Colônia de Pescadores, Condepi a população em geral.

Não gostaria de esquecer desses feirantes que muitos ainda são feirantes daqui e outros que não fazem mais parte da feira, mas faz parte da história da Feira Livre de Pirambu:
Japaratuba: Pancadinha da Carne de Porco, Marcos da Carne Bovina, Pedro Almeida & Irmão; - Carmópolis: Tonho das Fitas Cassetes, Jacinto do amendoim; Capela: Dora das Verduras, Anita das Verduras, Valberício do Frango, Erivaldo do Queijo, Quirino da Carne, Bino e salu, Volúcia das Frutas; Aquidabã: Edileno da mercearia; Nossa Senhora das Dores: Zé do ovo, Jacingo do Queijo, Thaís Calçados, Cristina das Verduras; Siriri:Véio das Verduras, Enoque da carne; Itabaiana: Cigano das Verduras, Nossa Senhora da Glória: Vilma Confecção, Maria das Verduras, Ari do Queijo. Me desculpem as demais cidades, pois de nome não lembro dos feirantes, mas reconheço se os ver.

Portanto, caro Claudomir, gostaria que publicasse esse relato de como e quando surgiu a Feira Livre de Pirambu, que fez 15 anos de existência, no último dia 26 (terça-feira).

Data de criação: 26 de Abril de 1996.
Um Abraço!


Att.

Valdezito Rodrigues [valdezitocmp@hotmail.com]



Nota da Redação:

Parabéns Dezito pelo texo. Pela importância histórica e riqueza de dados, indispensável dizer que ele está incorporado definitivamente nos Anais da História de Pirambu.

Claudomir Tavares

Diretor/Tribuna da Praia

26 de abr. de 2011

JACKSON (SOM): "Pirambu ficará triste caso esse espaço venha a faltar"

Quero parabenizar a toda equipe doTribuna da Praia por mais uma passagem natalícia, principalmente a você Prof. Claudomir por essa fibra que tem e resistência da permanência deste espaço tão democrático e instrutivo que chega todos. Saiba você que Pirambu ficará triste caso esse espaço venha a faltar. Parabéns
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Jackson Souza Rabelo (Som) [rdospassaros@yahoo.com.br]

25 de abr. de 2011

ELEIÇÕES 2012: PCB de olho nos melhores quadros

Partido inicia debate em Pleno do Comitê Municipal

Dentre todos os partidos com direções instaladas em Pirambu, é o PCB o único que não mira as eleições como ilusão para se mudar a realidade da sociedade brasileira. Entretanto considerando este momento como uma etapa para apresentar-se a sociedade, os comunistas não descartam a possibilidade de disputar pela primeira vez uma eleição em Pirambu, inclusive já tendo como indicativo que terá candidato próprio a prefeito, vice-prefeito e vereadores. Este debate terá início na próxima reunião da direção municipal, no final de maio de 2011.

Definindo-se como um partido de quadros, mas sintonizado com as massas, as quais não consideram como de manobra, o PCB tem buscado atrair ou recrutar os mais qualificados e abnegados. O ingresso no partido é um ato político (militância) que possivelmente se transforma em ato jurídico (filiação) para aqueles que pretendem disputar as eleições municipais ou seja eleitos para a direção partidária.

Neste sentido o PCB, fugindo uma regra, que prevê o ingresso por opção individual dos que decidir integrá-lo, relacionou alguns destacados cidadãos pirambuenses (da cidade e povoados) para convidá-los a ingressar em suas fileiras e ajudar a construir o Partidão, e caso desejem, concorrer às eleições municipais aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores. Os dirigentes do PCB preferem não declinar dos nomes, até porque entendem que caso estes não aceitem, serão preservadas suas opções, mantendo o mesmo respeito e relação de convivência harmoniosa com os mesmos.

Nas reuniões de maio e agosto estes resultados serão apresentados e na última reunião do ano, em ato festivo, marcada para outubro, serão apresentados para a sociedade. “Se não fosse para fazer um partido diferente, pautado pela sua história, uma trajetória que enche de orgulho a sociedade brasileira, teríamos escolhido qualquer outro partido de Pirambu, mas ao escolhermos o PCB o fizemos por entender que ainda resta uma esperança e queremos dividi-la com os melhores quadros da política pirambuense, preferencialmente militando na mesma frente de luta”, descreve o dirigente comunista, professor Claudomir Tavares.

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Fonte: Agenda21 – Em: 25/04/2011

24 de abr. de 2011

FIQUE DE OLHO: Fernandinho Britto é a bola da vez

Nada de imoral nesta pretensão, mas o prefeito poderia ter poupado Américo de tamanho constrangimento

Por Claudomir Tavares

Quando ao final de 2010 o prefeito Paulo Britto (PT) anunciou aos seus subalternos que seu candidato a prefeito seria o vice-prefeito José Américo (PSC), dava uma prova de companheirismo, retribuindo a relação biunívoca do seu parceiro da administração, momentaneamente afastados em função das decisões políticas da eleição que todos acabavam de protagonizar, ainda que mantivessem no período uma relação respeitosa.

Paulo Britto não devia obrigar-se a assumir de público tamanho compromisso, mas ao fazê-lo demonstrava para os analistas que interpretaram sob outra ótica aquela atitude como uma forma de atenuar a ascensão do vice-prefeito, que obteve a maior vitória política na eleição para deputado federal, quando alcançou uma honrosa terceira suplência, que poderá levá-lo a Câmara Federal na segunda parte do mandato.

