30 de jun de 2010

X Cavalgada do Amaral Lemos

Festa atraiu centenas de cavaleiros e amazonas pelas ruas de Pirambu

Pelo décimo ano consecutivo, estudantes, professores, direção, coordenação, funcionários e pais de alunos se confraternizaram na cavalgada do Colégio Estadual José Amaral Lemos, que este ano entrou em sua décima edição. Dentro do Projeto Pedagógico “XI São João na Minha Escola” (a diferença entre o décimo e décimo primeiro é que desde 1990, apenas em uma das edições não aconteceu a cavalgada), a Cavalgada é o momento mais esperado da festa e atrai as atenções de todos, pois já há alguns anos transforma-se no ponto culminante do Ciclo Junino em Pirambu.

A programação deste ano constou de apresentações culturais realizadas durante o dia e noite de sexta-feira, 25, tendo continuidade no sábado, 26, com a X Cavalgada, que saiu do povoado Aguilhadas e depois de percorrer as ruas da cidade teve seu encerramento na Orla da Atalainha. O evento, de acordo com a organização, foi mais uma oportunidade de toda comunidade escolar vivenciar essa tradição cultural, oportunizando também a participação da sociedade pirambuense em geral.

29 de jun de 2010

Educação e Diversidade

Um olhar para a educação das relações étnico-raciais

Apresentação:

O pólo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) “Prof. Manuel Ferreira Rocha’, a Universidade Federal de Sergipe (UFS), através do Centro de Educação Superior à Distância (CESAD), em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEED/SE) e a Prefeitura Municipal de Propriá, desenvolverão o curso “Educação e Diversidade: um olhar para a educação das relações étnico-raciais”.

Serão realizadas palestras, mesas de debates e oficinas pedagógicas, nas quais os participantes poderão refletir sobre aspectos da africanidade do povo brasileiro, debater sobre temas voltados para a valorização da cultura afro-brasileira, bem como, iniciar a elaboração de um plano de ações para constituição de um grupo de estudos local visando estimular a pesquisa científica sobre a temática.

A participação no evento garantirá certificado de 20 horas aos participantes com freqüência de, no mínimo, 75% da carga horária total do curso.

Programação:

:: 07 de Junho – Segunda-feira:

18h às 19h – Credenciamento

19h às 19h30 – apresentação Cultural

20h às 22h – Palestra: “A prática pedagógica e a construção das identidades étnico-raciais – Profª Roseane Santana Santos Dias (Tutora GDE/UFS)

:: 08 de Junho – Terça-feira:

09h às 12h – Palestra: “Poder feminino, família e relações de gênero nas regiões afro-brasileiras” – Profª Janaína Couto Teixeira Maia de Aguiar (Coordenadora de Tutoria CESAD/UFS)

12h às 13h30min – Almoço

13h30min às 16h30min – Palestra: “A história da África na encruzilhada da etnicidade e da racionalidade: a Teoria da Pirâmide Invertida” – Prof. Fernando José Ferreira Aguiar (Coordenador do curso de História na FJAV)

16h às 17h30 – Mesa de debates

:: 09 de Junho – Quarta-feira:

09h às 12h – Palestra: “As ações afirmativas após a audiência pública no STF” – Prof. André Luiz F. Souza (Coordenador Geral do SINDJUF/SE e Conselheiro da FENAJUJE)

12h às 13h30 – Almoço

13h às 16h – Palestra: “O material didático e as relações étnico-raciais” – Prof. Hermeson Menezes (Coordenador de Material do CESAD/UFS)

14h – Oficina: “Repensando as relações étnico-raciais” – Facilitador: Prof. Glaedon Novais Pinto (Coordenador do Pólo de Apoio Presencial – Propriá)

A Comissão Organizadora do evento, a quem você deve se dirigir para maiores esclarecimentos, está assim constituída: Elineide Silveira de Souza Bezerra (Presidente), Allison Oberto Souza Santos, Cristiane Melo S. Leão, Elisângela dos Santos, Leonardo dos Santos Júnior, Luciano Lima da Silva, Marcos André Barbosa da Silva, Regineide Eurico Barbosa Tacyane Costa Monteiro.

Local de inscrições: Secretaria do Pólo de Apoio Presencial – Propriá
Taxa: R$ 5,00 (alunos da UFS) e R$ 10,00 (alunos de outras IES, professores e demais interessados)

28 de jun de 2010

Concluído Programa de Governo do PV

Militantes verdes receberam nas primeiras horas de hoje propostas preliminares das diretrizes “Sergipe Sustentável: Um Programa para o Século XXI”

Uma das novidades neste ano no procedimento para registro das candidaturas é a inclusão da exigência das propostas defendidas pelos candidatos aos governos dos estados. Este é um dos itens do ‘check list de documentos e que cada partido deve apresentar em arquivos PDF quando do registro dos candidatos até o dia 05 de julho, a partir da suas aprovações nas convenções que serão realizadas até o dia 30 de junho, quarta-feira.

Aqui em Sergipe, os verdes delegaram esta atribuição ao professor Claudomir Silva, Secretário Estadual de Formação Política, que deu por concluída esta tarefa inicial de reunir os elementos necessários que constam nas diretrizes de programa de governo ‘Sergipe Sustentável: Um Programa para o Século XXI”, que neste momento já fora socializado entre dezenas de quadros militantes do Partido Verde, que darão suas contribuições até a data da convenção, e a partir daí o debate será ampliado para a sociedade.

Nos argumentos iniciais, o documento traz o seguinte texto: “Temos o prazer de apresentar as propostas preliminares de diretrizes “SERGIPE SUSTENTÁVEL: Um Programa para o Século XX”, para após esta etapa inicial de debate, possa ser discutida e aprovada em nossa Convenção Estadual, marcada para acontecer na próxima quarta-feira, 30 de Junho de 2010. É o resultado de um amplo processo de consulta, de levantamentos primários e do acumulado de discussões no Partido Verde. São SETE EIXOS que contêm 43 PONTOS para garantir ao povo sergipano desenvolvimento com qualidade de vida: progresso econômico com inclusão social e respeito ao meio ambiente e a preocupação com a sustentabilidade em todas as ações e que serão defendidas pelo nosso candidato a governador e pelos demais candidatos majoritários e proporcionais durante a campanha eleitoral.

Segundo Claudomir, “estas Diretrizes ‘Sergipe Sustentável: Um Programa para o Século XXI’ é o primeiro passo para abrir o debate entre os verdes sergipanos e a partir daí, dialogar com a sociedade. Não é uma proposta pronta e acabada, devendo receber contribuições de forma que possam emendá-lo, ampliá-lo ou substituir no todo ou em parte, uma vez que a intenção é exatamente de contemplar as contribuições consensuadas, preservando aquelas que forem objetos de discordâncias fraternas”, informa.

Questionado sobre o porque de apresentá-las em uma data próxima da Convenção do PV que será realizada na próxima quarta-feira, 30 de junho, ele justifica que até a última terça-feira ainda não estava de férias nas escolas em que lecionam (Pirambu e Propriá) e só com esta consumação, é que pode sistematizar a primeira fase das diretrizes. “Mas o grande debate será iniciado em junho, num primeiro momento dentro do partido, e a partir daí, com o conjunto da sociedade, quando a campanha eleitoral tiver início e os programas de rádio e tv serão espaços privilegiados para este diálogo com a sociedade”, conclui o professor.

27 de jun de 2010

TV Atalainha em fase experimental

A primeira Web TV de Sergipe já pode ser acessada a partir de hoje

Foi liberado no dia de ontem, 26, o domínio da primeira Web TV do interior de Sergipe (pelo menos que temos registro) e no dia de hoje ele já poderá ser acessado em carater experimental. Nos próximos dias será efetuada a primeira atualização da TV Online que deverá ser acessada através do WWW.ATALAINHA.COM quando serão disponibilizados vídeos produzidos pela equipe, pelos nossos parceiros e pelos telewebespectadores que brindarem a proposta com suas audiências.

Ainda esta semana será colocado no ar o primeiro Projeto de Site, que assim como o da Tribuna da Praia, será desenvolvido por Dyegho Fernandes Rocha, da Help Computadores (http://www.helpcomputadores.com.br), cuja autorização foi dada na tarde de ontem pelo responsável pela TV Atalainha, o professor Claudomir Tavares.

26 de jun de 2010

Amorosa se despede dos palcos juninos

Cantora e compositora sergipana se prepara para Campanha em defesa da autenticidade do Forró...
Por Cássia Santana


A cantora e compositora Antônia Amorosa completa neste Forró Caju 25 anos de carreira artística, mas a sergipana está se despedindo dos palcos juninos. Ela irá desencadear uma ação articulada, envolvendo outros artistas nordestinos, para emplacar que as bandas originais de forró pé de serra – o ritmo nordestino – tenham espaço cativo nos dias especiais de junho: 23 e 24 – São João – e 28 e 29 – São Pedro, pelo menos.

Em conversa com o São João Infonet, antes do início do show, Amorosa revelou que não será uma ação isolada. Ela tentará articular um projeto de lei de iniciativa popular, para conseguir a assinatura de pelo menos um milhão de eleitores em toda região visando impedir que bandas consagradas com o forró elétrico dominem este espaço. “Temos que contaminar a cidade com esta proposta para dar sentido ao feriado de 24 de junho – data dedicada ao Dia de São João”, enfatizou a cantora.

