30 de abr de 2010

A volta da Revista Seiva

No ano em que celebra seus 20 anos, Revista reaparece depois de cinco anos de publicada última edição


Lançada em 06 de dezembro de 1990, com periodicidade trimestral, a Revista Seiva foi o resultado de um processo de ampliação da comunicação alternativa que em Pirambu já era desenvolvida pela Tribuna da Praia desde 1983. Publicou na primeira fase, oito edições, retornando em 2005 com uma única edição. Para marcar as comemorações pelos 20 anos da revista, marco que acontece este ano, a Revista Seiva reaparece neste primeiro de maio, com uma proposta que pretende-se mensal, 12 páginas e uma tiragem de 100 exemplares, distribuídos neste primeiro momento entre formadores de opinião.

Nesta edição que pode ser obtida através de um contato telefônico (9917.0510), você confere o seguinte conjunto de matérias:

- Rumo aos 20 anos - A volta da Revista Seiva (Página 03)
- A trajetória da Colônia de Pescadores (Páginas 04 e 05)
- Pirambu na VIII Semana Nacional de Museus (Página 06)
- Claudomir Silva é Cidadão Propriaense (Páginas 07 e 08)
- Kendinho Tavares: Revelação do Surf em Pirambu (Páginas 09 e 10)
- Hoje é dia da Tribuna da Praia (Página 11)

Os interessados no conteúdo podem conferi-lo a partir deste sábado, no Blog da Revista Seiva: http://revistaseiva.blogspot.com

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29 de abr de 2010

Audiência Pública debate Fundeb em Pirambu

Reunião está marcada para esta sexta-feira, a partir das 08h20min no Fórum Desembargador José Barreto Prado, em Pirambu
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net

Uma Audiência Pública, envolvendo os principais atores sociais envolvidos na questão em debate, está prevista para acontecer nesta sexta-feira, 30/04, no Fórum Desembargador José Barreto Prado, na cidade de Pirambu. Representantes dos professores, estudantes, pais de alunos, da estrutura do órgão gestor de educação, de finanças e outros afins devem participar e discutir questões relacionadas a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB em Pirambu. A reunião foi ‘provocada’ pelo representante do Ministério Público, Dr. Nilzir Soares Vieira Júnior e atende reclamações de partes destes seguimentos que vê possíveis falhas no gerenciamento dos recursos destes recursos.

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28 de abr de 2010

Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz


Ciberativista,

Mais uma vez queremos agradecer o seu apoio ao assinar a petição “Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz”. Se você tem acompanhado nossas comunicações via e-mail e site, sabe que essas assinaturas estão surtindo efeito. Tanto que Aldo Rebelo tentou acalmar a situação mandando uma resposta em que tentava justificar a necessidade de mexer no Código para quem lhe enviou a petição. Foi um desastre. Os envios aumentaram. O deputado já recebeu mais de 50 mil petições desde meados de abril.

As petições virtuais são uma ferramenta fundamental de pressão. Mas elas só produzem efeito quando acompanhadas de um trabalho de coleta minuciosa de informações, ações destinadas a chamar a atenção do público e a divulgação de denúncias. Preservar a Amazônia dá um trabalho danado. A floresta é alvo constante da ganância e do desprezo pelo meio ambiente.

Mas esse jogo pode mudar. O Greenpeace sabe muito bem disso. Afinal, já obtivemos diversas vitórias na defesa da Amazônia. Quer alguns exemplos?

Moratória do Mogno: Graças à ação do Greenpeace em fins dos anos 90, o mogno foi incluído na Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas e não pode ser comercializada.

Moratória da Soja: Depois de meses de confronto com as grandes esmagadoras de soja que atuam no Brasil, o Greenpeace conseguiu sua adesão a um acordo para não adquirir soja plantada em áreas desmatadas a partir de julho de 2006.

Cidade Amiga da Amazônia : Programa que incentiva municípios a adquirirem madeira certificada para obras públicas. Hoje há 41 cidades afiliadas ao projeto.

Desmatamento Zero para o setor pecuário: Em 2009 o Greenpeace divulgou o relatório a “Farra do boi na Amazônia”, que mostrava o elo das pecuárias, grandes frigoríficas e seus clientes com o desmatamento na Amazônia. Graças a esse estudo os grandes frigoríficos assinaram em outubro do mesmo ano, um acordo, que inclui prazos para cadastro das fazendas fornecedoras diretas e indiretas e o monitoramento rigoroso do desmatamento ao longo da cadeia produtiva.

Essas iniciativas tiveram impacto positivo, ajudaram a reduzir o desmatamento, mas ele ainda campeia na região Norte do Brasil. Só no ano passado, mais de 7 mil quilômetros quadrados de floresta foram ao chão. Você sabe o que isso significa? 740 mil campos de futebol.

É preciso punir os responsáveis pelos crimes ambientais, recuperar áreas degradadas, criar áreas protegidas, incentivar o desenvolvimento sustentável e promover a agricultura familiar.

Portanto, nosso trabalho precisa seguir em frente.

Essa é a solução, e a nossa luta na Amazônia. O Brasil e o planeta estão perdendo.
Por maior que seja o esforço, ainda há muito a ser feito frente ao tamanho do desastre.

O planeta precisa do Greenpeace e o Greenpeace precisa de você!

Por isso lhe convidamos a participar ainda mais, e ajudar o Greenpeace naquela que é a sua ferramenta mais poderosa de ação e resultado, sua independência política e financeira. O Greenpeace não aceita doações de empresas, partidos políticos e governos, apenas de pessoas como você.

Junte-se a nós, faça parte do Greenpeace. Torne-se um colaborador.

Abraços,

Rafael Cruz
Coordenador da Campanha do Código Florestal
Greenpeace

27 de abr de 2010

Visite o Blog do Professor Antônio Glauber


Geógrafo está na rede desde 03 de Outubro de 2007 e intensificou ação em 2010
Antônio Glauber Santana Ferreira é um dos internautas mais sintonizados com os acontecimentos do Mundo e isto tem contribuído decisivamente para instrumentalizar suas aulas de Geografia. Professor das redes públicas municipal em Pirambu (Escola Mário Trindade Cruz) e Japaratuba (Escola Professor Emiliano Nunes de Moura), Toninho como é conhecido entre sua legião de amigos possui desde 03 de outubro de 2007 um Blog na Internet. Lá são postados assuntos dos mais variados, desde esporte, cultura, educação e outros assuntos.

Poeta, professor blogueiro, ele será o entrevistado do mês de Maio do Jornal ‘Ler é Saber’ da Escola Municipal Professor Emiliano Nunes de Moura e terá este material reproduzido, com a aquiescência do jornal, neste portal. Aguardem!

O endereço é: http://antonioglauber.zip.net/ e você pode acessar a partir dos nossos links.

26 de abr de 2010

Claudomir Tavares é Cidadão Propriaense

Concessão de Título foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores

Através de propositura do vereador José Aelson Santos, do PDT, a Câmara Municipal de Propriá aprovou por unanimidade em segunda votação na Sessão Ordinária da última terça-feira, 20/04, Projeto que concede Título de Cidadania Honorária Propriaense ao professor Claudomir Tavares da Silva. A primeira votação aconteceu na Sessão Plenária da quinta-feira, 15/04, da semana anterior, também por unanimidade.

Contribuiu para motivar a apresentação tanto a atuação profissional do professor Claudomir Tavares em suas aulas ministradas no Ensino Médio do Colégio Estadual Joana de Freitas Barbosa – Polivalente, a maior e mais representativa do Baixo São Francisco, onde atua desde 2002 quanto sua condição de diretor da Tribuna da Praia, que desde 24 de abril de 2004 possui um Portal na Internet, hoje o mais acessado no interior de Sergipe.

Natural do povoado Canal de São Sebastião, no município de Barra dos Coqueiros, Claudomir viveu ali até 1980, quando com 12 anos mudou-se com sua família para a cidade de Pirambu, onde reside até hoje, dividindo com Propriá esta condição – Já residiu no povoado Flecheiras/Santo Amaro das Brotas (1980), Aracaju (1989/92) e Japaratuba (2000/2001). Graduado em História, com Pós-Graduação em Recursos Hídricos, ambos pela Universidade Federal de Sergipe, atua nas áreas culturais, ambientais e políticas. É casado com a professora propriaense Izabel Tomaz de Aquino e pai de João Victor de Aquino Tavares, de 2 anos.

Como professor da rede estadual, Claudomir Tavares representou o Polivalente (antigo PREMEM) no II Colóquio Internacional: Políticas e Práticas Curriculares e no I Encontro Nacional de Educação Patrimonial. Ali, desenvolve uma intensa atividade de Educação Patrimonial que ultrapassa os limites da escola. Os laços que une o professor a escola é tamanho que se afastou da instituição em 2007, não resistiu e retornou no início de 2009, para segundo ele “dar sequência a uma ação pedagógica que não poderia encerrar-se com sua saída”, conta ele.

Diretor e fundador da ‘Tribuna da Praia’ em 23/08/1983, em 2002, antes de chegar a Propriá, fundou o ‘Jornal Opara’, transformado em 2003 na Folha Regional, passada para a responsabilidade do comunicólogo Renner Alves. “Não dava para conciliar a edição de dois veículos de comunicação, assim passamos o Opara adiante”, justifica. Assim, instalou no dia 27 de janeiro de 2003, durante a Festa do Bom Jesus dos Navegantes, a Sucursal Baixo São Francisco SE/AL da Tribuna da Praia em Propriá.

Este laço ampliava-se com o lançamento de um portal na internet. Atualmente a freqüência diária de acessos da Tribuna da Praia é de 3927, cuja média diária de acessos em Propriá oscila entre 400 a 700, algo além das nossas expectativas. A presença da Tribuna da Praia e de seu dirigente se confunde e “estes, acredito, foram condicionantes que levaram os vereadores a aprovarem a propositura do presidente José Aelson, o que mais que um orgulho pessoal, só multiplicam nossas responsabilidades com esta cidade que escolhi para casar, ter filhos e dar o melhor de mim, tanto no campo pessoal, como profissional”, descreve com emoção Claudomir.

No dia em que este portal comemora seus seis anos de ininterrupta atividade jornalística, a nossa homenagem dá-se em forma de agradecimento ao vereador José Aelson dos Santos e aos demais vereadores pela aprovação do Título de Cidadania Honorária de Propriá: Genival Moreira, João Fernandes de Britto, José Marcos de Oliveira Silva, Joseane Alves da Silva, Jurandy de Figueiredo Sandes, Maria Lúcia Mendes da Silva, Paulo Fernando Celestino Campos e Rozélia Maria Bento Fraga, ao tempo em que colocamos este portal a disposição dos senhores para divulgação das suas respectivas ações parlamentares, como temo feito dentro das nossas possibilidades.