Os mais céticos interpretavam o gesto de Paulo Britto como uma forma de fritar o vice, que se completou ao passar o comando da prefeitura em períodos intercalados nos meses de dezembro, fevereiro/março, sem nunca lhe dar autonomia para gerenciar o município, uma vez que as decisões careciam de uma autorização (“cumpra-se?”) do titular ou de secretários previamente autorizados para fazê-lo.

Em recente reunião realizada quando do seu retorno a titularidade do cargo, Paulo reafirmou seu desejo de fazer o sucessor, mas em nenhum momento reafirmou que este seria seu vice-prefeito. “Ele se quer olhou para Américo, que já tem certeza, aliás, nunca teve dúvidas de que não seria o candidato do prefeito”, testemunhou um influente integrante do grupo liderado por Paulo Britto.

Quando 2012 chegar, Paulo Britto tentará apaziguar os acintes ou pretensões dos aliados, propondo uma candidatura honrosa para Renatinho, que disputando uma vaga na Câmara Municipal, seria o mais votado da história política de Propriá, elegendo uma bancada sob sua liderança. Vaidoso, Renatinho já anunciou que sua candidatura a prefeitura de Propriá em 2012 é uma decisão irreversível.

A Américo, Paulo Britto argumentaria que este teria a chance real de assumir um mandato de deputado federal com eleição de parlamentares como Rogério Carvalho (Aracaju), Pastor Heleno (Canindé de São Francisco), Valadares Filho (Capela) e suplentes como Sérgio Reis (Lagarto) e Iran Barbosa (Aracaju) imediatamente posicionados a sua frente aos cargos de prefeito ou vice-prefeitos em 2012.

A defesa do nome de Fernandinho Britto, seguindo a estratégia arquitetada por Paulo Britto, não seria feita diretamente por ele, mas por um aliado escalado nas hastes do clã dos Brittos, encampada pelo prefeito que diria ser uma forma de prestigiar o parlamento municipal, antes de ser uma escolha do lado esquerdo do peito. Aconchegados em volumosos e robustos cargos, quem teria voz para contestar os “argumentos”?

Aliados e simpatizantes do vice-prefeito José Américo não vê imoralidade em Paulo Britto querer prosseguir com a dinastia no comando da família: uma compreensão se vista sob o aspecto humano e dos projetos de hereditariedade, mas que este gesto deveria preservar uma liderança que busca um lugar ao sol e que tem dado provas inequívocas de fidelidade e que com legitimidade pleiteará a indicação.

Quem é Fernandinho Britto

João Fernands de Britto "nasceu em 19/06/1974 em Aracaju-se, filho de João Fernandes de Freitas Britto(Nandinho Britto), bancário aposentado e D. Terezinha Britto (dona de casa). Estudou no colégio N. S. Auxiliadora em Propriá-SE e terminando seu primeiro grau, em 1991, conclui o Curso Técnico em Agropecuária pela Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão, em 1996 e termina o curso de nível superior formando-se em bacharel em processamento de dados pela Universidade Tiradentes.

Iniciou sua militância política na cidade de Propriá, coordenando as campanhas políticas de Renatinho em 1990, 1992, 1994 e 1996.Em 2000 é eleito vereador com 442 votos, sendo reeleito em 2004 com 623 votos. Em 2008 obtém a maior votação da história do município de Propriá, 907 votos, ultrapassando o seu tio ex- vereador Márcio Britto até então o vereador mais votado da história. É funcionário concursado da cia de saneamento de Sergipe – Deso- casado com Patrícia Britto desde outubro de 2000, pai de duas filhas: Catarina e Izadora.

Amante do esporte em especial o futebol é flamenguista e torcedor fanático do Esporte Clube Propriá. Foi presidente do poder legislativo por dois mandatos consecutivos de 2005 a 2008, secretário de planejamento de janeiro de 2009 a março de 2010, desde setembro de 2010 é Secretário Municipal de Saúde." (Fonte: Câmara Municipal de Propriá).

Luciano Nascimento

O ex-deputado e ex-prefeito Luciano Nascimeno, presidente municipal do DEM anunciou em entrevista ao semanário Cinform que não será candidato a prefeito de Propriá em 2012. Luciano, hoje com aposentadoria de deputado estadual, estaria se preparando para retornar ao Palácio Governador João Alves Filho em 2014 e quem sabe calçado em um mandato estadual, retornar a prefeitura em 2016. Tem fundamento!

Vereadores reeleitos

Um importante analista político de Propriá fez uma análise curiosa e afirmou que entre os atuais parlamentares, apenas Fernandinho Britto e Paulinho Campos (PT) teriam reeleição assegurada para permanecer na Câmara. Os demais dependeriam dos acordos costurados, das estratégias eleitorais montadas ou do volume financeiro disponível para investir em suas campanhas eleitorais. Faz sentido!

Dificuldades

O analista político disse que, entre as três vereadoras, Rozélia da Ponte (PTC) depende dos investimentos que fizer e que Lúcia de Vado (DEM) e Pel (PP) estão reféns das coligações que conseguirem estabelecer, podendo surpreender nas decisões dos apoios para a prefeitura, pois elas irão priorizar suas reeleições. Com isso, o analista não descarta que uma delas ou ambas se aliem ao grupo liderado por Paulo Britto. Será?

Dia João Fernandes de Britto

O vereador Jurandy Sandes (PDT) tem sido uma dos mais preparados parlamentares de Propriá, isso em função de seus mandatos, de sua qualificada intervenção e de seus argumentos quando faz intervenção naquela casa de leis. Ao sugerir na última terça-feira, 19, a criação do Dia João Fernandes de Britto (Dr. Brittinho), o brilhante parlamentar extrapolou, exacerbou em suas prerrogativas.