Em torno desta proposta, Amorosa iniciará, no mês de julho, uma verdadeira maratona conversando com grandes nomes da música nordestina, a exemplo de Adelmário Coelho e Alcimar Monteiro, entre tantos outros de forma a engajá-los nesta campanha. “Em Campina Grande se conquistou esta vitória, é a única ação isolada, que teve esta preocupação e nós queremos ampliá-la para todas as cidades do Nordeste”, enaltece Amorosa.

Ela faz questão de elogiar o Forró Caju deixando claro que a iniciativa não seria uma restrição à Prefeitura de Aracaju ou do Governo do Estado. “Não podemos ignorar nossas raízes, em detrimento de outras, senão o País do Forró será uma mentira”, conceituou, justificando seu gesto. A notícia também foi dada pela cantora aos seus fãs diretamente do palco, onde ela se apresenta nesse momento.

E o show de Amorosa prossegue com participação de Glau – filho da cantora e compositora, na guitarra; Valtinho, no acordeon; Carlinhos, nos teclados; Vigu, guitarra; Rodrigo, baixo; Tonico e Diego, percussão; Val e Sílvio, vocais; com figurino de João Araújo e maquiagem de Pedro Júnior.

25 de jun de 2010

Assassinaram os festejos juninos em Pirambu

Morte anunciada teve início quando o ex-prefeito André Moura idealizou o ‘São João Antecipado’ e tiro de misericórdia aconteceu com o ‘Forró Beach’, a continuidade disfarçada da festa promovida pelo seu desafeto político Zé Nilton
Por Claudomir Tavares * | claudomir@tribunadapraia.net


A cantora Amorosa despediu-se dos festejos juninos sergipano no mês de maio através do artigo ‘Adeus meu forró’. O texto, uma documento que ficará registrado nos anais da cultura sergipana, foi publicado neste portal e na revista Seiva impressa e através do seu blog na internet (http://revistaseiva.blogspot.com). Amorosa inicia dizendo que em um passado não tão distante “as roupas de chita saiam do armário pulando de alegria para os corpos das meninas; e meninos dançavam com alegria, sem preocupação com concursos. Tudo nascia espontâneo. Não precisava de valores expressivos para ouvir o choro de uma sanfona, o grito de um triângulo, e o rosnado sonoro de uma zabumba”, lembrava a cantora que tem sido uma referência em resistência na defesa de nossas mais autênticas manifestações culturais, e musicais em particular, sendo ela uma das mais expressivas expoentes, indubitavelmente nossa melhor intérprete.

Depois de argumentos irrefutáveis, em que registra a ‘prostituição’ das nossas festas juninas, Amorosa despede-se do forró sergipana afirmando que sairá campo e não levará a taça da derrota, “mas da dignidade de quem não se vendeu aos ritmos que a descaracterizava”, diz. “Saio de campo de batalha porque não acredito mais nas ações das autoridades em manter nossos valores; não acredito mais na educação cultural que deveria começar nas escolas; não acredito mais no compromisso do rádio com a nossa cultura mais original”, completa. “No meu caso, meu forró, partirei sem garantia que irei voltar um dia”, finaliza Amorosa.

Os argumentos de Amorosa não tem sensibilizado os gestores municipais de Sergipe, na capital e no interior, que insistem em torrar os parcos recursos que, em tese, deveriam ser investidos na cultura sergipana e de nossos municípios, para a pirotecnia dos shows milionários, de bandas que não tem qualquer sintonia com o ciclo junino, enquanto são promovidas ações de “descaso com os forrozeiros autênticos”, ainda utilizando as palavras da nossa querida Amorosa.

Mas o que isto tem a ver com os festejos juninos de Pirambu? É neste sentido que, pelo quarto ano consecutivo temos argumentado neste espaço os motivos que levaram ‘a morte anunciada do ciclo junino em Pirambu’, algo que tem sido verificado ao longo das últimas administrações municipais, leia-se André Moura, Juarez Batista, os que o sucederam e o atual Zé Nilton.

Estou em Pirambu desde janeiro de 1980. Desde aquele ano, ainda estudante da 4ª série do 1º Grau (atual Ensino Fundamental), tenho acompanhado e me integrado aos festejos juninos da cidade. Lembro das quadrilhas juninas marcadas por José Aloísio Prado (Seu Lulu), por Francisco Dias da Cruz (Quinho), das sanfonadas de Bertozo, Cícero, Zé Bengo, Chico, Zé Alexandre, Kride, Beni, Seu Arlindo, Léo do Acordeon, entre outros que ao citá-los, estamos incorrendo no ‘pecado’ de omiti-los (naturalmente que não intencionalmente).

A prefeitura, nas gestões dos prefeitos Daniel Luiz (PDS), Marcos Cruz (PDS/PFL), César Rocha (PFL), Sílvia Cruz (PFL) e no início do primeiro mandato de André Moura (DEM) armavam os arraias e ‘tome xote’, com apresentações de quadrilhas, apresentações destes artistas de um valor incalculável, e interação com outras cidades: quadrilhas de Aracaju, Japaratuba, Lagarto, entre outras que se confraternizavam em Pirambu.

Na cidade e nos povoados, várias quadrilhas juninas surgiram e abrilhantaram nossos festejos juninos, a exemplo da Quadrilha da Tartaruga, Poeirinha e Bando de Cangaceiros (Pirambu), Milho Verde (Aguilhadas), Luar do Sertão (Maribondo), Meu Xodó (Lagoa Redonda), Cambucá Maduro (Baixa Grande) e Flor da Ilha (Alagamar). Incentivadas pelo poder público ou correndo atrás de recursos para viabilizar confecção de indumentárias e pagamento de músicos, elas deram contribuições inapagáveis ao Ciclo Junino em Pirambu.

Também em Pirambu, era a Ugia de Tonho Grande que arrastava uma multidão a cada ano: estas retornaram as ruas nos enchendo de saudosismo e nostalgia em 2007 abraçada por estudantes do Colégio Estadual José Amaral Lemos, inclusive estendendo-se até o XVII Culturarte – Encontro de Cultura e Arte de Pirambu e durante as comemorações da Semana do Folclore em 2008, foi elementos de Oficinas Folclóricas (que incluía Capoeira, Ilariô, Reizado e Ugia) na Escola Municipal Mário Trindade Cruz.

Até 1987, haviam os tradicionais ‘casamentos dos matutos’ ou ‘do tabaréu’. A partir de 1988, estes foram substituídos pelo pão e circo, digo, cavalgadas quase todas elas voltadas a reunir seguidores políticos, enchê-los de churrascos, chopp, batidas de maracujá e colher os resultados em outubro de 1988, 1992, 1996, 2000, 2004, ...

As próprias escolas se renderam há 12 anos as chamadas cavalgadas ao invés de resgatar ou promover a imagem dos casamentos de matutos ou tabaréus. Não fizeram com a intenção de romper com a tradição, mas foram sim contagiadas pelo que vinha de fora para dentro, e as escolas são em sua maioria, reflexos ou caixas de ressonância da sociedade, não se propondo, com raras e honrosas exceções, a inversão de prioridades.

Posteriormente, o poder público municipal fez opção pelo ‘turismo de eventos’, que não obstante ter atraído um grande número de visitantes para nossa cidade, estes não se reverteram nas cantadas ‘divisas’ apregoadas, constituindo-se apenas em ‘eventos de lixo’, pois era exatamente isto que sobrava na cidade a cada final de apresentações dos shows, adjetivados como uma pirotecnia ou estratégia de marketing que projetaram os administradores locais e seus asseclas para a política estadual.

De São João Antecipado idealizado pela gestão de André Moura (1997/2004) a Forró Beach uma cópia mal feita da atual gestão do prefeito Zé Nilton (2009/2012), o ciclo junino em nossa cidade tem sido relegado ao Plano Zero, não havendo qualquer incentivo aquelas manifestações culturais que se fizeram presentes num passado não muito distante, mas que com o passar dos anos tem se acabado... quase em sua totalidade.

Desprovida de incentivo, e com a alta estima cada vez mais cabisbaixa, a própria comunidade tem recuado e até as fogueiras acesas em suas portas, tem se dado cada vez mais em menor número, como se verificou no último Santo Antônio e São João em Pirambu, devendo repetir-se durante o São Pedro. Aqueles que conseguem juntar ‘o real’ vai para o Forró Caju na capital, a Festa do Mastro em Capela ou o Forró Siri em Nossa Senhora do Socorro, sendo estas, não necessariamente nesta ordem, aquelas que tem recebido a cada ano um número crescente de pirambuenses.

As lembranças do Ciclo Junino tem se dado apenas na ‘Gincana Junina’ da Escola Mário Trindade Cruz (que realizou a sua oitava edição na última terça-feira, 22/06) e o ‘São João na Minha Escola’ (que acontece no dia de hoje estando em sua décima primeira edição), além das festas dos padroeiros dos povoados Lagoa Redonda (Santo Antônio) e Maribondo (São João), celebrados com fervor através da fé católica destas comunidades.

Seria arrogante de nossa parte estar querendo aqui com este artigo ser o dono da razão, da avaliação mais equilibrada, mas aceitando as contribuições e os argumentos contrários, quase sempre elementos de correção de equívocos que possamos expressar neste espaço, estamos abertos as críticas e sugestões que se fizerem necessários para melhorar a cada ano nossa avaliação sobre o Ciclo Junino em Pirambu e, sem muita pretensão, mas acreditando que os sonhos devem ser sonhados por muitos, ele ainda não morreu... e um dia conseguiremos salvá-lo (quem sabe?)!
___________________________________________
* Graduado em História pela UFS, especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior (Faculdade São Luís) e em Gestão de Recursos Hídricos (UFS). Professor das redes públicas municipal (Pirambu), estadual (Propriá) e do Pré-Universitário (Pré-Uni/SEED).