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25 de abr de 2010

Já são centenas os acidentes em usinas que vazam radiação

Por César Gama *

É preciso desmistificar o primeiro grande mito dessa história de energia nuclear: o de que as centrais são 100% seguras. Tal diagnóstico é alardeado em profusão pelo governador Marcelo Deda e o deputado federal Albano Franco, interessados em trazer uma usina para terras sergipanas. Ao garantirem a segurança do projeto como verdade absoluta, todos se escondem por trás de máscaras. Apostam na segurança de toda uma população sem saberem do que estão falando, pondo em risco a saúde de todos os sergipanos.

Na verdade, as centrais nucleares podem ser 100% seguras sim, mas apenas para os próprios fabricantes destas usinas, para os empreiteiros que querem ganhar fábulas de dinheiro instalando-as, e para os governos interessados em inflar caixas de campanha com doações de verbas que muitas vezes desembocam na política por vias transversas. Elas só não são 100% seguras para a população.

É do físico nuclear carioca Anselmo Paschoa, pesquisador do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que em 2000 atuou numa investigação do governo federal acerca das condições de segurança das usinas de Angra, a seguinte conclusão: “a probabilidade de um acidente de grandes proporções acontecer com uma usina nuclear é muito pequena, mas sempre existe. Por muito tempo as usinas nucleares venderam a imagem de que estão imunes a acidentes, o que não é verdade”.

Só para que você tenha uma idéia, transcrevo abaixo um relato, não em ordem cronológica, mas sim por grau de importância em relação ao que interessa, com o resumo dos muitos acidentes já registrados no mundo envolvendo centrais nucleares, inclusive aqueles ocorridos recentemente na França e nos Estados Unidos, que provocaram sérias reservas destes governos quanto a continuar instalando tais usinas para a geração de energia elétrica.

Alguns acidentes com radiação

* Em 27 de dezembro de 2009, o Instituto de Gestão de Águas e Clima – INGÁ, e a Secretaria da Saúde da Bahia notificaram as prefeituras dos municípios de Caetité, Lagoa Real e Livramento de Nossa Senhora, na região Sudoeste do estado, a proibirem preventivamente o consumo de água em seis poços artesianos e mananciais (chafarizes) superficiais utilizados por parcela da população rural destes municípios. Os poços apresentaram, em análises realizadas em setembro do mesmo ano pelo Instituto, um índice de radioatividade na água potável 40 vezes superior ao tolerável para seres humanos, segundo regras do Ministério da Saúde. Há vários anos que o Greenpeace vem denunciando que a Mina de Urânio em Caetité, na Bahia, operada pela estatal Indústrias Nucleares do Brasil, vem contaminando sistematicamente com urânio o lençol freático da região. O Ingá há muito tempo já havia confirmado a contaminação radioativa, mas a estatal nuclear nega que a Mina esteja contaminando a região, alegando que o alto índice de radioatividade é conseqüência da presença de urânio em estado natural no solo da região, mas se recusa a apresentar provas de que seus argumentos são verdadeiros. Tem sido relatada a incidência de uma série de casos de câncer na região pelas vigilâncias epidemiológicas municipais;

* Anteriormente, em 2004, chuvas excessivas atingiram a área da mina de urânio de Caetité, na Bahia, quando a bacia de retenção da mina transbordou sete vezes, liberando efluentes líquidos com concentração de urânio-238, tório-232 e rádio-226 no leito do Riacho das Vacas. Em função desse acidente, fiscais da Comissão Nacional de Energia Nuclear elaboraram parecer técnico solicitando a paralisação das atividades de mineração em Caetité e a não renovação da licença de operação da mina, mas não obtiveram êxito;

* Em 2005, o Greenpeace denunciou um novo vazamento na região da mina de urânio de Caetité, na Bahia, que levou a estatal nuclear de mineração a receber do Ibama uma multa de R$ 1 milhão. Já em 2000, no primeiro ano de operação da mina na Bahia, as Indústrias Nucleares do Brasil tentaram esconder 5 milhões de litros de licor de urânio que foram liberados no meio ambiente, contaminando o solo e o lençol freático dos municípios onde hoje parcela da população rural está proibida de consumir água dos poços artesianos;

* Em março de 1979, a usina americana de Three Mile Island, na Pensilvânia, foi palco do pior acidente nuclear até então registrado antes de Chernobyl, na Rússia, quando a perda de refrigerante fez parte do núcleo do reator derreter. Nos meses que se seguiram, os animais morreram, adoeceram ou apresentaram comportamentos estranhos. Centenas de pessoas têm morrido ou adoecido ao longo dos anos em decorrência de enfermidades próprias de áreas contaminadas por radiação. Centenas apresentaram doenças graves após o evento, com aumento de cânceres, leucemia e outras doenças no sangue, no sistema nervoso, nos órgãos digestivos e respiratórios. Centenas também sofreram de grave depressão psicológica. Este acidente foi provocado por defeito numa válvula, parecido com falha ocorrida também em Angra I, no Brasil, em 1997 (vide mais abaixo). Com o defeito em Three Mile Island, ocorreu o aumento na temperatura do núcleo do reator, que fundiu-se e provocou o derrame de material radioativo no ambiente, com a formação de uma perigosa bolha de hidrogênio que ameaçava explodir e lançar ao ar toneladas de material radioativo. Para evitar a explosão, foi liberada na atmosfera uma quantidade indeterminada de gás radioativo que afetou toda a região. As ações de emergência falharam, só ocorrendo a retirada de mulheres grávidas e crianças do local dois dias após o acidente. O pior: a grave tragédia de The Mile Island pode voltar a ocorrer, pois ninguém sabe até quando se poderá conter o núcleo derretido do reator, que continua reagindo;

* Em 26 de abril de 1986 ocorreu o maior acidente nuclear na usina de Chernobyl, na Ucrânia – região da antiga União Soviética, quando a equipe de plantão da central foi realizar inadvertidamente um teste para verificar se as turbinas da usina poderiam produzir energia suficiente para manter as bombas de resfriamento funcionando na hipótese de uma interrupção no suprimento de energia. O teste não saiu como o planejado e produziu-se uma onda de energia inesperada, enquanto o desligamento de emergência do reator acabou falhando. O sistema entrou sofreu reação em cadeia e o reator explodiu. Até 6 de maio de 1986 as chamas consumiram incontrolavelmente a usina, espalhando radiação no ar por toda a Ásia e Europa. A explosão lançou na atmosfera uma nuvem radioativa 6 milhões de vezes maior do que a do acidente na usina Three Mile Island, nos EUA. (vide acima). A Ucrânia, a Bielorrússia e o Oeste da Rússia foram atingidas por uma precipitação radioativa de mais de 50 mil toneladas. 350 mil habitantes próximos à usina tiveram de abandonar suas casas. Estima-se que pelo menos 25 mil funcionários que trabalharam diretamente na tentativa de conter o desastre (bombeiros, policiais, técnicos, etc.) morreram no período ou ao longo dos anos, vítimas de doenças provocadas pela radiação. Um relatório da Rússia supõe que mais de 300 mil pessoas já morreram e milhares continuam morrendo ou se tornando portadoras de doenças graves em decorrência da radiação que ainda hoje emana do local. O ex-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, relata em seu livro “Nossa Escolha” que o País de Gales, no Reino Unido, localizado há quase 3 mil quilômetros de distância de Chernobyl, sofreu os efeitos do acidente “e ainda hoje não é seguro ingerir carne de carneiro em algumas regiões daquele país”. O número total de pessoas contaminadas seria de 5 milhões e a área geográfica inutilizada de cerca de 140 mil quilômetros quadrados. Um trabalho científico da Nature, em 1995, revelou que os índices de câncer de tireóide em crianças ucranianas quintuplicaram e chegam a ser 30 vezes maiores entre aqueles que moravam próximos a Chernobyl. Em 1997, a OMS informou que o índice de câncer nas crianças passou a ser cem vezes superior ao nível registrado antes do acidente. Mas o pior ainda está por vir: segundo informação do Greenpeace, alguns cientistas predizem que a próxima catástrofe nuclear da esfera de Chernobyl será mesmo na própria central ucraniana, em função do estado frágil do seu escudo protetor - uma cobertura maciça, aparentemente indestrutível, de 410 mil metros cúbicos de concreto e 7 mil toneladas de aço para conter a liberação de radiação para o ar - que só duraria entre 20 a 30 anos. O detalhe é que já se passaram 20 anos desde o acidente;

* A França é um dos países que mais conta com usinas nucleares no mundo e onde têm ocorrido a maioria dos últimos acidentes com centrais do gênero. Em 8 de julho de 2008, um acidente com vazamento de urânio, na Usina Nuclear da Socatri, administrada pela Areva e localizada na região turística de Vaucluse, provocou a contaminação de dois rios, levando o governo a proibir a população de Triscastin (Avignon) de beber a água dos rios atingidos ou de utilizá-la na irrigação de plantações. Segundo a Agência de Segurança Nuclear da França – ASN , 30 metros cúbicos de líquido contendo urânio transbordaram de uma fábrica daquela central nuclear. O acidente ocorreu às 7:30 h do dia 8 de julho, mas só às 13 horas as autoridades começaram a tomar as primeiras providências. À época, o Secretário de Estado do Meio Ambiente da França, Michael Muller, segundo o jornal El País, declarou que “a tecnologia nuclear é de alto risco”;

* Em 16 de julho de 2007, um terremoto atingiu o noroeste do Japão, provocando um incêndio na usina nuclear Kashiwazaki-Kariwa e o vazamento de um litro e meio de água radioativa. Inicialmente a indústria nuclear do Japão mentiu sobre os verdadeiros impactos do terremoto e do incêndio, afirmando que não havia perigo de vazamento de radioatividade. 100 barris de lixo nuclear com resíduos de baixo nível tombaram durante o terremoto e foram encontrados sem a tampa, além de 50 casos de vazamentos de água radioativa;

* Em setembro de 1999, três trabalhadores morreram em função da alta irradiação e comunidades locais tiveram que ser evacuadas após falhas humanas de procedimento na fábrica de combustível nuclear de Tokaimura, no Japão;

* Em agosto de 2004, a ruptura de um cano da usina nuclear Mihama, no Japão, matou cinco trabalhadores. Dezessete reatores operados pela companhia TEPCO foram desligados após ter sido descoberta falsificação de documentos sobre inspeção de segurança;