PCB em Malhada dos Bois

Um grupo de jovens marxistas e sem filiação partidária manifestaram recentemente o interesse em fundar o Partido Comunista Brasileiro (PCB) no município de Malhada dos Bois. Os encaminhamentos estão adiantados e até o mês de maio é possível que o Partidão esteja instalado na cidade que nos últimos anos tem se caracterizado pela presença de grupos cuja sintonia com a sociedade inexiste.

PCB em Propriá

Já na cidade de Propriá a possibilidade de se reconstruir o PCB é praticamente zero, pelo menos no que diz respeito para disputar a eleição 2012. É que dentro da política de alianças aprovadas no XIV Congresso Nacional realizado em 2009, os atuais grupos políticos estão fora do arco de alianças eleitorais, logo, só sendo permitido ao PCB sair com chapa própria de prefeito, vice-prefeito e vereadores, não havendo quadros para tal.

Dr. Paulo César é um balão de ensaio

O ex-vereador e ex-vice-prefeito cassado de Propriá, o médico Paulo César (sem partido) tem se reunido com frequencia junto a um grupo de pretensos pré-candidatos a vereadores, anunciando que será candidato a prefeito em 2012. Ninguém em sã consciência acredita que este projeto vingue, preferindo sugerir que a movimentação objetiva lhe fortalecer para disputar uma vaga de vice-prefeito ou de vereador. É!

Patrício Lessa

Dois locutores das rádios FM’s de Propriá estão dispostos a ampliar as frentes de atuação, estendendo seus raios de ação das emissoras de rádio, onde atuam, para a Câmara de Vereadores em 2012. Um deles é o Patrício Lessa, dono da maior audiência no comando de dois programas da Ilha FM. Na cidade é dado como certa sua chance de vitória eleitoral e seu “passe” (filiação) é disputado pelo PMDB, PDT e PT.

Tony Moreno

Outro nome que tem crescido bastante no conceito popular é Tony Moreno, apresentador do programa Comunidade nos Esportes e de programas musicais na Propriá FM. Dono de um carisma insofismável, ele confirmou sua intenção de disputar uma vaga na Câmara Municipal em 2012, devendo estudar as possibilidades e viabilidades. Filiado ao Partido Verde, ele disse que não sabe se permanece na sigla.

A espera de Bera

Já há uma definição entre as lideranças políticas de Propriá quanto ao nome que deverá assumir a direção do Colégio Estadual Joana de Freitas Barbosa, a maior e mais representativa do Baixo São Francisco. O professor Robério da Silva, da cadeira de Química da instituição já teve seu nome aprovado, mas depende da assinatura da portaria que lhe legitime como novo diretor. “Só assumo com a portaria”, disse Bera.

SOS Brejo do Cajueiro

O povoado Brejo do Cajueiro tem sido relegado ao Plano Z pela atual administração municipal de Propriá. Para se chegar aquela comunidade sentido São Miguel, via Coité, é uma verdadeira “via crucis”. Fica um apelo ao prefeito Paulo Britto (PT) para que faça uma visita ao Brejo para ouvir as incontáveis e inumeráveis reivindicações daquele povo que clama apenas por algo inalienável: cidadania!

Promoção pessoal

Longe da intenção de condenar e desarticular o pleito legítimo do senhor Givaldo dos Santos, o Gica de São Miguel, o suplente de vereador pelo Partido Verde, tem demonstrado a intenção de voltar a ter acento na Câmara de Vereadores. Seu nome está estampado em casas comerciais e na sede da Associação de Desenvolvimento Comunitário de São Miguel e Coité. Nessa, Gica deveria ter mais cautela! É sim!

Madames e professores

A sociedade propriaense precisa abrir os olhos para algumas figuras ditas com poderes mediúnicos dados por Deus (sic) e que sejam através de consultas espirituais (valores de R$ 50,00) ou de programas de rádio, tem oferecido curas milagrosas para as dores da alma. O pior é que, desesperadas, as pessoas têm acreditado nestes falsos profetas e se endividando para honrar os nomes, sob pena dos nomes “descerem as cachoeiras”. Aff!

Cadê o Encontro Cultural de Propriá?

Em 2009 o prefeito Paulo Britto não realizou o Encontro Cultural de Propriá argumentando que faria o desmembramento da Festa do Bom Jesus dos Navegantes, criando assim uma nova data no Calendário Cultural do Município. Só em outubro daquele ano o secretário Martinho José anunciou que o prefeito iria retornar o Encontro em 2010. Aguardamos e... nada!

Centenário do Dr. Brittinho

Questionado sobre os motivos da não realização do Encontro Cultural, criado pela ex-presidente do CSU, Maria das Graças do Nascimento, “Dona” Menininha, e até 2008 realizadas 25 edições, o prefeito justificou que foi “por absoluta falta de recursos” e que o realizaria em setembro, se a legislação eleitoral o permitisse, celebrando o centenário de nascimento de seu pai, o Coronel João Fernandes de Britto. Mais uma vez, ... nada!

Praça de Eventos

Pelo terceiro ano consecutivo o prefeito deixou de realizar o Encontro Cultural e o argumento para retirá-lo da Festa do Bom Jesus é que este aconteceria em abril, juntamente com a inauguração da Praça de Eventos Totozão. A praça não foi inaugurada, o encontro não foi realizado e Propriá tem uma política cultural que “cresce como rabo-de-cavalo”, sem que uma ação na área tenha sido realizada em três anos.

O maior prefeito dos últimos 50 anos

Líder do prefeito na Câmara Municipal e um dos mais críticos de sua administração (“os amigos são aqueles que dizem a verdade”, diz ele), José Aelson Santos, ex-presidente da casa (2009/2010) afirmou que “Paulo Britto é o melhor prefeito dos últimos 50 anos, prova disso é o volume incomparável de obas em toda a cidade, em todas as áreas”, compara. Mas precisa se fazer presente, “não somente através de realizações”, avalia.