24 de jun de 2010

ATALAINHA: Primeira TV Web de Sergipe em Pirambu

TV pode ser acessada via internet e faz parte do grupo comunicador do professor Claudomir Tavares

Quem não se lembra dos áureos tempos da Atalainha, região privilegiada para namoro, mirar o mar e de uma Pirambu bucólica que não existe mais? Se você tem mais de 20 anos tem em seu coração e mente as lembranças daquele local. Se tem menos, fique sabendo que a área onde está localizada a Orla da Cidade foi construída neste espaço que estamos de forma nostálgica, mas também na perspectiva de preservação da nossa memória, revivendo através de um projeto que idealizamos neste primeiro semestre de 2010.

No dia de ontem demos entrada no pedido de registro do endereço eletrônico da TV ATALAINHA: http://www.tribunadapraia.tv.br, que passará a transmitir via internet, vídeos amadores que iremos produzir e reproduzir aqueles cuja pauta tenha sido a cidade de Pirambu nos seus mais diversos aspectos: cultura, meio ambiente, turismo, entre outros temas que entendermos serem da maior importância para a divulgação das potencialidades locais.

Estabeleceremos um canal com o site de vídeos You Tube para que possamos exibir os vídeos com a temática local, produziremos documentários e arquivaremos em nossos próprios servidores, além de firmar link’s com outros portais de vídeos, ampliando a capacidade de cobertura da TV ATALAINHA, que nesta primeira etapa estará entrando em operação em carater experimental.

Para efeito de História, a data de fundação da TV ATALAINHA será aquele em que o endereço estiver ativo. Este canal integrará o grupo comunicador do professor Claudomir Tavares, que inclui a Tribuna da Praia (impressa e internet), Revista Seiva (impressa e internet) e o Site Oficial Claudomir.com.br (em processo de migração), constituindo-se em uma das redes que tem se consolidado no campo da comunicação alternativa de Sergipe.

O primeiro programa produzido pela TV ATALAINHA deverá entrar no ar a partir do dia 28 de julho, a partir de uma parceria entre a WEB TV e alguns parceiros que consideraremos indispensáveis pelas suas experiências e competências, naturalmente, mas cujos nomes manteremos em segredo para não cometermos injustiças com os demais que serão incorporados. Indispensável dizer da necessidade de voluntários se integrar a este projeto que não pretende-se pronto e acabado, mas uma construção diária.

23 de jun de 2010

Mário Trindade promoveu VIII Gincana Junina

Evento aconteceu na tarde de ontem e mobilizou parte da comunidade escolar
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net


A Escola Municipal ‘Mário Trindade Cruz’, promoveu na tarde de ontem, 22/06, a VIII Gincana Junina. Apresentações culturais, comidas típicas, atividades próprias do ciclo junino compuseram o conjunto da programação, que diferente dos anos anteriores, não incluiu a Cavalgada do Mário Trindade, em função de uma série de fatores que inviabilizaram a realização de atividades externas.

Esta edição da Gincana Junina não foi fruto de um projeto articulado deliberado em reunião da escola, o que justifica o não envolvimento de um número significativo de professores, estudantes e pais de alunos, mas serviu para que a escola não ficasse de fora das comemorações em nosso município, que já há alguns anos, tem sido restrita as atividades promovidas pelas escolas públicas municipais, estadual e particulares em Pirambu, estas abandonadas pelo poder público nas últimas administrações municipais.

São João na Minha Escola – Já o ‘XI São João na Minha Escola’, promovido pelo Colégio Estadual ‘José Amaral Lemos, berço cultural de Pirambu, acontece nesta sexta-feira, com total cobertura deste portal, numa parceria do Blog do Amaral Lemos, que disponibilizarão simultaneamente notícias e imagens da festa.

22 de jun de 2010

O Idiota e a moeda

Subsídio enviado por Elenilson Déda | elenilson@petrobnras.com.br

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente, eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor de 2.000 REIS.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

Ele respondeu:

– Eu sei, ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda!

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa:

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que se acha inteligente.

21 de jun de 2010

Defunto ciumento!!!

Um cearense vai ao médico depois de ter estado doente um tempão.
O médico, depois de um exame detalhado, olha nos olhos dele e diz:
– Tenho más notícias... Você está com câncer incurável. Eu lhe dou de duas a quatro semanas de vida.
O cearense, chocado e triste, mas de índole forte, recupera-se rapidamente e sai do consultório. Na sala de espera, ele encontra seu filho, que estava o aguardando.
– Estou com câncer e tenho pouco tempo de vida. Vamos ao bar tomar umas cervejas, para aliviar.
Depois de alguns copos eles estão um pouco mais alegres. Vêm as risadas, as gargalhadas, e mais cerveja.
Uns amigos chegam e perguntam o motivo daquela alegria toda. O cearense repete a história da comemoração, dizendo que está com Aids.
Os amigos ficam consternados e acabam tomando cerveja também. No momento em que está perto do doente, o filho diz ao ouvido dele:
– Pai! Você disse pra mim que estava com câncer, mas pra eles você disse que está com Aids.
O cearense olha discretamente em volta antes de responder baixinho:
– Eu estou com câncer mesmo, filho... Eu só não quero é esse pessoal comendo a tua mãe depois que eu morrer

20 de jun de 2010

‘Curva da Morte’ clama por redutores em Aguilhadas

Reivindicação é antiga e já foi objeto de indicações na Câmara e de denúncias neste portal
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net


Localizada no povoado Aguilhadas, distante 5 km da sede do município de Pirambu, a ‘Curva da Morte’ está localizada em frente ao ‘Bar de Tonha’, em frente a um dos acessos a faixa de baixo do povoado, onde se encontra a Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Ao longo dos últimos anos, parlamentares já protocolaram indicações cobrando do DER-SE a colocação de redutores de velocidade antes e após a fatídica curva, nos sentidos Pirambu/Japaratuba/Pirambu.

A alegação do órgão regulador é que não se pode colocar redutores em curvas, mas o que temos observado que falta é mesmo vontade em atender este pleito, pois considerando zona habitada, as distâncias permitidas para estas lombadas ficam reduzidas. O que falta, no entendimento de lideranças comunitárias, políticas e sociais e Aguilhadas, é vontade política, mesmo.

Cidadãos sintonizados com aquela comunidade, como o professor e bancário Jackson Souza Rabelo (Som) tem sido uma em que clama pela colocação de um ‘quebra-molas’, mas nem o poder público municipal, nem o estadual, através do DER/SE tem apresentado qualquer perspectiva em atender a este que é um pleito da comunidade mais populosa da zona rural de Pirambu.

19 de jun de 2010

Panorama Econômico de Cedro de São João

O ponto de cruz, este que não se sabe ao certo quando chegou ao município, mas que foi sendo passado de pais para filhos
Por Cristiane Melo Santos Leão * | cristiane_cedro@yahoo.com.br


O mosaico que hoje representa Cedro se adéqua às necessidade e potencialidades do lugar; a produção do arroz está intimamente ligada às condições naturais do lugar (várzea); a carne-de-sol à disponibilidade de rebanhos bovinos (pecuária) e o ponto de cruz, este que não se sabe ao certo quando chegou ao município, mas que foi sendo passado de pais para filhos, além de fazer parte da cultura, assim como a carne-de-sol, dá sustentação econômica ao lugar.
_____________________________
* Geógrafa graduada pela UFS (2002), professora da rede municipal de ensino em Cedro de São João (desde 1994) e ex-vereadora naquele município (2005/2008).

18 de jun de 2010

Começou a Festa de São João Batista no povoado Maribondo

Celebração começou terça-feira e se estende até o dia do santo
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net


Teve início na última terça-feira, 15 e se estende até a próxima quinta-feira, 25, a festa de São João Batista, padroeiro do povoado Maribondo, uma das mais tradicionais no município de Pirambu. Tendo com tema: “São João Anuncia o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, o novenário tem a responsabilidade de pessoas, comunidades e segmentos ligados ou vinculados a igreja católica, patrimônio cultural daquela comunidade.

Na sua abertura, dia 15, a Missa teve como sub-tema “Voz que clama no deserto” (MT, 3, 1-3 e foi patrocinada pelos agricultores e terço dos homens. Celebrada pelo padre Inaldo César, de Japaratuba, foi organizada por Luciene e Gileno. Em sua segunda noite, 16, o sub-tema foi “Veste e Comida” (MT, 3-4), patrocinada pela comunidade do povoado Bebedouro, funcionários públicos e dizimistas. Celebrada pelo padre Natale Brambilla, foi organizada pela Flávia e Sandra. Já na noite de ontem, 17, a celebração do sub-tema “Saiam à sua Procura” o povo procura profetas e confessa os pecados” (MT.3-5) coube do padre Manuel Messias e ficou sob a responsabilidade da Escola Municipal Odete Pereira de Santana e da Secretaria Municipal de Educação.

O novenário que acontece sempre às 19 horas, seguido de missa e na noite de hoje o sub-tema é “Denúncia Fariseus e Saduceus de ontem e de hoje”, MT. 3-7 e terá a celebração do padre Nanay, do Assentamento 13 de Maio, em Japaratuba, tendo como patrocínio o Apostolado da Oração e Comerciantes, estando sob a responsabilidade das senhoras Leda e Maria Guimarães. A programação religiosa segue todas as noites até 23 de Junho, tendo ponto alto no dia 24, quando teremos missa e batizados pela manhã, seguido da procissão pelas principais ruas do povoado, pela tarde.

