10 de mai de 2011

Ainda sobre Porto Grande

“Sem memória, o homem caminha para um lugar obscuro, pois não conhece seu passado, não tem consciência de seu presente e não determina metas para o futuro. O homem deve, à luz da História, retomar suas memórias e refletir sobre sua existência”
Ramiro Quaresma, por ocasião da restauração
Do Palácio Lauro Sodré (tombado pelo IPHAN em 1974) que abriga o Museu Histórico do Estado do Pará

Continuando as recordações sobre Porto Grande, minha terra natal, lembro-me, ainda, que minha “casa” situava-se entre as de ”Seu” Ludugero (a do lado direito de quem olha de frente) e Bilo de Gino (lado esquerdo), marido de Pretinha, a qual tinha uma filha chamada “Nega”. O “Seu” Ludugero era pai ou sogro de Oliveira. Este era pai de Obarda e de Eremita, a qual reside também aqui em Vicente de Carvalho (antigo Itapema).
Há poucos dias, minha irmã Ieda informou tê-la encontrado, e que a mesma viria fazer-nos brevemente uma visita. Há também, aqui, moradores do Canal, como Valter, irmão de Fausto, filhos de Manoel de Marco, pois muitos, naquela época, vieram ganhar a vida por estas plagas, inclusive um filho de Alvo (parente de Sá Licinha?), do Canal, do qual, no momento, não lembro o nome.
Minha parteira chamava-se Maria - falecida há poucos anos - mãe de Zé Grande, na época “tirador de côco” no povoado e região (falecido recentemente), e do Sr. Domingos, que foi sindicalista e, ao que parece, já está aposentado. Ambos residiam neste distrito. Há também, por aqui, familiares meus com o sobrenome de Tavares, tendo um chamado José Tavares, mais conhecido por ‘Zé Bojota’, filho de minha tia Zlda, que era mulher de João Bojota, e vieram das bandas de São Cristóvão – Sergipe.

Prezado Claudomir

Você telefonou, em 04/4/11, por volta das 10,30h, para (...), Guarujá, mas a linha logo caiu. Ao que parece, você pesquizou mais sobre a história de Pirambu e Porto Grande, pelos quais muito me interesso, já que nasci e vivi até os 13 anos neste último povoado, próximo do primeiro dos quais guardo muitas recordações.
Brinquei, quando criança, com seus tios Heribaldo e Alonso e conheci Edimê, sua mãe e seus avós "Chico Cardeirinha", exímio pescador de "camboa", e Dona Diva. Lembro-me, com saudades, da igrejinha, das festas de fim de ano, da procissão de Bom Jesus dos Navegantes, do reisado, cacumbi, das dunas, banhos nos rios e no mar.e nuitas coisas mais que levaria tempo para descrevê-los aqui.
Quando telefonar, faça-o ,preferencialmente, pelos números (...).

Sem mais para o momento presente despeço-me com um abraço.
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Orlando Santana da Cruz [orlandocruz@ig.com.br]

Fonte: Tribuna da Praia - Em: 10/05/2011

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