O chefe da aldeia precisa residir entre os índios

Amigo de Paulo Britto, o padre Isaías Carmo Nascimento tentou sem sucesso uma audiência com o prefeito para discutir questões relacionadas as questões sociais da cidade. “Ninguém ousaria acusar o prefeito de desonesto, de sem ética, qualidades que lhes sobram, mas é inadmissível que um chefe de uma aldeia não resida junto aos seus índios”, lamenta o líder da Cáritas Diocesana de Propriá.

Sete anos no ar

Lançado em 24 de abril de 2004 (a fase experimental de de 24 de abril a 1º de maio), o portal http://www.tribunadapraia.com.br está completando sete anos na internet de ininterrupta trajetória de levar notícias, informações, conhecimentos aos nossos leitores. Em Propriá, são 480 acessos em média diariamente, o que nos aproxima cada vez mais com este povo que nos dá a honra da audiência. Os parabéns então, são para nossos leitores no Baixo São Francisco.

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Críticas e sugestões são valiosas / claudomir21@bol.com.br

19 de abr. de 2011

DENÚNCIA: Zé Nilton burla Concurso Público...

... invertendo convocações e caracterizando-se por um lado, proteção e por outro, perseguição política

Por Claudomir Tavares / claudomir21@bol.com.br

Eleito com o discurso de quem seria a redenção da legalidade em Pirambu, de homem zeloso que cuidaria de cada centavo do povo, de que poderia contrariar um aliado, mas jamais o cidadão pirambuense, o prefeito José Nilton de Souza tem caracterizado sua administração como a maior frustração, uma das maiores tragédias político-administrativa que se abateu sobre nosso município.

O caos tem se generalizado em todas as áreas, não se vendo em todo o município uma única obra realizada, passados dois anos e quase quatro meses da administração que já é considerada pela sociedade pirambuense como a pior em 47 anos de emancipação política e de 45 de vida política administrativa. Nunca houve em todo este tempo alguém tão fora de sintonia com os anseios do povo (reclamação que parte de seus próprios aliados).

O prefeito tem dado provas inequívocas de sua incapacidade administrativa, de inversão de prioridades, de intolerância, de promoção de farra dos caros comissionados, enfim, temos procurado como quem procura uma agulha no palheiro uma ação positiva desta administração, que no início já era o caos e a cada dia faz Pirambu crescer como rabo de cavalo.

O prefeito Zé Nilton tem se superado, inclusive feito a sociedade esquecer seus antecessores e aliados políticos Moacir Santana e Antônio Santana, respectivamente interventor (chamado de Inventor) de triste memória e o interino que virou titular, só para falar daqueles que administraram o município nos últimos quatro anos.

É um prefeito que ignora as ações judiciais movidas contra sua gestão, principalmente aquelas patrocinadas pelo operoso Ministério Público, através do promotor Dr. Nilzir Soares Vieira Júnior. O prefeito tem estabelecido uma relação de cooptação junto ao Legislativo Municipal, ao atrair, provavelmente com “sua simpatia”, praticamente toda a edilidade. Graças esta relação questionável, aquela casa foi apelidada por Elder Muniz, presidente municipal do PT, como a “Casa da Prosperidade”.

Dentro do rosário de artigos que publicaremos sobre a gestão do Prefeito “Zé Nilto”, como adjetivou o professor Diógenes Almeida, hoje vamos fala sobre uma aberração cometida nos últimos dias pelo chefe do executivo. E esta faz cair em definitivo a máscara de prefeito que pretendia “passar Pirambu a limpo”, livrando da “herança maldita” dos ex-prefeitos André Moura (1997/2004) e Juarez Batista (2005/2007), Moacir Santana (2007/2008) e Antônio Santana (2008).

Concurso Público

Em 2007 a prefeitura municipal de Pirambu, fora obrigada por determinação do Ministério Público a realizar um Concurso Público Nº 01/2007, para provimento de cargos da administração pública, em várias áreas. A motivação deu-se em decorrência do grande número de funcionários que haviam entrado pelas portas dos fundos da administração municipal, nas gestões dos ex-prefeitos André Moura e Juarez Batista e teve o acompanhamento do promotor Dr. Nilzir Soares Vieira Júnior (foto).

O Concurso fora realizado e o resultado publicado no Diário Oficial, estando a relação dos aprovados em poder da Prefeitura Municipal, do Ministério Público e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Oficial de Sergipe (SINTESE), representante de fato e de direito dos professores da rede municipal de Pirambu. Desta relação consta o nome da professora Rosely Santos Andrade de Jesus, que concorreu para uma vaga na Escola Municipal João Francisco da Silva, localizada no povoado Aningas, e consta da relação dos excedentes na lista específica para aquela instituição.

Tanto o prefeito José Nilton, como a professora Maria de Lordes Cardoso Gouveia, secretária municipal de Educação, sabem que a lei proíbe burlar o Concurso e o Edital Nº 01/2007, que fixa a convocação exclusivamente para o local de origem, não sendo permitido, sobre pena de agir FORA DA LEI, a convocação para o local em que o candidato não concorreu, principalmente quando existe uma fila de excedentes remanescente para aquela escola.