São Pedro – Já no período de 27 a 29 de Junho acontece o Tríduo em homenagem a São Pedro, também naquele povoado. A procissão acontece a partir das 16 horas do dia 29. A festa social está prevista para os dias 28 e 29 de julho, cuja programação está sob a responsabilidade de secretaria municipal de Cultura, parceira na realização deste momento festivo do povoado Maribondo.

17 de jun de 2010

Japaratuba comemorou 151 anos

Alvorada, desfile cívico, parabéns, bolo, quermesse e shows artísticos
Por Elton Coelho * | ecoelhojornalista@gmail.com


O aniversário de Japaratuba foi comemorado na última sexta-feira, 11, com uma intensa programação realizada diretamente para os moradores que habitam o solo do município festejado.

Às 05h00 a alvorada festiva acordou os habitantes da sede do município, seguindo o protocolo organizado pela administração envolvendo todas as Secretarias e órgãos municipais, onde houve diversas atividades, como o hasteamento da bandeira, desfile cívico, pronunciamento da prefeita, missa em ação de graças e parabéns, sendo servido um bolo para as crianças.

Durante o pronunciamento da prefeita Lara Moura foram destacados as melhorias corridas neste um ano e meio da administração "O Futuro em Nossas Mãos". "Sei que temos uma estrada longa, mas tudo que for possível fazer para melhorar a vida do meu povo japaratubense, não tenham dúvidas os esforços não serão medidos", disse.

À tarde a praça da matriz foi tomada por diversas barracas, que pelo segundo ano realizou a Quermesse da Prefeitura. Todas as Secretarias, artesãos, PETI entre outros, montaram seus estandes e venderem os produtos. O arrecadado com as vendas das barracas será doado para assistência social.

No mesmo período também ocorreu a premiação dos torneios de futebol e vôlei, que vinham ocorrendo simultaneamente desde o início do mês, dentro do calendário da Festa da Fogueira. Em seguida, houve as apresentações das retretas Euterpes Japaratubense e Santa Terezinha.

Encerrando as festividades, ocorreram shows artísticos com as bandas Mauricinhos do Forró, Pedro Henrique & Gabriel e Forró da Brucelose.
A festa não pára e a Festa da Fogueira - o São João mais quente de Sergipe - continua. Confira a programação:

Dia 18 de junho – SEXTA-FEIRA
Às 19h00 - Forró da Melhor Idade
Local: Barracão Cultural

Dia 19.06.2010 - SÁBADO
Às 15h00 - Copa Sergipe Sub - 17 de Futebol de Campo Japaratuba x General Maynard
Às 20h00 - Festa da Rua Campeã
Quadrilha Junina Cangaceiros da Boa
Banda Esmeralda
Quadrilha Junina Rei do Cangaço
Banda Fogo na Saia
Festa do povoado Mundo Novo
Às 21h00 - Adalvenon e Banda
Às 23h00 - Forrozão Morena Tropicana
Às 01h00 - Forrozão Argolão de Ouro

Dia 20.06.2010 – DOMINGO
Às 15h30 - Telão (O Hexa em Nossas Mãos)
Brasil x Costa do Marfim
Às 17h30 - Festa da Rua Vice-Campeã
Quadrilha Junina Minha Deusa
Forró Patapiá
Quadrilha Junina Pisa na Fulô
Forró Fera Bandida

Dia 22.06.2010 - TERÇA-FEIRA (SARANDAGEM)
Às 17h00 - Forró dos Idosos
Quadrilha Junina Rei do Cangaço
Correia dos Oito Baixos
Painel de Controle
Às 00h00 - Saída da Sarandagem

Dia 23.06.2010 - QUARTA-FEIRA (FESTA DA FOGUEIRA)
Às 12h30 - 2ª Cavalgada do Emiliano e 2º São João do Emiliano
Banda Revoluções
Nêgo Aboiador
Festa da Fogueira
Às 18h00 - Queima da Fogueira e cortejo junino
Local: Em frente à Padaria de Carlos Lemos
Às 21h00 - Banda Pense N´eu
Às 23h00 - Forrozão Morena Tropicana
Às 01h00 - Banda Zueirões do Forró
Local: Praça da Matriz (Arraiá da Fogueira)

Dia 24.06.2010 - QUINTA-FEIRA (FESTA DA FOGUEIRA)
Festa da Fogueira
Às 21h00 - Forró Xotirado
Às 23h00 - Forrozão Argolão de Ouro
Às 01h00 - Forró dos Gordinhos
Local: Praça da Matriz (Arraiá da Fogueira)

Dia 28.06.2010 - SEGUNDA-FEIRA
Às 16h00 - Inauguração da reforma e ampliação do Jardim de Infância Cecília Pranger.
Às 17h00 - Forró das Crianças Pedro Guilherme e Banda (sucesso sertanejo)
Local: Jardim de Infância Cecília Pranger

Dia 01.07.2010 - QUINTA-FEIRA
Às 15h00 - Inauguração da pavimentação, construção do muro e reforma da Casa do Mel.
Local: Povoado Porteiras
Às 16h00 - Inauguração da reforma da Praça da Igreja.
- Inauguração da reforma da Praça do Jardim de Infância.
- Inauguração da reforma do Jardim de Infância Sítio Encantado.
- Café Junino
Local: Povoado Sapucaia
___________________________________
* Secretário municipal de Comunicação de Japaratuba

16 de jun de 2010

Câmara concede Títulos de Cidadãos Propriaenses

Evento aconteceu na noite de ontem e reuniu homenageados e convidado
 
Propriá (Sucursal Baixo São Francisco) – A Câmara de Vereadores de Propriá promoveu na noite de ontem, 15, Sessão Especial de entrega de Títulos de Cidadania a personalidades que pelos seus relevantes serviços prestados ao município, fizeram jus a esta honraria. Os títulos foram frutos de Decretos Legislativos apresentados por parlamentares e que foram aprovados em Plenário pelo conjunto da edilidade.

Diversas autoridades participaram e prestigiaram o ato, entre os quais o vice-prefeito José Américo Lima, o suplente de deputado federal Laércio Oliveira, o secretário municipal de Finanças de Propriá, José Jucivaldo Alves Santana, os ex-vereadores Wilson Kolming, Ivan José Ayres de Freitas Britto e Genival Oliveira da Lapa, familiares e convidados dos homenageados.

Confira a relação dos homenageados:

1. Claudomir Tavares da Silva (professor do CE Joana de Freitas Barbosa e diretor-fundador da Tribuna da Praia) – Autor: José Aelson dos Santos (Aelson Publicidade), PDT.
2. Edineide de Oliveira Silva (empresária, proprietária do Laticínios Propriá) – Autora: Joseane Alves da Silva (Pel), PP.
3. Eduardo Alves de Amorim (deputado federal – PSC/SE) – Autora: Rozélia Maria Bento Fraga (Rozélia da Ponta), PTC.
4. José Magno da Silva (empresário, proprietário das Lojas União) – Autor: José Aelson dos Santos (Aelson Publicidade), PDT.
5. José Silva Oliveira/Zé Benjamim (ex-vereador e ex-secretário municipal de administração, finanças e obras de Propriá) – Autora: Maria Lúcia Mendes da Silva Lapa (Lúcia de Vado), DEM.
6. Leon Gomes de Andrade (gerente da agência da Caixa Econômica Federal em Propriá) – Autor: Maria Lúcia Mendes da Silva Lapa (Lúcia de Vado), DEM.
7. Marta Madalena Silva Santos/Pastora Marta (pastora da Igreja Leão da Tribo de Judá e Diretora do Instituto José Nelson, em Propriá) – Autora: Rozélia Maria Bento Fraga (Rozélia da Ponte), PTC.
8. Robério Martins (empresário do ramo panificador/Panificação Martins) – Autora: Rozélia Maria Bento Fraga (Rozélia da Ponte), PTC.

Além dos parlamentares autores dos projetos de decretos legislativos que originaram as homenagens através de Títulos de Cidadãos Propriaenses, compareceram a Sessão Especial os vereadores Genival Moreira, PTC e José Marcos de Oliveira Silva, PV, a quem coube a saudação final aos homenageados. Marcos fez menção aos qualificativos de cada um deles, elencando os motivos que os credenciaram a receber a honraria, que naquele ato, passaram a pertencer a todo o parlamento.

Os homenageados utilizaram da palavra, em sinal de agradecimento a honraria recebida, reafirmando seu compromisso com o município, do qual são agora cidadãos de fato e de direito. O presidente José Aelson dos Santos, PDT, fez o encerramento dos trabalhos, saudando a todos: parlamentares, ex-parlamentares, autoridades, convidados e homenageados, dirigindo-se nominalmente a cada um deles de forma específica. Em seguida, foi servido um coquetel aos homenageados e seus respectivos convidados.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net

15 de jun de 2010

Câmara fará entrega de títulos de Cidadão Propriaense

Na sessão da próxima terça-feira (15), a Câmara Municipal fará a entrega de títulos de Cidadão Propriaense a várias personalidades que, com seu trabalho, têm contribuído com o desenvolvimento do município. Os homenageados serão:

José Magno da Silva
Edineide de Oliveira Silva
José Silva Oliveira
Deputado Eduardo Amorim
Leon Gomes de Andrade
Robério Martins
Marta Madalena Silva Santos
Claudomir Tavares da Silva

A sessão terá início às 20h.

14 de jun de 2010

Ai que saudade me dá...

... das noites de São Juão!

I – A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências

Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.

O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.

Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.