* Em abril de 2006, 40 litros de líquido extremamente radioativo contendo plutônio foram liberados ao ambiente, de uma nova planta de reprocessamento do combustível nuclear, em Rokkasho-Mura, no Japão;

* Em 29 de outubro de 2007, o governo russo anunciou o vazamento de líquido radioativo da usina Maiak, na região dos Montes Urais. Uma vedação defeituosa permitiu que o líquido radioativo vazasse de um reservatório e se espalhasse por cerca de 1,5 quilômetros de uma estrada na usina. As autoridades minimizaram a gravidade do acidente afirmando ter o vazamento ocorrido longe de zonas populosas. A usina de Maiak, segundo o Greenpeace, ONG internacional de defesa ambiental, foi palco de uma série de acidentes em 1949, 1957 e 1967, ocultados pelo governo soviético. Vladimir Chuprov, líder do Greenpeace na Rússia, afirma que a usina é um dos lugares com maior índice de radioatividade do planeta e que os milhares de habitantes da região ainda sofrem com o acidente ocorrido em 1957, um dos maiores do país antes do acidente de Chernobyl, que expôs comunidades inteiras à radiação. A incidência de leucemia, dos mais diversos tipos de cânceres e de mutações teratogênicas em recém nascidos são um lugar comum em toda a região;

* Em julho de 1997, o reator nuclear de Angra I teve que ser apressadamente desligado por defeito em uma válvula. Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, o defeito assemelhou-se ao ocorrido na usina de Three Mile Island (EUA), em 1979. (vide acima);

* Em outubro de 1997, o físico Luiz Pinguelli Rosa alertou para novo acidente na Usina Angra I, com vazamento radioativo em função de falhas nas varetas do combustível nuclear;

* Em 7 de outubro de 2003, Angra I teve que ser novamente desligada às pressas, em função de outro incidente, que a Eletronuclear, em linguagem hermética, anunciou como sendo “um evento não usual”, um “aumento na taxa de passagem do sistema primário para o secundário”. O hoje Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, à época deputado carioca, denunciou em 2003 que, em 18 anos de funcionamento, até aquela data já haviam ocorridos 34 acidentes e incidentes em Angra I;

* Ano passado a Eletronuclear comunicou um novo vazamento de material radioativo, agora na usina nuclear Angra 2, no Rio de Janeiro, ocorrido dia 15 de maio de 2009, mas só informado à opinião pública no dia 26 de maio daquele ano, com a contaminação de três a cinco servidores, num incidente provocado por erro humano, quando um funcionário esqueceu de fechar uma porta quando fazia manutenção, permitindo a circulação de material radioativo no exterior da usina. A estatal garantiu que o vazamento foi insignificante e não teria causado maiores impactos ao meio ambiente ou à população em geral;

* Em novembro de 2009, a companhia Exelon Nuclear emitiu alerta de contaminação, de novo na usina nuclear de Three Mile Island, situada na cidade de Middletown, Pensilvânia, com vazamento radioativo de um dos seus módulos. Os 150 trabalhadores que estavam de serviço tiveram que ser retirados às pressas. A unidade estava fechada desde o mês de outubro de 2009 para recarregar combustível. Segundo o diário “The Examiner”, 20 trabalhadores foram tratados por excesso de radiação;

* Em 23 de julho de 2009, pelo menos 100 trabalhadores da usina nuclear de Tricastin, no sudeste da França, foram ligeiramente contaminados em função da fuga de pó radioativo, na verdade 74 quilos de urânio, de um encanamento ligado ao reator, que estava aberto e em processo de manutenção. As autoridades informaram que a situação não foi grave;

* Em novembro de 2007, durante uma troca de combustível da usina nuclear Ascó I, na Espanha, ocorreu vazamento de material radioativo pelo sistema de ventilação, por conta de falha humana, contaminando um container próximo. A empresa administradora da usina não comunicou o fato à população e, em abril de 2008, um caminhão retirou o container e o levou para fora da usina, contaminando áreas públicas. A quebra da segurança foi mantida em sigilo pela usina e denunciada pelo Greenpeace. Pressionada, a empresa admitiu o fato e acabou anunciando que o vazamento foi cem vezes maior do que o informado logo no início;

* Em maio de 2008, a Agência de Segurança Nuclear francesa ordenou a interrupção do Reator Pressurizado Europeu – EPR, em Flamanville, após a descoberta de problemas crônicos afetando a qualidade da obra da usina desde o início do projeto, em 2007. Em 19 de julho do mesmo ano a agência autorizou a retomada das obras, apesar de ter ficado constatado que o EPR enfrenta uma série de problemas de segurança e aumento de custos, embora seja vendido pelo governo francês como sendo mais seguro, mais barato e confiável que as versões de centrais nucleares anteriores;

* Em 18 julho de 2009, um vazamento de água radioativa escapou de tubulação subterrânea de usina nuclear controlada pela Companhia estatal Areva de Eletricidade, no sudoeste da França, o segundo vazamento em menos de um mês naquele período.

* Em 01 de fevereiro de 2009, o The Canadian National Newspaper informou o vazamento de 7 mil litros de água radioativa potencialmente carcinogênica (capaz de provocar tumores cancerígenos) no mais importante rio do Canadá, o Ottawa. O vazamento ocorreu num reator nuclear estatal de pesquisas, o Canadian Chalk River Laboratories. O rio é fonte de abastecimento de água para milhões de canadenses e a população que dele se abastece só foi informada vários dias após a ocorrência do vazamento, o que seguramente poderá explicar um possível aumento na incidência de cânceres na população local. De acordo com o jornal Canadian Nuclear Safety Comission, o fato só foi comunicado 4 dias após o acidente e, mesmo assim, a estatal relatou um vazamento cinco vezes menor do que aquele que realmente ocorreu. A empresa responsável pelo reator propôs descontaminar a área, ao longo dos próximos 300 anos, a um custo de 2,6 bilhões de dólares;

* A central nuclear de Vermont Yankee, no estado de Vermon, nos Estados Unidos, reduziu a produção de energia em 60%, em janeiro de 2009, após encontrar vazamento de água radioativa em um tubo que fornece água para geração de vapor ao reator. Foi o segundo vazamento ocorrido no sistema em poucas semanas. Antes disso, em agosto de 2008, uma falha humana na operação do sistema de purificação de água para o reator obrigou a evacuação de todos os funcionários da central;

* Em outubro de 2008, a central nuclear de Davis-Besse, em Ohio, Estados Unidos, sofreu acidente com vazamento de água radioativa que já vinha ocorrendo há algum tempo sem que tivesse sido detectado. A descoberta do vazamento se deu por acaso. A comissão de regulação nuclear dos Estados Unidos, a NRC, informou que vazaram 455 litros de água irradiada. Foi constatado que o nível de contaminação nos poços da região supera em quase duas vezes os padrões de segurança no país para água potável.
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* César Gama é jornalista, psicanalista, professor, formando em Biologia, bacharelando em Filosofia e membro-voluntário do Greenpeace. Este artigo foi elaborado com dados de sua monografia de conclusão do curso de Licenciatura, intitulada O estorvo da Energia Nuclear: ou de como a suposta ‘energia limpa’ é tão cara ao ambiente.






Fonte : http://www.diariodeumsiderado.com/

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24 de abr de 2010

Fique de Olho: Hoje é dia da Tribuna da Praia

Há seis anos a Tribuna da Praia lançava sua página na internet, sendo hoje a mais acessada no interior de Sergipe, uma conquista da cidadania
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net
Há seis anos, no dia 24 de abril de 2004, a Tribuna da Praia, jornal alternativo da cidade de Pirambu fundado em 23 de agosto de 1983, lançava seu site na internet, um projeto que havia amadurecido desde 27 de janeiro de 2003, quando evoluímos para a edição impressa em processo gráfico no formato A3, com caderno de oito páginas. A partir daí foram estabelecidos alguns contatos que em seguida transformaram-se em parcerias comerciais. O primeiro deles foi com a Infonet – Netserviços Internet LTDA/Aracaju, provedora de internet, onde adquirimos o domínio (http://www.tribunadapraia.pro.br). Na ocasião não havíamos constituído empresa e abrimos o endereço de URL na condição de Professor. O registro estava vinculado a Registro.BR/São Paulo.

Em contato com a empresa J & Z – Consultoria e Informática LTDA/Propriá, responsável pelo Site: http://www.propria.com.br e encomendamos a confecção do Projeto de Site e, no dia 24 de abril de 2004 adquirimos junto a Infonet o domínio .COM.BR (http://www.tribunadapraia.com.br), que ficava sob a responsabilidade desta empresa. A assinatura do Projeto do Site, que entrou no ar em carater experimental no dia 30 de abril de 2004 foi o web designer Jean Gledson. Este formato de site ficou no ar durante todo este tempo, oscilando para um modelo de apenas uma lâmina em algumas situações, até adquirirmos o atual projeto em 12 de agosto de 2009, repaginado em 23 de janeiro de 2010.

A partir do estabelecimento de uma parceria com o comunicólogo Renner Alves e da empresa da qual era o responsável, a COMVENTHUS – Comunicação & Eventos LTDA/Propriá adquirimos junto a Registro.COM/Belo Horizonte em 13 de março de 2007 um segundo domínio, redirecionando o primeiro para este, que era acessado através do seguinte endereço de URL: (http://www.tribunadapraia.com).

Em agosto de 2009 uma nova parceria foi estabelecida, desta vez com a HP Computadores LTDA, da cidade de Neópolis, ‘pilotada’ pelo expert em informática Dyegho Fernandes, que passou a partir daquele momento a condição de nosso web designer, lançando em 12 de agosto daquele ano a atual formatação do site, repaginada em 23 de janeiro de 2010, quando estreamos o novo domínio (http://www.tribunadapraia.net), junto ao Hotel da Web, adquirido no dia anterior, desta vez registrado em nosso nome enquanto pessoa física.

Nos meses de ABRIL (91.119), MAIO (101.416) e JUNHO (107.817) 300.352 internautas acessaram nosso portal. Uma média de 3.300,5 acessos/dia, contra os 3.101,7 verificados no trimestre anterior. Somados aos 1.239. 351 acessos de 24/04/2004 até 31/03/2009, atingimos um total de 1.539. 703 acessos em cinco anos e dois meses de operação do portal que há época já era o mais acessado no interior de Sergipe. Atualmente a nossa freqüência diária é de 3927 acessos/dia, dados atualizados após a informação da média mensal de Janeiro, Fevereiro e Março de 2010, contra os 3741 verificados na média do último trimestre de 2009. Na próxima edição a coluna informa a freqüência do terceiro trimestre de 2009.