Filha do vereador José Luiz de Andrade (DEM), seria irresponsabilidade de nossa parte afirmar que o “translado” da professora Rosely de uma escola para outra, passando por cima da lei e da ética, faça parte de um acordo para fazer migrar o parlamentar para a base de apoio do prefeito José Nilton, preferindo acreditar em uma simples coincidência. Mas as suspeitas (apenas suspeitas) ficam no ar, pois concomitante com a convocação da professora-filha do vereador para ocupar a vaga aberta com o pedido de licença sem vencimento de uma professora (Flávia Oliveira da Silva) da Escola Municipal Mário Trindade Cruz, este integra informalmente (e com relação a isso nada contra, pois cabe a ele procurar a bancada que melhor lhe apetece) a bancada do prefeito.

Fala a Prefeitura – Em nota divulgada na última quarta-feira, 13/04, pela assessoria de imprensa, que tem a frente a competente jornalista Lidiane Neves (uma das poucas áreas que ainda funciona nesta administração), “o prefeito de Pirambu, José Nilton de Souza, desmente qualquer enuncia relacionada à relacionada contratação de Rosely Santos Andrade de Jesus para o cargo de professora, conforme concurso realizado há quatro anos”, disse. Segundo a nota, o prefeito Nilton informa que “a ida da docente para a Escola Municipal Mário Trindade decorre de um processo meramente administrativo e não político”, disse.

Esta afirmação do prefeito caracteriza uma confissão da ilegalidade do ato, assim classificado pelo sindicalista Neilton Diniz Silva, da direção executiva do SINTESE. “O ato é ilegal, pois o concurso foi localizado e um candidato que concorreu para um desses locais, não pode ser convocado para ocupar a vaga surgida em outro, do contrário isso seria burlar o concurso, pois não existe um listão no qual os candidatos passassem a integrá-lo”, frisou o professor.

A sequencia da nota apenas confirma o que descreve o representante do SINTESE. “A nova servidora da Educação de Pirambu assumiu o cargo na condição de professora substituta de Flávia Oliveira da Silva, docente do Mário Trindade, que pediu licença sem vencimento. Roseli de Jesus, conforme a opção que fez ao realizar o processo seletivo, está lotada na Escola Municipal João Francisco da Silva, no povoado Aningas. No entanto, por conta de uma demanda urgente no Mário Trindade, ela trabalhará, provisoriamente, na referida unidade de ensino”, completa a nota, numa confissão da ilegalidade.

Ministério Público – Esta questão não está resolvida e a parte prejudicada irá ao Ministério Público para relatar a situação de aberração, em que o prefeito Zé Nilton “apunhalou a lei”. Segundo a professora Izabel Tomaz de Aquino, dona de fato e de direito da vaga surgida na Escola Municipal Mário Trindade Cruz, tanto ela quando a próxima colocada irão “recorrer ao promotor de Justiça, a quem cabe salvaguardar a lei, para que a legalidade seja estabelecida”, revelou. “Só não fomos semana passada, pois aguardamos que a Semed se redimisse do erro ou que outros organismos como o Sintese, Câmara de Vereadores pudesse intervir para reparar essa anomalia”, completou a professora.

Desorganização – É impressionante como a administração municipal de Pirambu, cuja política educacional da secretária Maia de Lourdes Cardoso Gouveia e do prefeito José Nilton de Souza é considerada a pior de Sergipe, conforme nota data pelos educadores pelo segundo ano consecutivo admita tamanha irregularidade, falta de planejamento e desorganização (considerando que a nomeação da professora fora assinada em dezembro – antes da matrícula - e que esta só tenha comparecido agora, pois em Aningas, nunca pisou o pé).

Segundo informa a assessoria de imprensa, “quando foi convocada para assumir a vaga na escola do povoado Aningas, existia demanda, mas a situação mudou com a queda da matrícula e a conseqüente junção de turmas. A época, um professor do João Francisco da Silva foi convidado para trabalhar na sede da Secretaria Municipal de Educação. Com isso, uma das turmas ficou sem professor e, por este motivo, Rosely de Jesus, que havia prestado concurso para a unidade do povoado Aningas, foi então convocada”, justificou o injustificado.

Prática não é recente – Continua a nota dando conta que essa prática é comum uma vez que “esse processo de remanejamento de funcionários para atender as demandas que surgem não é inédito na Prefeitura de Pirambu. Já houve casos semelhantes na própria Secretaria de Educação. Trata-se de uma medida administrativa, que leva em conta a disponibilidade do servidor associada à necessidade de obter um melhor aproveitamento dos recursos humanos e financeiros da administração pública municipal”, conclui.

Indignação – Na Escola Municipal Mário Trindade Cruz, que passa por um processo de autofagia nesta administração, o clima é de revolta e de indignação. “Fomos pegos de surpresa, pois se existiu a vaga, esta deveria ser ocupada por Izabel ou, em se tratando em licença sem vencimento, que se contratasse uma substituta, como já ocorreu em 2010 e 2011”, resume a insatisfação da escola a sindicalista Nádia Almeida, da Comissão Sindical de Base do SINTESE e representante os professores no Conselho do Fundeb. “Não tinha conhecimento. Isso é um absurdo. Vamos levar a direção executiva o SINTESE amanhã (quinta-feira, 14), para que a luz de um melhor entendimento possamos interceder”, pronunciou-se a professora Vera Lúcia Santana, Delegada Sindical de Base do SINTESE em Pirambu até a manhã de ontem.

Reação do SINTESE – Na próxima terça-feira, 26 de abril, a partir das 15 horas, os professores da rede municipal de ensino estarão se reunindo em Assembléia Geral, a primeira deste ano, quando farão a eleição da nova Comissão Sindical de Base, elegerão o novo (a) Delegado Sindical, discutirá estratégias para a Marcha Estadual de 28 de abril (redes municipal e estadual) pelo Piso Salarial Nacional Profissional de R$ 1.187,14 (é lei, queremos vê o que vai dizer Zé Nilton e sua claque agora). Da pauta, inevitavelmente esta aberração cometida pela administração Zé/Maria.