No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

II – Assim surgiu a Festa de São João

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.

Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:

- Como poderei saber do nascimento do garoto?

- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.

Santa Isabel cumpriu a promessa.

Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.

Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…

E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.

Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.

Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.

A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.

No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.

Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:

- João!

Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.

Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.

Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…

Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.

III – Santo Antônio - 13 de junho

Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.

Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.

Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.

Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.

Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:

"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.

Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".

Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.

Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

IV – São João - 24 de junho

Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.

No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.

Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.

Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.

As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.

O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.

O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.

Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.

O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.

Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.

A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.

Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

V – São Pedro - 29 de junho

O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.

Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

VI – Quadrilha

O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" .

A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores.

Os comandos mais utilizados são:

BALANCÊ (balancer) - Balançar o corpo no ritmo da música, marcando o passo, sem sair do lugar.
É usado como um grito de incentivo e é repetido quase todas as vezes que termina um passo. Quando um comando é dado só para os cavalheiros, as damas permanecem no BALANCÊ. E vice-versa,

ANAVAN (en avant) - Avante, caminhar balançando os braços.

RETURNÊ (returner) - Voltar aos seus lugares.

TUR (tour) - Dar uma volta: Com a mão direita, o cavalheiro abraça a cintura da dama. Ela coloca o braço esquerdo no ombro dele e dão um giro completo para a direita.

Para acontecer a Dança é preciso seguir os seguintes Passos:

01. Forma-se uma fileira de damas e outra de cavalheiros. Uma, diante da outra, separadas por uma distância de 2,5m. Cada cavalheiro fica exatamente em frente à sua dama. Começa a música. BALANCÊ é o primeiro comando.

02. CUMPRIMENTO ÀS DAMAS OU "CAVALHEIROS CUMPRIMENTAR DAMAS"
Os cavalheiros, balançando o corpo, caminham até as damas e cada um cumprimenta a sua parceira, com mesura, quase se ajoelhando em frente a ela.

03. CUMPRIMENTO AOS CAVALHEIROS OU "DAMAS CUMPRIMENTAR CAVALHEIROS"
As damas, balançando o corpo, caminham até aos cavalheiros e cada uma cumprimenta o seu parceiro, com mesura, levantando levemente a barra da saia.

04. DAMAS E CAVALHEIROS TROCAR DE LADO
Os cavalheiros dirigem-se para o centro. As damas fazem o mesmo.
Com os braços levantados, giram pela direita e dirigem-se ao lado oposto. Os cavalheiros vão para o lugar antes ocupado pelas damas. E vice-versa,

05. PRIMEIRAS MARCAS AO CENTRO
Antes do início da quadrilha, os pares são marcados pelo no. 1 ou 2. Ao comando "Primeiras marcas ao centro , apenas os
pares de vão ao centro, cumprimentam-se, voltam, os outros fazem o "passo no lugar . Estando no centro, ao ouvir o marcador
pedir balanceio ou giro, executar com o par da fileira oposta. Ouvindo "aos seus lugares , os pares de no. 1 voltam à posição anterior. Ao comando de "Segundas marcas ao centro , os pares de no. 2 fazem o mesmo.

06. GRANDE PASSEIO
As filas giram pela direita, se emendam em um grande círculo. Cada cavalheiro dá a mão direita à sua parceira. Os casais passeiam em um grande círculo, balançando os braços soltos para baixo, no ritmo da música.

07. TROCAR DE DAMA
Cavalheiros à frente, ao lado da dama seguinte. O comando é repetido até que cada cavalheiro tenha passado por todas as damas e retornado para a sua parceira.

08. TROCAR DE CAVALHEIRO
O mesmo procedimento. Cada dama vai passar portadas os cavalheiros até ficar ao lado do seu parceiro.

09. O TÚNEL
Os casais, de mãos dados, vão andando em fila. Pára o casal da frente, levanta os braços, voltados para dentro, formando um arco. O segundo casal passa por baixo e levanta os braços em arco. O terceiro casal passa pelos dois e faz o mesmo. O procedimento se repete até que todos tenham passado pela ponte.

10. ANAVAN TUR
A doma e o cavalheiro dançam como no TUR. Após uma volta, a dama passa a dançar com o cavalheiro da frente. O comando é repetido até que cada dama tenha dançado com todos os cavalheiros e alcançado o seu parceiro.

11. CAMINHO DA ROÇA
Damas e cavalheiros formam uma só fila. Cada dama à frente do seu parceiro. Seguem na caminhada, braços livres,balançando. Fazem o BALANCË, andando sempre para a direita.

12. OLHA A COBRA
Damas e cavalheiros, que estavam andando para a direita, voltam-se e caminham em sentido contrário, evitando o perigo.
Vários comandos são usados para este passo: "Olha a chuva , "Olha a inflação , Olha o assalto , "Olha o (cita-se o nome de um político impopular na região). A fileira deve ir deslizando como uma cobra pelo chão.

13. É MENTIRA
Damas e cavalheiros voltam a caminhar para a direita. Já passou o perigo. Era alarme falso.

14. CARACOL
Damas e cavalheiros estão em uma única fileira. Ao ouvir o comando, o primeiro da fila começa a enrolar a fileira, como um caracol.

15. DESVIAR
É o palavra-chave para que o guia procure executar o caracol, ao contrário, até todos estarem em linha reta.

16. A GRANDE RODA
A fila é único agora, saindo do caracol. Forma-se uma roda que se movimenta, sempre de mãos dados, à direita e à esquerdo como for pedido. Neste passo, temos evoluções. Ouvindo "Duas rodas, damas para o centro ; as mulheres vão ao centro, dão as mãos.
Na marcação "Duas rodas, cavalheiros para dentro , acontece o inverso, As rodas obedecem ao comando,movimentando para a direita ou para esquerda. Se o pedido for "Damas à esquerda e "Cavalheiros à direita ou vice-versa, uma roda se desloca em sentido contrário à outra, seguindo o comando.

17. COROAR DAMAS
Volta-se à formação inicial das duas rodas, ficando as damos ao centro. Os cavalheiros, de mãos dados, erguem os braços sobre as cabeças das damas. Abaixam os braços, então, de mãos dados, enlaçando as damas pela cintura. Nesta posição, se deslocam para o lado que o marcador pedir.

18. COROAR CAVALHEIROS
Os cavalheiros erguem os braços e, ao abaixar, soltam as mãos. Passam a manter os braços balançando, junto ao corpo. São as damas agora, que erguem os braços, de mãos dados, sobre a cabeça dos cavalheiros. Abaixam os braços, com as mãos dados, enlaçando os cavalheiros pela cintura. Se deslocam para o lado que o marcador pedir.

19. DUAS RODAS
As damas levantam os braços, abaixando em seguida. Continuam de mãos dados, sem enlaçar os cavalheiros, mantendo a roda. A roda dos cavalheiros é também mantida. São novamente duas rodas, movimentando, os duos, no mesmo sentido ou não, segundo o comando. Até a contra-ordem!

20. REFORMAR A GRANDE RODA
Os cavalheiros caminham de costas, se colocando entre os damas. Todos se dão as mãos. A roda gira para a direita ou para a esquerda, segundo o comando.

21. DESPEDIDA
De um ponto escolhido da roda os pares se formam novamente, Em fila, saem no GALOPE, acenando para o público. A quadrilha está terminada. Nas Festas Juninas Mineiras, após o encerramento da quadrilha, os músicos continuam tocando e o espaço é liberado para os casais que queiram dançar.

13 de jun de 2010

Festa do Padroeiro “São João Batista”

Terá como tema “São João Batista anunciou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” e acontece de 15 a 24 de Junho de 2010 no povoado Maribondo
A comunidade católica do povoado Maribondo, distante 15 km da sede do município, Pirambu, celebra no período de 15 a 24 de Junho de 2010 a tradicional Festa do Padroeiro São João Batista. Este ano terá como tema: “São João Anuncia o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Confira abaixo com total exclusividade a programação da festa, disponibilizada por um dos membros da Comissão Organizadora da Capela São João Batista, José Almeida Neto.

Dia 15/06 – Terça-feira
Às 19:00hs Missa
Celebrante: Pe. Inaldo
Patrocinadores: AGRICULTORES E TERÇO DOS HOMENS.
Organizadores: Luciene e Gileno
Sub Tema: Voz que clama no deserto. MT, 3,1-3

Dia 16/06 – Quarta-feira:
Às 19:00 hs Missa
Celebrante: Pe. Natal
Patrocinadores: COMUNIDADE DE BEBEDOURO E FUNCIONÁRIOS DIZIMISTAS.
Organizadores: Flávia e Sandra
Sub Tema: Veste e Comida. MT, 3-4

Dia 17/06 – Quinta-feira:
Às 19:00 hs Missa
Adoração as 15:00 hs
Celebrante: Pe. Messias
Patrocinadores: ESCOLA MUN.ODETE P. DE SANTANA E SECRETARIA DE EDUCAÇÃO.
Organizadores: Manildo, Mª de Lourdes Gouveia.
Sub Tema: “Saiam à sua Procura” o povo procura profetas e confessa os pecados.MT.3-5

Dia 18/06 – Sexta-feira:
Às 19:00 hs Missa
Celebrante: Pe. Nanay
Patrocinadores: APOSTOLADO DA ORAÇÃO E COMERCIANTES.
Organizadores: Lêda, Maria Guimarões.
Sub Tema: Denúncia Fariseus e Saduceus de ontem e de hoje. MT. 3-7