A Tribuna da Praia está localizada na cidade de Pirambu, onde mantém Redação, na cidade de Propriá, onde mantém a Sucursal Baixo São Francisco SE/AL e em Japaratuba, através de Representação Local. Atua prioritariamente na Grande Aracaju (Aracaju e Barra dos Coqueiros), Vale do Japaratuba (Pirambu, Japaratuba, Capela, Carmópolis) e Baixo São Francisco SE/AL (Propriá e Porto Real do Colégio) e cidades no entorno nestas regiões. É na atualidade, além do mais acessado portal de notícias do interior de Sergipe, aquela cujo raio de cobertura atinge o maior número de cidadãos sergipanos e alagoanos.

No dia em que celebramos nossos 6 anos, queremos retribuir as homenagens a todos aqueles que apostaram em nosso trabalho e são parceiros inarredáveis para que continuemos trilhando o caminho do jornalismo ético, competente e em defesa da cidadania.

:: VOLEI E DANÇA NA PRAÇA DE EVENTOS EM PIRAMBU

Os amantes do vôlei e da dança em nossa cidade aguardam com grande ansiedade a realização na próxima sexta-feira, 30/04, de um Torneio de Vôlei que terá local a ‘quadra’ denominada ‘Amigos do Vôlei’, na Praça de Eventos, a partir das 19 horas. A promoção do evento esportivo que reúne ainda atrações culturais tem a assinatura de um dos maiores entusiastas desta modalidade esportiva em nossa cidade, Romário de Moura Góis, em parceria com outro não menos representativo, André Cesário Barbosa. Durante o torneio, os torcedores e espectadores assistirão um espetáculo prá lá de especial com o Grupo de Dança ‘R Company’. Informações adicionais podem ser obtidas junto ao Romário Moura, através do e-mail: romário_149@hotmail.com. Imperdível!

:: PREFEITURA CUMPRE AGENDA ESPORTIVA EM PIRAMBU 1

Dentro da agenda esportiva destacada para esta política de inclusão social através da prática esportiva, a Prefeitura Municipal de Pirambu iniciou no dia 11 de abril no povoado Lagoa Redonda a promoção de Torneios Alternativos de Futebol, envolvendo as mais distintas vertentes desta modalidade esportiva. Naquela oportunidade quatro grupos se envolveram em um competitivo Torneio de Beach Soccer (Futebol de Areia), integrando duas equipes da sede do município e duas da zona rural, numa simbiose constante entre zona rural e urbana. O município ofertou troféus e R$ 300,00 (trezentos reais) para o campeão e vice-campeão. A agenda esportiva deste final de semana tem como cenário o povoado Aguilhadas. Quatro equipes, organizadas por torcedores do Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras disputam amanhã, 24, a partir das 14 horas um curioso Torneio de Futebol de Campo, devendo atrair para aquele povoado atletas, torcedores e amantes do esporte mais popular do país. A Prefeitura Municipal de Pirambu irá oferecer aos vencedores troféus e R$ 400,00 (quatrocentos reais) para os vencedores do embate esportivo.

:: PREFEITURA CUMPRE AGENDA ESPORTIVA EM PIRAMBU 2

Celebrando o Dia Internacional de Lutas da Classe Trabalhadora, a Prefeitura Municipal de Pirambu promove em 1º de Maio um Torneio de Futebol Feminino no povoado Alagamar. Quatro equipes, devendo ser duas de Pirambu e possivelmente duas dos povoados estarão se confraternizando e por tabela disputando R$ 300,00 (trezentos reais) e mais troféus. Ao final desta primeira etapa, o município de Pirambu terá ofertado valores que superam os R$ 3 mil reais, sendo um terço em dinheiro, um terço em troféus e outro tanto em logística. A este soma-se o pessoal destacado para desempenhar as funções inerentes a sua realização. É o município de Pirambu dando os primeiros e decisivos passos para a efetiva construção de uma política de incentivo ao esporte, levando inclusão social e cidadania através da atividade esportiva.

:: APENAS 13 DOS 75 MUNICÍPIOS PAGAM O PISO AOS PROFESSORES

Dos 75 municípios sergipanos, somente 13 estão pagando integralmente o piso salarial para os professores, no valor de R$ 1.024,67, determinado pela lei federal 11.738, de janeiro de 2008. Outras 14 prefeituras estão pagando R$ 950, 24 pagando apenas dois terços desse valor e o restante não começou ainda a pagar o piso. Os municípios que já pagam integralmente o piso salarial nacional são Aracaju, Canhoba, Carmópolis, Japaratuba, Nossa Senhora do Socorro, Pacatuba, Poço Redondo, Poço Verde, Porto da Folha, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas, São Cristóvão e Umbaúba. No entanto, Aracaju paga o piso como uma ressalva observada pelo Sindicato dos Profissionais de Ensino Municipal de Aracaju (Sindipema).

:: LEI ORGÂNICA DE JAPARATUBA COMPLETA 20 ANOS

No início deste mês, na data de 04 de abril de 2010, foi marcado pela passagem dos 20 anos da Lei Orgânica do Município de Japaratuba, promulgada pela Câmara Constituinte de Vereadores em 1990, presidida pelo então Vereador Geraldo Vieira, e formada ainda pelos Vereadores: Adgildo Almeida, Amilton Lopes Cardoso, José Antônio Leandro dos Santos, José Carlos Muniz, José Honório Rodrigues, José Osvaldo Almeida, José Raimundo Leite Pinheiro, Osmar Moura e Simeão Aguiar Menezes.

:: ASSOCIAÇÃO DOS MOTOCICLISTAS DE PIRAMBU

A Diretoria da Associação de Motociclistas de Pirambu/SE de acordo com as atribuições que lhes foram conferidas: CONSIDERANDO a ausência maciça dos sócios nas últimas reuniões (mesmo com aviso prévio conforme lista de entrega de comunicados), impossibilitando o andamento dos trabalhos, os quais a Associação requer; e CONSIDERANDO a falta de condições da Diretoria em continuar insistindo nessa pauta, uma vez que não estamos logrando êxito nessa empreitada, chegando a arcar com gastos com visitas aos sócios, Xerox de ofícios entre outros gastos; RESOLVE: Comunicar aos resistentes sócios da Associação de Motociclistas de Pirambu/SE a dissolução da mesma; Informar que os valores referentes às mensalidades pagas serão revertidos em benefício dos sócios. Será realizado um passeio para o Pontal do Coruripe em Alagoas no próximo dia 02 de maio de 2010; Informar que os valores que temos em mãos - R$ 425,00 - serão destinados para despesas com as passagens dos sócios; Informar que os sócios deverão arcar com todas as despesas durante a viagem, exceto as passagens; Informar que os sócios que tiver interesse em levar acompanhantes terão que arcar com todos os gastos dos mesmos; Contamos com você! Um abraço! Atenciosamente, Cláudio Biriba dos Santos (Presidente).

:: VIII SEMANA NACIONAL DE MUSEUS EM PIRAMBU

Dentro da 8ª Semana Nacional dos Museus, que acontecerá de 17 a 23 de maio, e terá como tema “Museus para a harmonia social”, a Escola Municipal Mário Trindade Cruz, através das disciplinas Sociedade e Cultura (Ensino Fundamental) e Cultura e Artes (Educação de Jovens e Adultos), ministrada na instituição pelo professor Claudomir Tavares da Silva, promove visitas orientadas ao Museu da Tartaruga e ao Sitio Histórico de Pirambu. A proposta da Semana, que ocorre em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio), é promover a integração das instituições, intensificando suas relações com a sociedade. O evento está previsto no projeto pedagógico das disciplinas, sendo realizado pelo segundo ano (o primeiro foi em 2008). A proposta será construída em parceria com outros professores e disciplinas a partir da próxima segunda-feira, 26/04/2010, quando estes atores sociais estarão se reunindo para apresentar o projeto em definitivo.

:: MUNICÍPIOS PRODUTORES DE PETRÓLEO REÚNEM-SE SEGUNDA 1

Contribuir para o desenvolvimento local e territorial sustentável dos municípios petrolíferos sergipanos, através do fomento à cultura da gestão e do incentivo à construção de redes de cooperação, é a meta do III Fórum de Desenvolvimento dos Municípios Petrolíferos em Sergipe, que acontece dias 27 e 28 de abril, no Hotel Parque dos Coqueiros. A solenidade de abertura, no dia 27, às 20h, conta com a palestra magna “Perspectivas e desafios para os municípios petrolíferos diante da realidade do Pré-Sal”, proferida pelo engenheiro José Renato Ferreira de Almeida, coordenador Nacional do PROMINP (Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo). Promovido pelo PROMINP e o Governo do Estado de Sergipe, o evento é uma parceria entre a Petrobras e o SEBRAE-SE, com o apoio da Rede Petróleo & Gás, do Movimento Competitivo Sergipe, do Gespública-SE e da Prefeitura Municipal de Aracaju. Palestrantes nacionais e locais apresentam suas experiências e debatem com os participantes nos painéis “Redes Sociais & Desenvolvimentos” e “Gestão & Desenvolvimento no Estado de Sergipe: Perspectivas e Desafios”.

:: MUNICÍPIOS PRODUTORES DE PETRÓLEO REÚNEM-SE SEGUNDA 2

Participam do evento lideranças sociais, políticas e empresariais dos municípios petrolíferos de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Brejo Grande, Capela, Carmópolis, Divina Pastora, Estância, General Maynard, Itaporanga D’Ajuda, Japaratuba, Maruim, Pacatuba, Pirambu, Riachuelo, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas, São Cristóvão e Siriri. Como atividade pré-fórum, foi realizado o Workshop “Os Nós das Redes”, nos dias 08 e 20 de abril, onde foi construída a estrutura de governança da Rede de Cooperação para o Desenvolvimento dos Municípios Petrolíferos de Sergipe. O workshop foi ministrado por Carlos Nepomuceno (COPPE/UFRJ e Consultor da Petrobras) e Maria de Fátima Pinheiro de Mendonça (Petrobras).