Tribunal – Por telefone tentamos ouvir a secretária municipal de Educação, professora Maria de Lourdes Cardoso Gouveia e o vereador José Luiz de Andrade, mas apesar de ligações e mensagens SMS, não obtivemos retorno até a postagem deste texto. O espaço está aberto para que, caso queiram, possam expor suas posições diante deste imbróglio que mais uma vez a administração municipal se envolve e que terá de dar explicações agora ao Ministério Público e aquele que, segundo São Francisco de Assis, é o maior os Tribunais: O DA CONSCIÊNCIA!

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Por Claudomir Tavares é professor concursado das redes municipal em Pirambu, estadual em Propriá, do Pré-Universitário/SEED. Ex-dirigente estadual e local do SINTESE. Graduado em História (UFS), com Pós-Graduação em Gestão de Recursos Hídricos (Aperfeiçoamento-concluído e Especialização-andamento, ambos pela UFS) e Mestrando em Gestão Ambiental (USC).

HISTÓRIA: “Recordações do Porto Grande” (Orlando Cruz)

Nasci em Porto Grande, próximo a Pirambu, estado de Sergipe, em 12 de setembro de 1938, e ali residi, aproximadamente, até os 12 anos de idade

Por Orlando Santana da Cruz

Gostei da entrevista do Kide ao portal Tribuna da Praia. Retratou muito bem o Porto Grande daquela minha época. Pouca coisa resta-me a acrescentar relacionado àquele povoado, e, se eu me enganar (faz mais de 50 anos!) peço desculpas, e que alguém me corrija.

Eu me chamo Orlando Santana da Cruz (foto), nasci em Porto Grande, próximo a Pirambu, estado de Sergipe, em 12 de setembro de 1938, e ali residi, aproximadamente, até os 12 anos de idade, quando me mudei para Aracaju; filho de Abílio Bispo da Cruz (Bilo) e Guiomar Santana da Cruz (Guiar de Bilo), sendo avós paternos Francisco Norberto e Joventina (Dona Jovem), e avós maternos Agenor Santana (Pai Agenor -assim eu o chamava) e Galantina (conhecida por Dona Danta – moravam no povoado). Esta teve vários filhos, entre eles minha mãe Guiomar, acima mencionada, filha mais velha, além de Risalva (mulher de Neném; este, ao que parece, tinha um sítio no Zé do Lopes ou Capivaras, entre Pirambu e Porto Grande). Lúcia, Elita, Elinete, João (Domi), Juarez, Neli, Marielze, Gilberto (Véio) José (Zé de Danta), espalhados pelo povoado, por Pirambu e pelo Cabeço (colônia de pescadores); eram meus tios, filhos de Galantina, corrigido depois para “Eglantina”, a qual encontra-se enterrada no cemitério daqui, Distrito de Vicente de Carvalho, antigo Itapema, município de Guarujá.

Viajei, com meu pai, na canoa “Iracema” - à vela, com capacidade para transportar 460 sacos de açúcar de 60 Kg cada - dos engenhos mencionados pelo Kide para os trapiches de Aracaju e Barra dos Coqueiros. Viajávamos, por rios, para Laranjeiras, Riachuelo, Maruim, Santo Amaro das Brotas, São Cristóvão, Mosqueiro, Oiterinhos. Quando as embarcações retornavam, eram atracadas na margem do rio ou porto da Levada, distante alguns minutos do povoado. Certa noite, a tripulação atracou 1 hora da madrugada, deixando-me sozinho na embarcação, e foi farrear no Canal.

Quando acordei às 2 horas, não vendo ninguém por perto, danei-me a correr para casa. Quanto mais eu corria mais o medo aumentava. Havia um riacho e nele um passadiço, o medo era tanto que atravessei o riacho, maré seca, pelo atoleiro. Comecei a ouvir o crepitar de galhos secos se quebrando. Pensei que era o Lobisomem. Quanto mais eu corria mais me afundava na lama (coisa de criança supersticiosa), até que cheguei em casa.

Lembro-me, também, que fazíamos, à noite, rede de pesca na casa de Chico Cardeirinha, juntamente com seus filhos Heribaldo e Alonso. A casa dos pais destes situava-se próximo ao morro. No extremo oposto, situava-se a casa dos pais do Kide. Lembro-me do Sr. Pedro Isaac, que vinha, de outro povoado, nos domingos, a cavalo, vender doces: queijadas, bolachinhas, manoês. Lembro-me de Lindaura, que pescava aratus nas gaiteiras dos mangues.

Certa vez, enquanto ela pescava, uma enorme cobra entrou em sua casa, próxima ao rio, quase abocanhando uma de suas crianças, que mal engatinhava. Ao ouvirem os gritos, alguns moradores da vizinhança socorreram-nos, matando o réptil a pauladas. Havia muita superstição no lugarejo, tais como fogo-corredor, lobisomem, mula-sem-cabeça e outros.

Existia, entre Porto Grande e Pirambu, um cajueiro que se dizia mal-ssombrado. Todo meio-dia tilintava uma sineta. Certo dia, eu e mais alguns amigos de infância fomos, próximo das 11 horas, procurar caju naquele cajueiro. Estando eu, por volta do meio-dia, no último galho, olhei ao meu redor, e não vi mais ninguém. Só ouvi os últimos sons amortecidos de voz já afastada, que dizia: “olha a sineta!” Pulei do galho e saí correndo com tanto medo que o pus do pé estourou e eu nem dor senti.