Dia 19/06 – Sábado:
ÁS 19: hs Missa
Celebrabnte: Pe. Nanay
Patrocinadores: CASAIS E R.C.C
Organizadores: Neto e Josileide
logo após Show o Ministério “UNIDOS EM CRISTO” de Pirambu
Sub Tema: Anuncia o Julgamento de Deus. MT.3-10

Dia 20/06 – Domingo:
Ás 19:00 hs Missa
Celebrante: Pe.Natal
Patrocinadores:COMUNIDADE DE AGUADA E BACAMARTEIROS E IDOSOS.
Organizadores: Maria Nascimento, Nivalda, Idelfonso.
Sub Tema: Eu vos Batizo com água para conversão. MT. 3-4

Dia 21/06 – Segunda-feira:
Ás 19:00 hs Missa
Celebrante: Pe. Natal
Patrocinadores: COMUNIDADE DE SÃO JOSÉ
Organizadores: Marlene, Silvânia, Nair,
Sub Tema: As multidões perguntavam: Que devemos fazer? LC. 3-10

Dia 22/06 – Terça-feira:
Ás 19: hs Missa
Celebrante: Pe. Raimundo (Japoatã)
Patrocinadores: PREFEITURA MUNICIPAL, CÂMARA DE VEREADORES, JUAREZ DE DEUS, ZÉ RAIMUNDO.
Sub Tema: Os publicanos perguntavam “que devemos fazer” honestidade contra a corrupção. LC. 3-12

Dia 23/06 – Quarta-feira:
Ás 19: hs Missa
Celebrante: Pe. Paulo (Gararu)
Patrocinadores: PESCADORES Organizador: Vado
Sub Tema: Os soldados perguntavam: o que devemos fazer? Não maltratar e fazer denuncias falsas. LC. 13-14

Dia 24/06 – Quinta-feira:
Ás 06: hs Alvorada festiva e Oficio.
Ás 09:00 hs Missa solene e Batizados e Benção dos Enfermos.
Celebrante: João/Natal
Sub Tema: Sub Tema: Anuncia o Mesias que batiza no Espírito Santo. MT. 3-11
Ás 16:00 hs Procissão e Benção com o Santíssimo com a participação das comunidades vizinhas.
Pífano de Sabal.
Ás 20:00h – um Grande Leilão

São Pedro – Já no período de 27 a 29 de Junho acontece o Tríduo em homenagem a São Pedro, também naquele povoado. A procissão acontece a partir das 16 horas do dia 29. A festa social está prevista para os dias 28 e 29 de julho, cuja programação está sob a responsabilidade de secretaria municipal de Cultura, parceira na realização deste momento festivo do povoado Maribondo.

12 de jun de 2010

Vereadora ressalta Dia da Imprensa na Câmara de Propriá

Parabenizao a todos os jornalistas e radialistas sergipanos e, em especial ao professor e jornalista Claudomir Tavares, da Tribuna da Praia”.
 A vereadora Rosélia Maria Bento Fraga, "Rosélia da Ponte" (PTC), usou a tribuna da Câmara de Propriá para fazer uma homenagem aos profissionais de comunicação pela passagem do Dia da Imprensa, comemorado em 1º de junho. A parlamentar leu um texto de sua autoria para fazer a homenagem. Confira trechos:

“Essa semana foi comemorado o Dia da Imprensa. É um dia de luta, mas também tem muito o que comemorar. Apesar da nossa democracia ser frágil e jovem, saiu de um período de trevas tanto na área da política quanto na área das liberdades constitucionais do cidadão e da imprensa, num período de duas décadas de ditadura, onde a censura, tanto aos meios de comunicação quanto à livre expressão do cidadão, foi muito rígida e agora nos encontramos num processo de resgate dessa liberdade de imprensa e também de expressão. Portanto, é fundamental que esta bandeira seja reforçada para que haja um debate para que se conscientizem cada vez mais o profissional de imprensa e os veículos de comunicação no papel que eles tem a desempenhar.

Não existe uma sociedade livre e democrática sem uma imprensa livre e democrática, vivemos numa condição de liberdade plena que é fato. Vez por outra é que aparece um cerceamento do poder Judiciário, mas não como um poder instituído de censura. Quando se fala em liberdade de imprensa, ela deve ser buscada a todo custo, o que prevalece hoje é uma liberdade para poucos é um universo pequeno de pessoas em se falando de Brasil.

Pensando-se então na construção de um espaço de comunicação onde a comunidade se faça presente e que o cidadão terá a possibilidade de dar resposta a algo o qual venha lhe ser causado. Encerro aqui meu pronunciamento parabenizando a todos os jornalistas e radialistas sergipanos e, em especial ao professor e jornalista Claudomir Tavares, da Tribuna da Praia”.

11 de jun de 2010

Ex-juiz sonha com a prefeitura de Pirambu

Depois de César Rocha, Sílvia Cruz, André Moura e Zé Nilton, surge mais um ‘Salvador da Pátria’
Por Claudomir Tavares * | claudomir@infonet.com.br
O município de Pirambu é mesmo o paraíso do turismo político. Basta que um cidadão compre uma casa de veraneio, efetue uma inscrição eleitoral, ou se aparente com um cidadão pirambuense para se achar no direito de eleger-se síndico deste condomínio de quase 9 mil habitantes. Os resultados, com raras e sem muitas honrosas exceções, são desastrosos. Até 1982, estas tentativas foram rechaçadas pelos eleitores, que apostaram naqueles nascidos ou residentes em um dos cantos deste município cuja área geográfica é de 198,3 km², mas com uma participação na área do Estado de apenas 0,90 %. Assim, foram eleitos João Dória do Nascimento (1965 e 1972), Walter Amaral Lemos (1966), Juarez Lopes Cruz (1970), Daniel Luiz dos Santos (1976) e Marcos Lopes Cruz (1982).

A partir daí, tem-se início o ciclo dos prefeitos chamados por parte da população de ‘pára-quedistas’ ou ‘forasteiros’ (termo que particularmente não concordamos e evitamos utilizá-los). Foram eleitos neste período, sem fincar residência na cidade, apesar de possuir imóveis, César Vladimir de Bonfim Rocha – apoiado por Marcos Cruz (1988), Sílvia Maria de Vasconcelos Palmeira Cruz – apoiada por César Rocha (1992), André Luiz Dantas Ferreira – apoiado por Sílvia e Marcos Cruz (1996) e com a impugnação de Elio José Lima Martins, eleito para servir de instrumento dos Mouras, o pirambuense Juarez Batista dos Santos (2004). Depois de uma segunda tentativa, elege-se prefeito de Pirambu o atual José Nilton de Souza – apoiado por Marcos e Sílvia Cruz (2008).

Marcos e Sílvia, ex-prefeitos, o primeiro filho e irmãos dos ex-prefeitos Mário Trindade Cruz (Japaratuba) e Juarez Lopes Cruz (Pirambu) sempre recusaram-se em apoiar pirambuenses, fazendo opção por César Rocha (1988), André Moura (1996) e Zé Nilton (2008). Descontentes, apelam aos pirambuenses para manter algum filão do poder, como quando destronados de secretarias nas administrações André Moura e Zé Nilton. Marcos Cruz ensaia uma pré-candidatura em 2012, opondo-se ao ‘modus operandi’ do atual prefeito, de qual é o atual vice-prefeito.

Em Pirambu, as eleições são sempre marcadas pela polarização, principalmente desde 1976, quando disputaram o comando da prefeitura Daniel Luiz e Capitão Cardoso. Em 1982, apesar de cinco candidatos (Marcos Cruz, Lúcio Almeida, Zé Alexandre – PDS, Nelson Vieira e Seu Andrade – PMDB), estas se acirraram pelos dois primeiros. Em 1988, César Rocha e Carlinhos Amaral duelaram pela administração municipal, no primeiro rompimento do tripé ABC (Amaral, Cruz, Bonfim) – venceu as letras BC. Quatro anos depois, eram Sílvia Cruz que duelava contra o outro Amaral (Waltinho) – 2X0 para BC. Eram dois filhos da terra derrotados por dois herdeiros da tradição familiar do médico Lourival Bonfim e do agricultor Mário Trindade Cruz.

As eleições de 1996 foram marcadas pela polarização entre o então vice-prefeito Evaldo de Carvalho (Gago), apoiado pelo ex-prefeito César Rocha e toda oposição e o filho do deputado estadual Reinaldo Moura, André, que depois de eleito, rompeu com sua principal cabo-eleitoral, a antecessora Sílvia Cruz. Quatro anos depois, impunha a maior derrota a seu esposo, o também ex-prefeito Marcos Cruz. André Moura conseguiu manter o controle da prefeitura, elegendo uma de suas crias políticas, o vereador Juarez Batista prefeito de Pirambu (este se comportou como um instrumento de André, que era o prefeito de fato, até o rompimento em junho de 2007, resultando na malfadada oposição de triste memória.

Com o PMDB na prefeitura, através da interinidade do vereador Antônio Santana (que de vice-presidente da Câmara, apesar das denúncias que pesavam contra ele, foi alçado de forma injustificável do ponto de vista empírico a prefeitura de Pirambu, permanecendo até o final do mandato do prefeito afastado Juarez batista), ficou mais fácil a ascensão do seu correligionário José Nilton a prefeitura de Pirambu, na mais acirrada disputa política da nossa História, marcada pelo braço da traição do governador Marcelo Déda que apunhalou seus companheiros de partido.