:: 300 TRABALHADORES OCUPARAM FAZENDA EM JAPARATUBA

Na manhã do último sábado, 17, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), reuniu 300 trabalhadores para ocupar uma fazenda localizada no município de Jaratuba, região leste do Estado, distante 52 km da capital sergipana. De acordo com o coordenador estadual do MST na região, José Roberto da Silva, a data escolhida tem como um dos objetivos lembrar a sociedade os 14 anos do massacre de Eldorado dos Carajás. Segundo José Roberto a área escolhida para a ocupação corresponde à fazenda São João, localizada há cerca de mil metros do Trevo de Japaratuba, que está sendo alugada para usinas plantadoras de cana de açúcar para exportação de álcool e açúcar. “O nosso lema é terra para plantar alimentos e não para produzir álcool e açúcar para exportação. Na nossa região o desemprego é muito grande e as pessoas estão cada dia mais pobres enfrentando a fome e a miséria”, critica o coordenador. José Roberto lembra que a ocupação também é uma forma de protesto contra a lentidão da reforma agrária. “Queremos a desapropriação de 10 propriedades situadas nessa região de Japaratuba, Capela, Aquidabã e Pirambu”, enfatiza.

:: FINALISTAS DO XIV FESTIVAL DE POESIA DE JAPARATUBA

A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Juventude e Desporto de Japaratuba, através do Departamento de Cultura acaba de divulgar a relação dos 16 poemas inéditos classificados para a grande final do XIV Festival de Poesia Falada ‘Poeta Garcia Rosa’, a partir de uma triagem, e que serão defendidos pelos seus autores ou intérpretes no dia 01 de maio de 2010, no Clube Social Profa. Rita de Cássia, às 20h00 (em frente ao Banco do Brasil). Confira a relação abaixo informada pelo professor Pedro da Cultura, o fundador do Festival e que na condição de vereador em segundo mandato é um de seus principais incentivadores:

- A uma sereia - Francisco Souza (Estância)
- Camarata – Gilberto dos Santos (Japaratuba)
- Cidade – Maria José dos Santos (Carmópolis)
- Dor Infinita – Darquiran Costa (Japaratuba)
- Ecce Homo – Carlos Alberto (Aracaju)
- Eu mesmo – Thomaz Santos (Japaratuba)
- Eu sou José - José Pereira (Japaratuba )
- Inquietude - Tarcísio Ramos (Estância)
- Levante-se Poeta – Antônio Glauber (Japaratuba)
- Mas de Poeta e de louco... - Périclys da Rocha (Japaratuba)
- Pedaço de mim - Andréia da Silva Melo (Cedro de São João)
- Quem somos nós- José Carlos de Oliveira (Japaratuba )
- Quando da morte de meu pai - Ivilmar dos Santos (Lagarto)
- Renascer pra Recomeçar – José Edson Souza Carvalho (Estância)
- Serenata de amor- Romualdo Santos (N. Senhora de Lurdes )
- Suplica ardente dos degredados filhos de Maria – João Batista ( Japaratuba)

A prefeitura de Japaratuba irá distribuir R$ 2,5 mil em dinheiro mais medalhas e troféus, conforme discriminação abaixo:

1º colocado - 700,00 + troféus + medalha
2º colocado - 600,00 + troféus + medalha
3º colocado - 500,00 + troféus + medalha
Melhor intérprete – 300,00 + troféus + medalha
Melhor Produção Cênica – 250,00 + troféus + medalha
Júri Popular – 150,00 + troféus + medalha

:: POEMA DO DIA: “ESQUIVA” (Garcia Rosa):

Quando passas altiva e desdenhosa,
Como uma deusa em mármore esculpida,
Lembras-me a Grécia antiga e luminosa
E, adorando a Mulher, bendigo a Vida.

Toda a força do amor misteriosa
Trazes soberbamente refletida
Na perfeição da plástica mimosa
E na graça do andar, indefinida...

Mas quando te acompanho na esperança
De penetrar os íntimos refolhos
Dessa alma em flor, que a amar não se abalança,

Volves em torno, distraída, os olhos,
Na pertinácia vã de uma esquivança
Que semeia ilusões em vez de abrolhos.

:: MURAL DE RECADOS

“Daqui do Sul acompanhando o melhor Jornal de Sergipe uhuuuu!!!” (Dayse Rocha – Parque Estadual de Itapuã, Viamão/RS)

:: 300 MIL ACESSOS NO NA METADE DO ANO 2009

A coluna ‘FIQUE DE OLHO’ informa na edição de hoje, data em que celebra os seis anos de ininterrupta ação jornalística da TRIBUNA DA PRAIA na internet, o número de acesso no SEGUNDO TRIMESTRE DE 2009. Nos meses de ABRIL (91.119), MAIO (101.416) e JUNHO (107.817) 300.352 internautas acessaram nosso portal. Uma média de 3.300,5 acessos/dia, contra os 3.101,7 verificados no trimestre anterior. Somados aos 1.239. 351 acessos de 24/04/2004 até 31/03/2009, atingimos um total de 1.539. 703 acessos em cinco anos e dois meses de operação do portal que há época já era o mais acessado no interior de Sergipe. Atualmente a nossa freqüência diária é de 3927 acessos/dia, dados atualizados após a informação da média mensal de Janeiro, Fevereiro e Março de 2010, contra os 3741 verificados na média do último trimestre de 2009. Na próxima edição a coluna informa a freqüência do terceiro trimestre de 2009.
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* Claudomir Tavares (41) é professor de Sociedade e Cultura da Escola Municipal Mário Trindade Cruz (Pirambu), de Filosofia, Filosofia da Educação e de Cultura Sergipana no Colégio Estadual Joana de Freitas Barbosa (Propriá) – Situação em 2010. Licenciado em História pela UFS (2002), com Pós Graduação em Gestão de Recursos Hídricos (Aperfeiçoamento – Concluído - 2007/2008 / Cursando Especialização – 2009/2010) pela UFS e Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade São Luís de França (2006). Foi secretário geral (2007/2008) e presidente (2008/2010) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba, membro fundador da Sociedade Sócio-Ambiental do Vale do Japaratuba - SOS Rio Japaratuba (desde 1998), presidente municipal (desde 2008) e secretário estadual de Assuntos Parlamentares do Partido Verde (da Executiva Estadual desde 2005) e Diretor-Fundador do Jornal Tribuna da Praia (Impresso desde 1983 e Online desde 2004). Mantém site, blog, twitter, perfil e comunidade no Orkut.

PSIU: A utilização deste e outros artigos devem respeitar a Lei dos Direitos Autorais. Sua veiculação deve ser previamente autorizada por inscrito e as informações autorais devem ser preservadas.

23 de abr de 2010

Vôlei e Dança na Praça de Eventos de Pirambu

Torneio acontece na próxima sexta-feira, com cobertura deste portal
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net

Os amantes do vôlei e da dança em nossa cidade aguardam com grande ansiedade a realização na próxima sexta-feira, 30/04, de um Torneio de Vôlei que terá local a ‘quadra’ denominada ‘Amigos do Vôlei’, na Praça de Eventos, a partir das 19 horas. A promoção do evento esportivo que reúne ainda atrações culturais tem a assinatura de um dos maiores entusiastas desta modalidade esportiva em nossa cidade, Romário de Moura Góis, em parceria com outro não menos representativo, André Cesário Barbosa. Durante o torneio, os torcedores e espectadores assistirão um espetáculo prá lá de especial com o Grupo de Dança ‘R Company’. Informações adicionais podem ser obtidas junto ao Romário Moura, através do e-mail: Romário_149@hotmail.com. Imperdível!

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22 de abr de 2010

Graças à 'segurança' da indústria nuclear, baianos já convivem com água radioativa

Por César Gama *

Os defensores da instalação de usinas nucleares ao longo do rio São Francisco sustentam a tese inverossímil de que a segurança em centrais como as de Angra dos Reis evoluiu e hoje é absoluta, não existindo o risco de acidente com vazamento radioativo. Razão pela qual a água do rio, consumida por quase 60% dos sergipanos e 40% dos alagoanos, em tese permaneceria potável pelo resto da eternidade, mesmo com a implantação das usinas planejadas pelo governo federal para o vale do São Francisco.

Para corroborar a tese que defendem, alegam que a segurança nos atuais reatores nucleares é muito reforçada e completamente diferente daquela que provocou os dois maiores acidentes nucleares, em Chernobyl, na Ucrânia, e Three Mille Island, nos Estados Unidos. Afirmam isso sem investigar os fatos ou deliberadamente omitindo as informações, sem o mínimo peso na consciência e sem levar em consideração que acidentes bem menores - que não tiveram a dimensão e divulgação midiática destes dois casos - são muito mais freqüentes do que se imagina e invariavelmente ocultados pelas empresas e governos que administram as centrais. E ainda assim, tais acidentes têm conseqüências desastrosas e permanentes, pelo menos até as próximas gerações, pois mesmo sem a explosão de reatores ou o derretimento do núcleo de centrais, acabam deixando vazar resíduos radioativos para o ambiente, provocando danos consideráveis à natureza e às populações humanas ao redor.

O exemplo mais evidente disso, já tratado na primeira parte deste trabalho, publicado na edição dominical do Correio de Sergipe de 21 de março de 2010, foi o acidente de julho de 2008 com a unidade nuclear da estatal Areva – a mesma que agora auxilia o Brasil na gestão das usinas nucleares - em Tricastin, na França, onde milhares de pessoas dos municípios ao redor da usina foram proibidas de consumir água do sistema municipal de abastecimento em virtude da contaminação por líquidos radioativos de dois rios, o Gaffiere e o Lauzons (afluentes do Ródano), que abasteciam as cidades da região. As comunidades locais são obrigadas a recorrer à água engarrafada, não podem nadar, pescar e nem mesmo utilizar água dos poços subterrâneos, em função do lençol freático da região ter sido afetado pela radiação. O mais grave é que a Agência de Segurança Nuclear francesa revelou à época que a contaminação do lençol freático já vinha ocorrendo antes do acidente de 2008, ficando claro que a estatal Areva ocultava os fatos da população.

Proibido beber água na Bahia

No Brasil, já há um acidente grave com radiação em curso e com deliberado ocultamento do fato pelo governo federal, aqui mesmo próximo a Sergipe, na Bahia, onde as comunidades dos municípios ao redor da mina de urânio das Indústrias Nucleares do Brasil, a estatal brasileira que administra a exploração do minério, sofrem graves consequências.