Recordo-me das festas de fim de ano. Eu me acordava cedo para ver se achava algumas moedas embaixo das mesas de jogos de roletas. Lembro-me do Pedro Maconha, sacristão da igreja, de pele corada, cuja esposa era Anália, também avermelhada. Não esqueci Sá Indalina (a forma de tratamento das mulheres idosas era “Sá”– talvez fosse um abreviativo de Senhora), que torrava café para os moradores e saveiristas; toda tarde ouvia-se, pausadamente, o bater do pilão: Tum... Tum... Tum; ela tinha um filho, já bem adulto, chamado Dunga.

Sá Licinha (costureira), não sei se esta era a Milicinha à qual Eraclides se reporta. Recordo, com saudades, dos banhos nas lagoas de águas cristalinas, próximas ao mar, formadas pelas chuvas. Heribaldo fazia uns carrinhos de madeira (será que ele se lembra?), de 02 rodas – tipo pequena galinhota, e neles arrastava alternativamente um ou outro companheiro adolescente até à beira do mar. Seguia as procissões, companhada por zabumbas, pífanos (gaitas), feitos de pedaços de taquara, com furos ao longo da superfície. Tudo era alegria.

Deslocava-me de Porto Grande ora para Canal ora para Pirambu, a fim de comprar leite para os meus irmãos pequenos. Seu Ireno e Bilo Cego é que faziam, em canoa a remo, a travessia de pessoas e animais de Pirambu para o lado de Porto Grande; muitos vinham com cavalos carregados de camarão e peixe salgados, atravessavam o rio em direção a Aracaju e vice-versa.

Descarregavam as malas ou cangalhas na canoa, e iam segurando as rédeas dos animais, enquanto estes nadavam ao lado da embarcação. Muitas das pessoas que o Kide cita em sua entrevista eram meus parentes (aliás, ali, ao que parece, pelo sobrenome, tudo era família). Bilo era meu pai (faleceu em Salvador aos 86 anos), Risalva, mulher de Neném (falecidos), era minha tia, Ernesto (tio Dedé), Lardilau, Zebinha (casado com Iraci?), Salei (pai de Lardilau?) também eram familiares. Havia um riacho, atrás de minha “casa”, onde pescava “moréia”. Este me faz lembrar uns versos do poeta Manoel Bandeira:

VELHA CHÁCARAA casa era por aqui...
Onde? Procuro-a e não acho.
Ouço uma voz que esqueci:
É a voz deste mesmo riacho.
Ah quanto tempo passou!
(Foram mais de cinqüenta anos.)
Tantos que a morte levou!
(E a vida... nos desenganos...)
A usura fez tábua rasa
Da velha chácara triste:
Não existe mais a casa...
- Mas o menino ainda existe.


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Nota da Redação: Este depoimento de “Seu” Orlando é um documento de tamanha grandeza e será incorporado ao acervo mais valioso deste portal, preservando os créditos e salvaguardado para as futuras gerações. Com ele abrimos uma Coluna que terá como titular o portograndense Orlando Santana da Cruz.

CULTURA: XX Festa das Caretas em Maribondo

Festa acontece desde 1992, sendo organizado pela família do mestre Sabal

O povoado Maribondo, distante 15 da sede do município de Pirambu, será palco neste final de semana, 23 e 24 de abril, de uma das mais tradicionais manifestações da cultura popular de Sergipe. O sagrado e o profano, o religioso e o cultural se entrelaçam e sobrepõem-se os folguedos, com a realização da Festa das Caretas, que este ano chega a sua 20ª edição.

Criada como uma brincadeira que teve entre seus idealizadores o “Dr. Vado”, irmão do Mestre Sabal, a Festa das Caretas cresceu, consolidou-se, enraizou-se e desde 2004, quando dirigíamos o Departamento de Cultura, faz parte do Calendário Cultural de Pirambu, quando o município reconheceu em caráter oficial passando a adotá-la como uma das manifestações mais autênticas de nosso povo, uma festa de domínio público, merecendo a partir daquele ano

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Por Claudomir Tavares / claudomir21@bol.com.br

UNAMP: Muito cacique para pouco índio

Em Propriá existem 53 associações de moradores, a maioria delas funcionando dentro de uma pasta e dentro das casas de seus presidentes

A cidade de Propriá, distante 98 km da capital, possui algo em torno de 30 mil habitantes, pouco mais uma dezena de bairros e cinco povoados. Alguns deles subdividem-se, o que não chega a mais de uma dezena. Diferente dos demais municípios sergipanos, aqui existe uma entidade, a União das Associações de Moradores de Propriá, a UNANMP, que as congrega, para que a partir delas as lideranças comunitárias possam atuar de forma articuladas, unificadas: BINGO!

Semelhante aos demais municípios sergipanos, estas associações, em sua maioria, resguardando algumas raras e honrosas exceções, funcionam como verdadeiras ING’s (Indivíduos Não Governamentais), distantes dos reais e verdadeiros interesses da coletividade, muitas vezes existindo apenas cartorialmente, dentro de uma pasta, com um número de associados que não refletem a área geográfica que se propõe representar: PINGO!

Precisamos repensar urgentemente o papel das nossas associações. Não cabe aqui ensinar o “Pai Nosso ao Vigário”, longe de nós. Mas acreditamos ser necessários reaglutinar algumas associações em uma só, cuja base territorial deve limitar-se ao Bairro. Assim, fortaleceríamos o movimento comunitário, dano legitimidade aos mesmos. As associações não podem servir de instrumentos promíscuos e trampolins políticos.