Quando se imaginava superada esta etapa de eleição de políticos transgênicos (o termo não é agressivo, mas como elemento de compreensão da realidade), és que surge mais uma ficha que começa a render apostas de setores consideráveis da população. Ex-promotor e juiz da comarca de Japaratuba, o advogado João Guilherme de Carvalho tem uma presença muito forte na vida política de Pirambu. Atuou nestas condições em duas eleições importantes, cujas derrotas foram amargadas pela oposição liderada pelos irmãos Amaral (Carlinhos – 1988 e Waltinho – 1992), com todo respaldo dos grupos que se opunham aos Cruz e Bonfim.

Não podemos concordar com insinuações de que a presença do promotor e depois juiz naquele processo teria facilitado as vitórias das forças de situação, o que seria no mínimo leviandade e irresponsabilidade de nossa parte, mas tente tirar isso do imaginário popular. O fato é que, coincidente ou não, João Guilherme veio a ser vizinho do ex-prefeito César Rocha, adquirindo um terreno onde depois fincaria casa de praia, a maior em área em toda a porção urbana de Pirambu.

Aqui não estamos fazendo qualquer apologia contrário a legitimidade do fato do advogado tentar fincar os pés na política local, pois segundo o senso comum, com a ascensão deste ou de outro, é impossível Pirambu ficar como está, até porque as perspectivas apontam a reeleição do atual prefeito José Nilton ou a eleição de um representante do ex-prefeito André Moura, possivelmente Elinho Martins. Fala-se em uma possível candidatura do petista Vado de Gago, mas mesmo em seu partido não há quem acredite nesta possibilidade. Outro partido que já definiu pelo lançamento de candidatura própria é o Partido Verde, que definitivamente descartou aliança com Nilton, André ou os Gagos, por não vê muitas diferenças em seus projetos.

Segundo uma bem informada ponte ligada ao João Guilherme, este irá começar montar um grupo e disputar no mínimo em condições de igualdade a prefeitura de Pirambu em 2012. Apesar de apresentar-se como o ‘novo’, o ex-secretário de estado da Justiça e depois de Segurança Pública no governo de Albano Franco, que está filiado ao PSDB, já tentou disputar as eleições para deputado estadual em 2002, mas desistiu por não vê chances de vingar uma vitória de seu projeto. Pirambu seria, então, um Porto Seguro. Pelo seu perfil ideológico, ele não teria dificuldade em receber apoio do atual prefeito José Nilton ou do deputado estadual André Moura, aliás, com os quais mantém equilibrado relacionamento.

De nossa parte, que apostamos na pluralidade, apesar das discordâncias ou concordâncias com estes ou aqueles nomes, desejamos boas vindas ao senhor João Guilherme, acreditando que o seu ingresso na política via Pirambu apimenta a política local.
________________________________
* Professor da rede pública municipal em Pirambu, estadual em Propriá e do Pré-Universitário/SEED

10 de jun de 2010

JOÃO DUBECO vence 14º Festival de Poesia Falada de Japaratuba

Texto: Elton Coelho * | Foto: Emsergipe.com (Arquivo)
Show de interpretação, de encenação e de poesia literária. Assim pode ser resumida a noite glamorosa que viveu o clube professora Rita de Cáscia, na cidade de Japaratuba na última sexta-feira, 04, ao realizar o XIV Festival de Poesia Falada Poeta Garcia Rosa.

Aberto pela prefeita Lara Moura, o Festival de Poesia atraiu não somente um bom público que lotou o clube social, mas notabilizou-se por prestar uma homenagem a um dos filhos ilustres de Japaratuba, o conselheiro do Tribunal de Contas e ex-deputado estadual, Reinaldo Moura Ferreira.

Noutra parte, a comissão julgadora foi composta por poetas, jornalistas e intelectuais de alto gabarito, trazendo nomes como: Luiz Antonio Barreto, Jozailto Lima, Aline Almeida, Guga Oliveira, Jorge Marcelo Ramos, Juscelino Pinheiro de Brito e Sonis Alberto do Nascimento.

Cerca de 16 poesias foram classificadas para a noitada literária que, após todas as interpretações realizadas e haver atraído poetas de vários municípios sergipanos, ficou assim definida:

1º lugar – Súplica Ardente dos Degregados Filhos de Maria – autoria de João Batista (foto) e interpretação de Jadson Rocha – R$ 1.000,00 (Japaratuba)

2º lugar - Renascer para Recomeçar – autoria de José Edson – R$ 800,00 (Estância)

3º lugar – Mas de Poeta e de Louco – autoria Périclys da Rocha – R$ 700,00 (japaratuba)

4º lugar – Inquietude - autoria de Tarciso Ramos – R$ 600,00 (Estancia)

5º lugar – Eu sou José – autoria de José Pereira – R$ 500,00 (Japaratuba)

Melhor Intérprete – Jadson Rocha – R$ 300,00

Melhor Produção Cênica – João Batista – R$ 300,00
Júri Popular – foi para Pérycles da Rocha, autor de “Mas de Poeta e de Louco” - R$ 400,00

Ao final do evento, a prefeita Lara agradeceu a presença dos integrantes do corpo de jurados, do público presente, além da homenagem feita ao conselheiro Reinaldo Moura, destacando a vivacidade cultural de Japaratuba e o show à parte de interpretação e letras compostas pelos poetas.

Confira na íntegra o texto do poema vencedor do XVI Festival de Poesia Falada de Japaratuba:

"Súplica ardente dos 'degredados filhos de Maria"
Autor: João Batista (João Dubeco)

Na escuridão da noite inicial,
Quando os primigênios
Colheram na árvore santa dos sonhos,
Cujos frutos da mente, são chaves
Para abrir as portas do segredo e do silêncio.
Quando os segredos de Deus,
Tão guardados, enfim foram revelados,
Nus sobre o sol.E as luzes do Éden
Extintas, os portões foram selados
Para áqueles que tentam
Ler os mistéiros do desnino humano.

Banidos foram as mais perfeitas criaturas,
A serpente foi com eles e, no cortejo,
Anjos rebeldes os perseguiram.
E, lançados pelos corredores do inferno,
Coroaram Satanás. Construíram este
inferno de abismo em que se afoga
O desespero do homem. De música
Fizeram os mares, para conter o céu
Que os persegue. Tornaram-se frágeis
Para suportar a cabeça do Eterno
Que se inicia sonhando sobre eles.

Morrer? Não era a morte o que sonhávamos
São pobres demais para morrer.

Os anjos arquitetam seus deignios
Sem consultar a estrela que os guia?
.... e a morte olhando esse jogo de equilibrista.

E Deus, pastor do espanto e da ternura,
Vive catalogando as suas agonias
E manda os seus tufões os arrastarem
Mortos ou vivos , pela escuridão.
Mas não é o abismo, o que eles temem.
É o retorno. É ver Deus
Jogando os dados do destino.

Vencer o tempo era o desígnnio.
Perderam a batalha. Vencidos,
Eis que a morte os acolhe,
Nos caminhos inquietos deste mundo
Entre o impossível e o abismo
Da morada dos Eleitos.
Para que eles, malditos ou felizes,
- filhos da luz e do Mistério,
Um dia possam caminhar sem sobressaltos
Em direção dsa Rosa de Ouro em chamas
E lá construírem outra pátria,
Arquitetada par ouvir o apelo de nossas asas.

E eu, o anjo do julgamento, aquele que Tocará a trombeta no juízo Final,
Que volto do reino das Potestades,
Vim depressa socorre-los .
Trago nas mãos balança do Eteno,
Para pesar no escuro, o prato e o coração
Dos ungidos filhos de Adão, sob o clarão
Da túnica da virgem que vem tangendo
Os carrilhões da aurora.

Eu vim ouvir a noite e seus vassalos,
No conselho dos Arcanjos, e reunir
As legiões dos principados , para esmagar
As sombras do impevisto. Depois seguir
O rastro das estrelas e convocar Todos os santos
para o préstito do rgresso destes
" Degredados Filhos de Eva' que vivem
"Gemendo e chorando neste vale de lágrimas".

A sete chaves do trono onde Deus guarda os seus
Mistérios estão nas mãos do Arcanjo, eleito para
Vencer astúcias e as garras do dragão infernal.

E Tu, oh grande Taumaturgo, por tuas
Criaturas , á luz semeada pelas tuas mãos.
Louco ou possesso, um dia abri, chorando,
As portas de ouro e fogo que abriga teu
Misericordioso olhar de mestre.
Mas previa ser esta vida a senha eo itineário.
E faz que um novo canto se inicie e agrade,
Como outrora, à homens e feras.
Para que eles , egressos dste inferno,
Lembrem, sem chorar,tua presença.

E vós o mestre sobre a vida e a morte.
Ensina a teus discipulos à reta, dai-hes a
Senha, risca o itineário no mapa do teu céu,
E põe em suas mãos a rede e o leme, para que
Eles possam apanhar o ouro da luz que sobe
Das sandálias de teus pés, e no caminho
Amar a sua tenda em dominios seus,
Vencer a dor, o medo e a solidão.
Eis que com brado retumbante confirmei
Em alta voz : " Quem é como Deus ?"
Pois o Príncipe da Milícia Celeste os
Defendeu no combate e Venceu!
Amém."

__________________________________________
* Colaboraram nas informações os professores Antônio Glauber e Pedro da Cultura

9 de jun de 2010

Charge satiriza ‘queda’ de Lurdinha

A obra de arte nos foi enviada por um internauta que pede preservação de seu nome
Por Claudomir Tavares * | claudomir@infonet.com.br
Avaliada pelos professores e a sociedade pirambuense como a pior secretária municipal de Educação em Sergipe, a substituição da professora Maria de Lourdes Cardoso Gouveia, ou Maria Cardoso, era tida como certa por ’11 em cada 10’ pirambuense de bom senso. O próprio prefeito José Nilton (PMDB) chegou a afirmar para aliados, segundo nos confidenciou o presidente da Câmara, vereador Juarez de Deus e o líder do prefeito, vereador Ivan Biriba Dória, ambos do PMDB.