Desde dezembro do ano passado que a Secretaria da Saúde da Bahia notificou as prefeituras dos municípios de Caetité, Lagoa Real e Livramento de Nossa Senhora proibindo o consumo de água em seis poços artesianos e mananciais superficiais de água utilizados pela população rural destes municípios, em função do alto índice de radioatividade na água. A mina tem sido denunciada constantemente pelo Greenpeace por deixar vazar no ambiente grande quantidade de material radioativo desde que foi aberta, contaminando as terras e o lençol freático da região. As Indústrias Nucleares do Brasil negam sua responsabilidade e continuam a operar negligentemente na região. (Leia o relato na matéria seguinte).
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* César Gama é jornalista, psicanalista, professor, formando em Biologia, bacharelando em Filosofia e membro-voluntário do Greenpeace. Este artigo foi elaborado com dados de sua monografia de conclusão do curso de Licenciatura, intitulada O estorvo da Energia Nuclear: ou de como a suposta ‘energia limpa’ é tão cara ao ambiente.


Fonte : http://www.diariodeumsiderado.com/

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21 de abr de 2010

VIII Semana Nacional de Museus

Pirambu participa pela segunda vez (a primeira aconteceu em 2008)

Dentro da 8ª Semana Nacional dos Museus, que acontecerá de 17 a 23 de maio, e terá como tema “Museus para a harmonia social”, a Escola Municipal Mário Trindade Cruz, através das disciplinas Sociedade e Cultura (Ensino Fundamental) e Cultura e Artes (Educação de Jovens e Adultos), ministrada na instituição pelo professor Claudomir Tavares da Silva, promove visitas orientadas ao Museu da Tartaruga e ao Sitio Histórico de Pirambu.

A proposta da Semana, que ocorre em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio), é promover a integração das instituições, intensificando suas relações com a sociedade. O evento está previsto no projeto pedagógico das disciplinas, sendo realizado pelo segundo ano (o primeiro foi em 2008). A proposta será construída em parceria com outros professores e disciplinas a partir da próxima segunda-feira, 26/04/2010, quando estes atores sociais estarão se reunindo para apresentar o projeto em definitivo.

Matérias relacionadas:


20 de abr de 2010

Definidas os 16 finalistas do XIV Festival de Poesia de Japaratuba

Elas serão defendidas na noite de 1º de maio de 2010, a partir das 20 horas, no Clube Social Profª Rita de Cássia
A Secretaria Municipal de Cultura, Turismo, Juventude e Desporto de Japaratuba, através do Departamento de Cultura acaba de divulgar a relação dos 16 poemas inéditos classificados para a grande final do XIV Festival de Poesia Falada ‘Poeta Garcia Rosa’, a partir de uma triagem, e que serão defendidos pelos seus autores ou intérpretes no dia 01 de maio de 2010, no Clube Social Profa. Rita de Cássia, às 20h00 (em frente ao Banco do Brasil). Confira a relação abaixo informada pelo professor Pedro da Cultura, o fundador do Festival e que na condição de vereador em segundo mandato é um de seus principais incentivadores:

- A uma sereia - Francisco Souza (Estância)
- Camarata – Gilberto dos Santos (Japaratuba)
- Cidade – Maria José dos Santos (Carmópolis)
- Dor Infinita – Darquiran Costa (Japaratuba)
- Ecce Homo – Carlos Alberto (Aracaju)
- Eu mesmo – Thomaz Santos (Japaratuba)
- Eu sou José - José Pereira (Japaratuba )
- Inquietude - Tarcísio Ramos (Estância)
- Levante-se Poeta – Antônio Glauber (Japaratuba)
- Mas de Poeta e de louco... - Périclys da Rocha (Japaratuba)
- Pedaço de mim - Andréia da Silva Melo (Cedro de São João)
- Quem somos nós- José Carlos de Oliveira (Japaratuba )
- Quando da morte de meu pai - Ivilmar dos Santos (Lagarto)
- Renascer pra Recomeçar – José Edson Souza Carvalho (Estância)
- Serenata de amor- Romualdo Santos (N. Senhora de Lurdes )
- Suplica ardente dos degredados filhos de Maria – João Batista ( Japaratuba)

A prefeitura de Japaratuba irá distribuir R$ 2,5 mil em dinheiro mais medalhas e troféus, conforme discriminação abaixo:

1º colocado - 700,00 + troféus + medalha
2º colocado - 600,00 + troféus + medalha
3º colocado - 500,00 + troféus + medalha
Melhor intérprete – 300,00 + troféus + medalha
Melhor Produção Cênica – 250,00 + troféus + medalha
Júri Popular – 150,00 + troféus + medalha

19 de abr de 2010

A Educação Infantil no Contexto Atual: Dilemas e Perspectivas

Encontro de educação infantil tem apoio do SINTESE e dos mandatos democráticos e populares dos deputados federal, Iran Barbosa, e estadual, Ana Lucia
O Fórum de Educação Infantil do Estado de Sergipe realizará o 1º Encontro Estadual de Educação Infantil, com o tema "A Educação Infantil no Contexto Atual: Dilemas e Perspectivas". O evento, que acontece de 12 a 14 de maio no auditório do Palácio da Justiça, em Aracaju, terá a participação de professores da UERJ e da UFS, além de membros do Sintese e do Movimento Interfóruns de Educação Infantil no Brasil (MIEIB).

O objetivo do encontro é discutir as diretrizes educacionais para o ensino infantil, contribuir com a formação dos professores e incentivar políticas públicas que promovam a qualidade do ensino público.

O evento é aberto a professores, estudantes e sociedade em geral. As inscrições estão sendo feitas através do site do Sintese e tem custo individual de R$ 5,00, a serem pagos na ato do credenciamento. Em breve, o site do deputado federal Iran Barbosa também disponibilizará inscrições on-line.

18 de abr de 2010

Central Nuclear - Além de caro, é muito perigoso

Texto: Habacuque Villacorte, da Agência Alese
Foto: Maria Odília, da Agência Alese
William Nogueira promove palestra sobre energia nuclear para deputados
A Assembleia Legislativa de Sergipe promoveu, na manhã desta quinta-feira (15), uma palestra com um especialista em energia nuclear, o médico cancerologista William Eduardo Nogueira Soares, que marcou uma posição totalmente contrária a possível instalação de uma usina nuclear em Sergipe. O especialista disse que trata-se de um assunto palpitante e de grande interesse mundial, mas ressaltou que sua conduta não tem qualquer envolvimento político e que, apesar de manter laços de amizades e familiares com alguns parlamentares, não tem filiação partidária e que faz sua exposição com caráter exclusivamente técnico.

A palestra de William Eduardo Nogueira atende a uma indicação da deputada estadual Ana Lúcia (PT). O palestrante é um médico que trabalha com radiação há mais de 30 anos, um especialista em radioterapia e foi aluno de um dos maiores físicos brasileiros: José Adelino Pereira. Fez sua especialização no Hospital do Câncer de São Paulo e trabalha no setor de radioterapia do Hospital João Alves Filho. “O tema de minha palestra é: Energia Nuclear e outras alternativas energéticas”.

Ao iniciar sua exposição, Dr. William explicou para os parlamentares sobre o que é a energia nuclear, qual o seu potencial e como ela é produzida. “A energia nuclear pode ser usada em caráter bélico, lembrando que 1 kg dela tem energia semelhante a 20 mil toneladas de dinamite; e pode ser usada em caráter pacífico, como na radioterapia e na medicina nuclear, por exemplo. O princípio de sua produção é o mesmo que produz a energia cinética que provocou a revolução industrial. É necessária uma caldeira com água, que será transformada em vapor. A água é aquecida e o vapor vai movimentar o pistão, movimentando a roda que produzia a energia necessária para as máquinas da época”, explicou.

Em seguida, o médico disse que “é aqui que acontece o grande problema: quando a água fica sob pressão para não evaporar. O vapor movimenta uma turbina que movimenta um gerador que produz a eletricidade a ser é utilizada. A usina nuclear depende de água para a produção de vapor e para o resfriamento do circuito primário e secundário. Mesmo essa água condensando ainda há uma evaporação grande de vapor que contribui para o aquecimento global”, acrescentou.

Vantagens - Como vantagens da Usina Nuclear, o médicos citou as teses dos grandes defensores do aproveitamento da energia. “Patrick Moore (também conhecido como lobista da indústria nuclear ou Eco-Judas) é um consultor canadense, que foi um dos fundadores do Greenpeace. Era contrário a adesão desta energia, até ser contratado por um dos maiores grupos de energia nuclear. Hoje ele mudou de lado e agora é a favor. Dizem que a energia é limpa porque não emite gases do efeito estufa; é uma fonte de energia barata; não polui; tem flexibilidade na localização das usinas; não depende de fatores meteorológicos para o seu funcionamento”.

“Mas tudo isso não é bem verdade. Aquele vapor que é eliminado que eu já comentei é um potente gás estufa; em entrevista o próprio Patrick confirmou que a energia nuclear é mais cara que a hidrelétrica e que a termelétrica; trata-se de um dos maiores poluidores do mundo em virtude da poluição radioativa; precisa de muita água e não pode ser construida na caatinga ou em um grande deserto; e a prova que depende dos fatores meteorológicos são os contantes desligamentos nas Usinas de Angra. Quem sobrevive com subsídios da industria nuclear, como Patrick, não merece crédito”, completou o medico cancerologista.

Desvantagens - Sobre as desvantagens da Usina Nuclear, o médico disse que “há a necessidade de se armazenar o resíduo nuclear em local protegido e isolado; e a necessidade de se isolar a central de poiteira após o descomissionamento; após 20 ou 30 anos de uso esta central nuclear tem que ser desmontada, lacrada e isso, além de caro, é muito perigoso. Isso interfere com o ecossistema porque esses resíduos produzem radioatividade durante anos. Se um rio como o São Francisco for contaminado, por exemplo, vamos esperar 700 milhões de anos. Sem contar que o custo médio para a expansão do sistema hidrelétrico, por exemplo, é menor que o investimento feito em Angra. Essa história de quem vem uma Usina para Sergipe, gerando dois ou três mil empregos e que vai trazer R$ 7 bilhões, deve ser visto de outra forma. O preço que vai se pagar para construir duas usinas nucleares no Nordeste brasileiro daria para garantir a independência energética da nossa região”, garantiu.

Acidentes - Dr. William disse ainda que “existem registros de vários acidentes nucleares no mundo. O primeiro deles, em Liverpool, morreram 39 pessoas e, apenas 20 anos depois, que os registros vieram a tona; depois tivemos na Rússia e nos Estados Unidos. Em 1999, um vazamento de radiação no Japão provocou a morte de dois trabalhadores. Ali houve o transtorno de ter que retirar, emergencialmente, mais de 320 mil pessoas que habitavam a região. O governo japonês obrigou o fechamento de 17 usinas por falsificação de licenças de segurança. Na Espanha, em 2008, eu estava lá, a passeio com minha filha e minha esposa, e de repente, fomos surpreendidos com todas aquelas ambulâncias e bombeiros. Foi o maior sufoco que passei e todos ficaram muito assustados”.