Acreditamos na legitimidade do movimento comunitário, como instrumento de pressão, caixa de ressonância dos moradores da zonas urbana e rural, que reúna-se periodicamente com seus representados, que promovam eventos sócio-culturais e não se atrelem a grupos e partidos políticos. Entendemos que os líderes, os cidadãos tem legitimidade de fazer a opção partidária, política, mas preservando a autonomia da entidade que representa.

Presidida pelo senhor Manuel Lima (foto), conhecido popularmente como Boca (não sabemos a origem do sugestivo apelido), a União das Associações de Moradores de Propriá (UNAMP) tem uma importância singular, possivelmente não dimensionada pela sociedade propriaense, talvez por isso parasse em mãos que não a representaram dignamente, como nosso amigo Xaropinho. Hoje está vivendo uma nova experiência, mas não tem feito o movimento comunitário avançar.

Em recente pronunciamento na Câmara Municipal de Propriá, o presidente Manoel Lima não se deu a preocupação de se quer permanecer até o final da Sessão Especial que discutir reivindicações dos senhores presidentes de associações. Segundo ele, Propriá possui 53 associações, mas não soube responder quantas estão legalizadas, com documentação em condições de estabelecer parcerias, celebrar convênios ou outros tipos de relações institucionais que proporcionem melhorias da qualidade de vida da comunidade.

Naquela oportunidade, apenas 5 (menos de 10% das associações) estavam presentes, o que nos dá entender que alguma coisa está fora de ordem. A vereadora Rozélia da Ponte (PTC) fez uma denúncia grave. “Tem presidentes de associações que pagam aluguéis como sendo de sede das associações de moradores e residem nos imóveis”, disse, numa afirmação que precisa ser averiguada, até para isentá-los ou apresentar os responsáveis por tamanha improbidade.

De nossa parte estamos a disposição os presidentes das associações bem como da UNAMP para se necessitar do espaço, utilizá-lo tantas e quantas vezes se fizer necessários. Como cidadão, vamos exercer nosso papel e filiar-me nos próximos dias a associação que em jurisdição na rua em que moro, a Rua Gouveia Lima (Rua da Palma). Convidamos nossos leitores a fazer o mesmo e começar a interceder pela sua consciência, participando, propondo, criticando, mas ajudando a construir o movimento comunitário de Propriá.

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Por Claudomir Tavares / claudomir21@bol.com.br

ZÉ NILTON: Pague o Piso ou Pague a Conta!

Professores vão a luta contra falta de compromisso e descumprimento da lei pelo prefeito de Pirambu

Os professores da rede municipal de ensino irão parar suas aulas no dia 28 de abril em adesão a Marcha Estadual em Defesa do Piso Salarial, que o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTESE) promove, reunindo profissionais do ensino dos 75 municípios sergipanos mais os da rede estadual.

A manifestação faz parte das estratégias da categoria para fazer os prefeitos e o governador Marcelo Déda a cumprir a Lei nº 11.738 de 16/7/2008, que fixou o Piso em R$ 950,00 (2009), R$ 1.024,67 (2010) e R$ 1.187,14 (2011), considerando para este efeito a remuneração básica, desconsiderando vantagens e direitos adquiridos.

Os professores de Pirambu, que iniciaram a agenda de luta 2011 na manhã de ontem, 18, realizam na próxima terça-feira, 26 de abril, uma Assembléia Geral, quando entre outros assuntos, discutem a participação da categoria na manifestação que acontece em Aracaju e que reunirá as duas redes unificadas.

Aqui em Pirambu, o prefeito Zé Nilton depois de exaustivas tentativas de diálogo, cumpriu a duras penas o pagamento do Piso em 2009, mas não o fez em 2010, o que motivou a deflagração da maior greve da história do magistério pirambuense, paralisando as aulas por 47 dias.

Em Sessão do Supremo Federal Federal, o supremo julgou legal o pleito dos professores, o o prefeito de Pirambu, inimigo número um da educação, terá que pagar de forma retroativa centavo por centavo o que deve aos educadores de Pirambu. Aliás, o compromisso de zelar pelos centavos do povo de Pirambu foi assumido em campanha.

A não ser que, ouvindo os conselhos da senhora Maria de Lourdes, secretária municipal de Educação – considerada pela sociedade pirambuense como figura non grata – ele insista em ficar a margem da lei – aliás, o que ele tem se notabilizado em sua gestão que tem se caracterizado na maior tragédia da História de Pirambu.

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Por Claudomir Tavares / claudomir21@bol.com.br

17 de abr. de 2011

Casarão ameaça desabar em Propriá

Aguarda-se uma ação imediata da defesa civil ou da secretaria de obras

Um casarão localizado na esquina do Beco do Taboão com Lopes Trovão, defronte a Praça João Fernandes de Britto, na cidade ribeirinha de Propriá, distante 98 km da capital, Aracaju, pode desabar a qualquer momento. No local funcionou até poucos dias a Eletrônica do Acival, que alertado do perigo de desabamento, já desativou seu comércio de reparo de eletro-eletrônicos.

Aguarda-se uma intervenção imediata do poder público, a saber secretaria municipal de Obras, que acione a Defesa Civil, no sentido de viabilizar a demolição do local com a segurança que o crítico prédio do século XIX se encontra. O correto seria que a prefeitura de Propriá, que se tivesse uma política de preservação do patrimônio cultural (histórico, arquitetônico) tivesse promovido quando houve tempo, a restauração do prédio que lembra característica da cidade em seu sítio histórico mais remoto. Mas neste particular, nesta ação prática e política de política patrimonial, o município de Propriá tem sido um deserto, com algumas raras e honrosas exceções (cujos gritos sufocados são negligenciados), os oásis cada vez mais em extinção na outrora Princesinha do São Francisco.

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Por Claudomir Tavares / claudomir21@bol.com.br

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