Outras alternativas - Como outras alternativas energéticas, o médico apresentou fontes renováveis e inesgotáveis. “A usina hidrelétrica, por exemplo, é uma. O Brasil só utiliza 1/3 do nosso potencial. Agora tem que trocar as turbinas, tem que substituir as antigas por novas; tem o biocombustível; tem a energia solar; a energia eólica, que temos um grande potencial; em Portugal há uma tecnologia inglesa que pega o movimento mecânico das ondas e transforma em energia elétrica; o vai-e-vem das marés é uma potente energia e basta transformar em eletricidade; não sei se vamos utilizar esta energia um dia, mas na Noruega, desde o final de 2009, que foi construído um protótipo de energia azul, que segue o princípio da osmose, onde usa-se o mar, rico em cloreto de sódio. Basta colocar uma película entre a água salgada e o rio, que vai se absorver eletricidade entre os átomos e estes serão transformados em íons de energia. E qual o produto final desta usina? Agua!”.

Radioretapia – Conhecedor da área, Dr. William enfatizou que Sergipe não precisa de uma Usina Nuclear. “Em primeiro lugar existe uma lei, aprovada por esta Casa, proibindo a instalação destas usinas em solo sergipano; nossos filhos merecem coisa melhor. Trata-se de um assunto que interessa diretamente a população. Precisamos sim é de aparelhos de radioterapia. Mesmo com o investimento de U$$ 8 bilhões e com a geração de seis mil empregos, não se encontrará a cura do câncer. O que cura é o aparelho de radioterapia. É um investimento de U$$ 1 milhão e Sergipe precisa urgentemente. Eu trabalho na linha de frente atendendo aos pacientes e vocês não sabem o constrangimento...”, disse o palestrante que emocionou-se na tribuna da AL.

E seguiu, dizendo que “a tristeza de dizer 'não' a esses pacientes. Não temos condições de atender a 300 ou mais, que morrem dia a dia. O câncer é inexorável! Os casos com estágio 1 ou 2 estão evoluindo para 3 e 4 e aí nós já não conseguimos a cura ou a teremos com grande sofrimento para o paciente e seus familiares”, finalizou.

17 de abr de 2010

Surfistas de Pirambu participam de Intercâmbio na Bahia

Eles participam no período de 16 a 18/04 do 1º Intercâmbio de Surf ‘Pirambu X Itacaré
A prefeitura municipal de Pirambu, através da secretaria municipal de Turismo, Esporte e Lazer, em parceria com a secretaria municipal de Cultura, está apoiando a realização do 1º Intercâmbio Interestadual de Surf Pirambu (SE) X Itacaré (BA). O evento consiste em levar 30 surfistas, que desde a manhã de ontem estão na cidade baiana de Itacaré, distante 428 km de Salvador e 65 km de Ilhéus.

Eles chegaram a cidade nas primeiras horas da manhã de ontem, 16 e permanecem por lá até o domingo, 18, devendo chegar a Pirambu na segunda-feira, 19. “O tempo inteiro estamos em contato com a natureza e para chegar as praias temos que fazer trilhas alucinantes”, informou através de torpedo/sms, o surfista e músico Luiz Teles da Silva, secretário municipal de Cultura, um dos integrante da delegação. Faz parte do cenário de Itacaré o mar da Bahia, praias de areia branca e solta, coqueiros e a vegetação da Mata Atlântica.

Ao patrocinar a ida de 30 jovens surfistas a Itacaré, o município de Pirambu reafirma o seu compromisso com o esporte e com o surf em especial, por ser uma das modalidades que mais tem atraído nossa juventude a sua prática. “Não vamos restringir o nosso apoio ao surf, mas as demais modalidades esportivas praticadas em nosso município, a exemplo do vôlei, do futebol, do atletismo e outras que a juventude entenda sejam necessários investir no cidadão”, informa Rafael Marinho, secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer.

16 de abr de 2010

Anjos Da Guarda (Leci Brandão)

Professores
Protetores das crianças do meu país
Eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
Ensinem a quem sabe tudo
A entregar o conhecimento
Na sala de aula
É que se forma um cidadão
Na sala de aula
Que se muda uma nação
Na sala de aula
Não há idade, nem cor
Por isso aceite e respeite
O meu professor
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele

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Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Xir5eqTV3xE&feature=related

15 de abr de 2010

Brasil quer copiar modelo francês, onde radiação obriga consumo de água engarrafada

Por Cesar Gama *

O que leva um país como o Brasil a se apegar a uma tecnologia de geração de energia que praticamente todos os países do primeiro mundo já começaram a banir, não apenas pelos riscos que ela representa para a segurança humana e o ambiente, mas principalmente pelo fato de ser anti-econômica e não competitiva em relação às demais formas de produção de energia existentes?

Vários países suspenderam totalmente a geração nuclear de suas matrizes energéticas, desativando e abandonando suas instalações, como a Italia, a Áustria e as Filipinas. Os Estados Unidos e a França estacionaram seus programas de energia nuclear, enquanto a Alemanha anunciou em 2001 que em 20 anos fechará todas as suas usinas.

Navegando contra a corrente, o Brasil se prepara para ser um dos consumidores mais ativos de uma indústria em plena decadência mundial, que terá que se voltar para o mercado dos países emergentes e do terceiro mundo para oferecer o refugo de sua tecnologia reprovada em seus países de origem, se ainda desejar obter lucrativa sobrevida na economia global.

O governo brasileiro fechou negociações com a estatal francesa de energia nuclear, a Areva, que está por trás de dezenas de acidentes nucleares na França, que irá ajudar o Brasil a gerir seu programa nuclear, exatamente numa época em que as dezenas de desastres ocorridos nas usinas francesas desaconselham a expansão desse tipo de energia naquele país.

Em 2007, o Ministro do Meio Ambiente francês, Jean-Louis Borloo, revelou que ocorreram 86 incidentes nucleares no país e, em 2006, um total de 114. Os acidentes mais graves dos últimos anos, em usinas gerenciadas pela Areva ou pela EDF - ocorreram com a central de Tricastin obrigando, em 2008, a que milhares de integrantes das populações de municípios circunvizinhos à usina deixassem de consumir água do sistema municipal de coleta e distribuição de água, em virtude da contaminação por líquidos radioativos dos dois rios que abasteciam as cidades da região. Como resultado, as comunidades dos municípios ao redor da usina são obrigadas a recorrer a água engarrafada.

O último acidente em Tricastin ocorreu em junho de 2008, no centro de tratamento de rejeitos radioativos da central nuclear, durante uma rotineira operação de drenagem, que acabou derramando cerca de 75 Kg de urânio, contaminando a terra e os rios Gaffiere e Lauzons, afluentes do Ródano. O uso dos poços subterrâneos também foi proibido em toda a região, além da pesca e natação nos rios contaminados.

A Agência de Segurança Nuclear informou à época que os elevados níveis de urânio nas águas subterrâneas de Tricastin não poderiam ter sido causados apenas pelo recente vazamento de radiação, mas sim por uma continuada contaminação do lençol freático e do solo do ambiente no entorno da usina nuclear, imputando-a à negligência da estatal Areva.

A Areva tem sido acusada na França de esconder os acidentes prejudicando a população. No acidente de julho de 2008, por exemplo, o vazamento foi detectado no dia 7, mas a população continuou a beber água contaminada com urânio porque não foi informada até o dia seguinte. A presidente da Areva, Anne Lauvergeon, afirmou à época que “o vazamento foi uma simples ‘anomalia’, que não representava qualquer perigo para o homem ou para o ambiente”.

Até 2008, a maior parte dos habitantes da região de Tricastin aceitava as centrais como livres de riscos. Os continuados desastres naquela usina mudaram a opinião da população, abalando a confiança francesa na segurança nuclear. Sem ter como continuar desovando seus reatores na França, diante da cada vez maior oposição a esse tipo de energia no país, o presidente Sarkozy decidiu exportar o know how nuclear e o potencial de negligência da estatal Areva para o mundo todo e, claro, para o Brasil.

O fiasco da energia nuclear

Em sua mais recente obra denominada “Nossa Escolha – Um Plano para Solucionar a Crise Climática”, o ex-vice presidente americano e ambientalista Al Gore observa que relatório elaborado a atualizado em 2009 pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts – o MIT, diagnosticou que “a energia nuclear poderia ser uma opção para reduzir as emissões de carbono”, mas concluiu desoladamente: “No momento, entretanto, isso é improvável: a energia nuclear enfrenta estagnação e declínio”.

Segundo Gore, em 1960 a Comissão de Energia Atômica americana previu que até o ano 2000 os Estados Unidos teriam mais de mil usinas nucleares. “Apenas um décimo desse número se confirmou”, constata, acrescentando que a indústria permanece moribunda no país e “seu crescimento desacelerou dramaticamente no mundo, sem novas unidades(...) (...) E completa: “Nos Estados Unidos, nenhuma usina nuclear encomendada depois de 1972 chegou a ser concluída”.

Al Gore arrisca que os dois maiores acidentes com usinas – o de Three Mile Island, nos EUA, e o de Chernobyl, na Ucrânia - além da dificuldade sobre o que fazer com o armazenamento de longo prazo dos resíduos radioativos – que às vezes precisam ser mantidos isolados do ambiente por milhares e até milhões de anos – seriam as duas causas mais aparentes para o declínio da energia atômica no país.

Mas Al Gore aponta uma razão ainda mais utilitarista e adequada ao capitalismo selvagem reinante nas Américas: o custo de construção de uma usina nuclear aumentou de maneira desordenada, ao ponto de apenas em países onde a energia nuclear é subsidiada pelo Estado, como na França, onde uma estatal controla as usinas, é possível manter a competitividade com outras formas de geração de energia elétrica muito mais baratas, como a hidrelétrica, à custa de grandes prejuízos aos cofres públicos. Ele cita um diagnóstico de 1985, feito pela revista Forbes, que em função da característica anti-econômica desse tipo de indústria à época vaticinou: “Para os Estados Unidos, a energia nuclear está morta – morta no futuro próximo, como salvaguarda contra o argumento dos preços do petróleo, e morta num futuro distante, como fonte de energia. Ninguém realmente discute isso”.

O autor de “Nossa Escolha” revela ainda um dado surpreendente: dos 253 reatores de energia nuclear encomendados no país de 1953 a 2008, 48% foram cancelados, 11% foram encerrados prematuramente, 14% passaram por pelo menos uma interrupção de um ano ou mais e 27% estão operando sem ter passado por tais interrupções.

O cientista dinamarquês Bjorn Lomborg, autor de uma verdadeira bíblia contra os ambientalistas engajados – o polêmico livro “O Ambientalista Cético – Revelando a Real Situação do Mundo”- ferrenho adversário do Greenpeace e de todos os que sustentam a natureza antrópica do aquecimento global (ele não concorda que as alterações climáticas do planeta sejam decorrentes da ação do homem), apesar do seu incrível pragmatismo ao minimizar os efeitos da atividade econômica humana sobre o ambiente, não deixa de contribuir na discussão sobre energia atômica com uma lamentável conclusão sobre ela, a corroborar justamente o diagnóstico do ambientalista Al Gore e dos capitalistas da Forbes acerca do alto custo desse tipo de energia: “a energia nuclear tem sido pouco eficiente na produção de energia, razão provável por que seu uso não tem se difundido mais (...) (...) Normalmente o preço oscila em torno de 11 a 13 centavos de dólar por Kilowatt-hora, a preços de 2000. Compare-se essa cifra com o preço médio da energia dos combustíveis fosséis, de 6,23 centavos de dólar”.

Apesar de desenvolver uma espécie de sentimento nitidamente anti-ambientalista, Bjorn não deixa de admitir também o outro grave problema da energia nuclear: o fato dela acumular indefinidamente “refugos que permanecem radioativos por muitos e muitos anos (alguns além de 100 mil anos)” e que precisam ser mantidos hermeticamente isolados do ambiente por todo esse período, sob pena de comprometimento de toda a vida no planeta.
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* César Gama é jornalista, psicanalista, professor, formando em Biologia, bacharelando em Filosofia e membro-voluntário do Greenpeace. Este artigo foi elaborado com dados de sua monografia de conclusão do curso de Licenciatura, intitulada O estorvo da Energia Nuclear: ou de como a suposta ‘energia limpa’ é tão cara ao ambiente.

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14/04/2010 – Usina nuclear no São Francisco: querem jogar lixo radioativo no reservatório da água que você bebe

14 de abr de 2010

Usina nuclear no São Francisco: querem jogar lixo radioativo no reservatório da água que você bebe

Por César Gama *

O governo de Sergipe quer instalar uma usina nuclear no meio do São Francisco, rio que abastece com água potável quase 60% da população sergipana. Aliás, uma só não, o governo federal deseja implantar duas usinas às margens do rio. E uma delas o governador Marcelo Deda e o deputado federal Albano Franco querem deixar em terras sergipanas, como uma espécie de presente de grego da União aos sergipanos: um verdadeiro elefante branco potencialmente perigoso, travestido de Cavalo de Tróia para inimigo nenhum botar defeito.

A grande questão que a população sergipana precisa colocar neste momento é por que deve permitir que um governo marcado pela inépcia e irresponsabilidade, manipulado por uma predatória elite econômica que realmente governa, a “presenteie” com futuro tão sombrio e inseguro para seus filhos e netos. Com menos de cinqüenta anos de vida pela frente, dificilmente essa gente ambiciosa assistirá aos malefícios do legado de inconseqüências que a sua ganância desenfreada por dinheiro e poder provocará ao planeta terra e às próximas gerações de seres humanos.

:: A caixa de fezes lacrada no interior do poço de água potável

Vamos a uma pequena analogia, um exercício de lógica para testar seu senso comum. Imagine que você mora numa pequena casa sem rede de esgotos e precisa instalar uma fossa séptica. Há outro problema: não há espaço no imóvel para instalar a fossa, exceto se você colocá-la lado a lado com o único poço artesiano que lhe fornece a água para beber. Já haviam lhe dito ser perigoso colocar a caixa da fossa ao lado do reservatório de água potável. Há risco de contaminação. Mas o instalador da fossa afirma que não há nada com o que se preocupar, alegando que o fabricante da caixa coletora de resíduos – que quer vender seu peixe - garante ser ela completamente vedada.

Surgem as indagações: você conhece algum artefato ou produto fruto da manufatura ou industrialização humana que dure uma eternidade ou que pelo menos seja infalível pelo resto da vida? Você arriscaria instalar a caixa de excrementos no meio da água que você bebe, acreditando que a tecnologia humana conseguiria torná-la indevassável e livre de vazamentos por todo o tempo? E, a partir daí, consumiria tranquilamente a água sem a imaginar a possibilidade de surgimento de uma gigantesca e próspera colônia de coliformes fecais no copo que você leva à boca todos os dias? O simples senso comum, sem precisar do conhecimento científico, já o deixaria de orelha em pé em relação à idéia tão extravagante.

Mas nem mesmo isso, o mero senso comum, tem servido de parâmetro para que o presidente Lula, o governador Marcelo Deda e o deputado Albano Franco analisem melhor a situação que pretendem provocar a Sergipe. Parecem mesmo dispostos a instalar uma caixa supostamente inviolável e cheia de resíduos perigosos bem no meio do reservatório da água que você consome. Com uma grande diferença em relação à caixa de fezes da analogia: no caso de um acidente com a caixa de excrementos, você só teria que interromper o consumo da água temporariamente, tratar o reservatório com alguns produtos químicos e esperar algum tempo até que os resíduos orgânicos e microorganismos patogênicos pudessem ser destruídos ou naturalmente processados pelo ambiente. Duraria algum tempo, mas você assistiria ao processo de recuperação do poço ainda em vida.

No caso da caixinha surpresa que esse pessoal deseja instalar no São Francisco, na hipótese de um acidente com vazamento de resíduos radioativos, você só terá que esperar pacientemente pelos próximos, dez mil anos, talvez, para então voltar a consumir a água do rio.

:: Só há 100% de segurança na certeza de que um dia você morre

Quanto ao argumento dos defensores do projeto, que alegam ser a usina completamente segura e livre de acidentes, valem algumas considerações. Em primeiro lugar, tudo na vida, cedo ou tarde, é passível de mau funcionamento ou de acidente. O homem não construiu ainda nenhuma máquina infalível, nenhuma estrutura perfeita, nada que funcione cem por cento indefinidamente. Em segundo lugar, a natureza está sempre a postos para demonstrar que além da incrível e tosca falibilidade humana, temos que conviver eternamente com todo tipo de fenômeno natural que, queiram ou não, desgastam continuamente qualquer coisa que exista: dos seres humanos aos animais, das rochas minerais ao aço, dos plásticos aos diamantes. Chuvas, sol, marés, ventos e todo tipo de alterações cosmológicas, meteorológicas e geológicas naturais estão aí a provar que perenidade não existe.

Por fim, é preciso lembrar o fator humano na operação dos equipamentos. O erro humano, em quaisquer circunstâncias, é a variável mais comum e menos controlável no desenvolvimento de todo projeto tecnológico.

Se errar é humano; se os acidentes acontecem sempre; se a lei física da entropia – a da completa e continuada desagregação e destruição da matéria - é regra avassaladora e definitiva; por que diabos depositaríamos, em meio a água que bebemos, uma usina radioativa que precisará ser mantida e monitorada por séculos sem fim, para não corrermos o risco de um acidente que contamine o ambiente por milhares de anos? Por conta da absoluta insensatez humana, sempre que a ganância fala mais alto.

Em sua esclarecedora obra acadêmica, Ciência Ambiental, na sua 11ª. Edição, o presidente da Earth Education Research, Tyller Miller JR, assinalava que, em 2004, os 439 reatores nucleares instalados em 30 países produziram apenas 6% da energia comercial do mundo e 16% da eletricidade, concluindo que “de 1989 para cá a produção de energia nuclear teve aumento ínfimo e hoje é a fonte energética que menos cresce(...) (...) Desde 1978 não existem solicitações de nenhuma usina nuclear nos Estado Unidos e todas as 120 solicitadas, desde 1973, foram canceladas”. Tyler Miller enumera as causas para esse quadro: “algumas dessas razões são os custos de construção excedentes em bilhões de dólares, os custos de operação mais altos e um maior número de falhas do que o esperado”, fazendo cair por terra a idéia da segurança absoluta.

Ainda em “Ciência Ambiental” Miller complementa: “(...) a energia nuclear produz materiais radioativos que devem ser armazenados com segurança por 10 mil a 240 mil anos, até que sua radioatividade caia para níveis seguros. Além disso, quando o reator nuclear chega ao fim da sua vida útil (depois de 40 a 60 anos), não pode ser simplesmente fechado e abandonado como uma usina de queima de carvão. A grande quantidade de materiais altamente radioativos que contém deve ser mantida longe do meio ambiente por milhares de anos”.

Já no seu mais recente livro “Os Senhores do clima”, o escritor, ambientalista e cientista australiano Tim Flannery simplifica o significado de uma usina nuclear, definindo-o com muita clareza ao fazer prevalecer seu lado verdadeiramente sombrio: “ao discutir a energia nuclear como meio de gerar eletricidade, devemos ter em mente que as usinas nucleares nada mais são do que máquinas complicadas e potencialmente perigosas para ferver a água que cria o vapor usado para mover as turbinas”.

Ao dissertar sobre estes perigos, Flannery lembra o caso de Chernobyl, o maior desastre nuclear da história, ocorrido em 1986, onde mais de 300 mil pessoas já morreram até agora e onde duas décadas depois do acidente “as conseqüências continuam crescendo”. Ele expõe o problema com clareza: “o câncer de tireóide é uma doença rara, com uma criança em um milhão desenvolvendo a doença. Mas 1/3 das crianças que tinham menos de quatro anos quando foram expostas à exposição de Chernobyl terão essa doença. Sete por cento ( cerca de 3,3 milhões de pessoas) da população da Ucrânia sofrem de doenças como resultado do derretimento da usina, enquanto que na vizinha Bielorússia, que recebeu 70% da precipitação radioativa, a situação ainda é pior., 25% das terras agrícolas foram colocadas permanentemente fora de produção e cerca de mil crianças morrem por ano de câncer da tireóide”.
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*César Gama é jornalista, psicanalista, professor, formando em Biologia, bacharelando em Filosofia e membro-voluntário do Greenpeace. Este artigo foi elaborado com dados de sua monografia de conclusão do curso de Licenciatura, intitulada O estorvo da Energia Nuclear: ou de como a suposta ‘energia limpa’ é tão cara ao ambiente.

** Artigo originariamente publicado na edição domicinal, de 22 de março de 2010, do jrornal Correio de Sergipe.

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