A cantilena do ‘cai ou não cai’, uma novela que só tem paralelos que a superam as disputas das duas Câmaras Municipais, (1995/96) e com o processo de Intervenção (2007/2008), ambos de triste memória e que foram escândalos de repercussão nacional. O prefeito tem cozinhado esta que é um clamor de professores, funcionários da educação, estudantes e pais de alunos, a sociedade pirambuense.

Apesar dos apelos insofismáveis dos que tem acesso ao prefeito, este não mostra a menor vontade política em substituí-la, pois José Nilton comunga em gênero, número e grau com as posições adotadas e pelas que estão ‘engatilhadas’ pela professora que fora arrancada da mesma função em Japaratuba na gestão do ex-prefeito Padre Gerard Olivier, PT (2001/2008) quando provocou estragos cujas seqüelas ainda hoje são sentidas pelos que fazem a educação no município vizinho.

Às 19h35min de 04/05 a Tribuna da Praia, recebeu a informação através de uma fonte insuspeita dando conta de que ‘Lurdinha Caiu’, o que nos fez anunciar em primeira página nas primeiras horas da manhã de 05/05. Dezenas de torpedos, e-mails e telefonemas foram dados querendo confirmar a informação. “Que notícia maravilhosa para começar o dia! Viva aos Céus!”, comemorava um deles. De lá para cá, esta permanece despachando normalmente como se nada tivesse acontecido.

Questionamos a fonte sobre esta situação e a fonte nos garantiu às 14h19min: “Não se preocupe, (...) pediu a pasta. Foi ontem”. E completou: “Ela já arrumou a sala”. A secretária, tentando desqualificar a informação da Tribuna anunciou que fora ela que pediu exoneração. “Peça a cópia do pedido”, desafiou a fonte às 10h26min do dia 06/05. Naquele dia o prefeito estava em Brasília (DF) e a informação era a garantia de que em seu retorno, na segunda-feira, 10/05, encerraria a malfadada ‘Era Lurdinha’.

Passados alguns dias, daquele anúncio que não se confirmou, recebemos a informação às 15h51min do dia 18/05 de que “Lurdinha está praticamente fora, não saiu porque hoje (18/05) e amanhã (19/05) o TCE está na secretaria de Educação e ela tem que assinar uns papéis.

Neste período, o prefeito José Nilton desfaz o mistério e convoca a professora Sônia Maria Santos para assumir a secretaria de Educação. A partir daí começaram a chover postagens no Mural de Recados da Tribuna da Praia cuja direção era atingir tanto a atual diretora da Escola Municipal Mário Trindade Cruz, como o filho do prefeito Rafael Marinho, favorável a sua indicação. As postagens utilizavam pseudônimos, sendo alguns muito suspeitos.

A resposta do Rafael foi de que “todos em Pirambu se conhecem, e estas pessoas não existem”, referindo-se aos nomes utilizados nas assinaturas das postagens. A Tribuna da Praia adota a política de privacidade de preservar o direito de expressão dos nossos leitores, ainda que através de pseudônimos, alguns deles contra nossa própria atuação, muitas vezes incompreendidas, o que é natural, compreendendo a pluralidade e a diversidade do nosso universo de leitores.

Sintonizado com este ‘cai-não caia’ da secretária, recebemos na última quarta-feira, 02, uma charge que sugere uma matéria sobre a ‘duro-na-queda’ Lurdinha, que, pela ação (ou falta dela) do prefeito José Nilton, tudo leva a crer que a demissão da secretária nunca passou pela sua cabeça, uma vez que ela faz exatamente aquilo que ele pensa para a educação em Pirambu (o que é lamentável) com um dado importante: ela não se preocupa em absoluto em assumir o ônus (incontáveis) e o bônus (estamos procurando) da política educacional do município, desde que seja preservada no cargo.

De nossa parte, desejamos que o prefeito José Nilton reveja seu discurso de antes da posse, quando disse que poderia “desagradar um aliado, mas nunca o povo de Pirambu”. Que Deus tenha piedade de nós... o povo de Pirambu!
________________________________
* Professor concursado das redes municipal em Pirambu, estadual em Propriá e do Pré-Universitário SEED/SE.

8 de jun de 2010

Programação do XVIII Forró Real

A maior festa junina do Baixo São Francisco AL/SE
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net

O Portal PORTOVIP, da cidade alagoana de Porto Real do Colégio, distante 172 km da capital Maceió, divulgou com exclusividade a Programação do XVIII Forró Real, a maior festa junina do Baixo São Francisco (alagoano e sergipano, se nos permitem os irmãos de ambos os estados).

Ela vai de encontro a uma programação divulgada em uma Comunidade de Site de Relacionamento, que anunciava uma relação de atração além das possibilidades daquele município. Entre as atrações, destaque para Forró das Antigas, Forró Maior, Gata Selvagem, Geane (ex-Forró Maior), entre outras.

A exclusividade fora obtida pelos responsáveis pelo Portal, junto a um filho da prefeita Maria Rita Bonfim Evangelista, a qual transcrevemos abaixo:

23/06 – Quarta-feira:
- Milho Verde
- Toninho Copacabana
- Forró das Antigas

24/06 – Quinta-feira:
- Eudes Santana
- Banda Avalon
- Forró Maior

25/06 – Sexta-feira:
- Cheia de Charme
- Forró do Tchê

26/06 – Sábado:
- Danadas do Forró
- Big Bem
- Karisma

27/06 – Domingo:
- Banda Stillus
- Milho Verde
- Gata Selvagem

28/06 – Segunda-feira:
- Alves Correia
- Sedução do Forró
- Stilus (Marquinho)

29/06 – Terça-feira:
- H2O
- Geane (ex-Forró Maior)
- Stilus (Gordo)

7 de jun de 2010

A Pré-História Sergipana

Por Fernando Lins de Carvalho
I – A Pré-História Brasileira

A reconstrução da pré-história brasileira emerge de inúmeros vestígios que indicam a presença humana no espaço que ora ocupamos.

Os vestígios podem ser diretos, ou indiretos.

Os locais onde são encontrados os artefatos são identificados como sítios arqueológicos.

A pré-história brasileira é dividida em dois grandes períodos:

Quaternário:

1. Culturas do Pleistoceno:

Anteriores a 12.000 anos A.P. (Antes do Presente – que por convenção, é 1950).

2. Culturas do Holoceno:

Posteriores a 12.000 anos A.P.

1. Culturas do Pleistoceno: anteriores a 12.000 AP.

Época que segue ao plioceno (terciário) e marca o início do quaternário. Estendeu-se nos dois últimos milhões de anos até doze mil anos passados, quando dá-se o início do holoceno. Este período testemunhou a evolução biológica e cultural do gênero homo.

Aparece o Homem americano e os primeiros registros do homem pré-histórico no Brasil.

A partir das teorias propostas, alguns pontos convergentes são aceitos na atualidade:

- Não há autoctonismo na América;

- Não houve e nem há um tipo ameríndio biologicamente homogêneo.

- A imigração mongolóide foi a preponderante.

- Subsistem dúvidas sobre outros tipos humanos que tenham contribuído para o povoamento da América.

2. Culturas do Holoceno: posteriores a 12.000 AP.

Atual período do quaternário iniciado a aproximadamente dose mil anos. Os sítios arqueológicos do Brasil estão incluídos no período, salvo alguns ao final do pleistoceno.

A pré-história brasileira no período quaternário, o holoceno, é subdividida em duas fases: pré-cerâmicas, entre 12.000 a 5.000 anos A.P. e dos ceramistas, entre 5.000 anos A.P. ao presente.

Nas culturas pré-cerâmicas, a pedra era predominantemente utilizada para fabricar artefatos que englobam ferramentas, armas e objetos de adornos.

Os sambaquis foram caracterizados como sendo as culturas pré-cerâmicas do litoral. Em lagunas, baías, enseadas ou ao longo dos mangues há o registro de importantes sítios arqueológicos classificados como sambaquis, palavra que significa amontoado de mariscos ou conchas, compreendendo, portanto, os acúmulos artificiais de conchas e moluscos.

As culturas dos ceramistas estão subdivididas em:

a) Culturas Meridionais: tradições Taquara e Itararé – os grupos pré-históricos procuraram o planalto meridional, distante dos rios mais importantes, provavelmente fugindo do avanço tupi-guarani, os hábeis canoeiros.

b) A Cultura do Brasil Central e Nordeste: tradições Uma e Aratu - as culturas da tradição Uma situaram-se nos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas e Goiás.

A tradição ARATU ocupa um vasto território: de São Paulo a Mato Grosso e do litoral da Bahia ao Rio Grande do Norte.

II – A Pré-História Sergipana

Dentre os agrupamentos pré-históricos sergipanos, as sondagens, escavações e raras citações bibliográficas permitem, como hipótese preliminar, a identificação de três culturas: Cultura Canindé, Cultura Aratu e Cultura tupiguarani.

Culturas pré-históricas em Sergipe

As culturas pré-históricas em Sergipe já foram identificada em 11 municípios sergipanos:

Canindé do São Francisco Cultura Canindé
Frei Paulo Cultura Aratu
Riachuelo Cultura Aratu
Divina Pastora Cultura Aratu
Pacatuba Cultura Tupiguarani
Santo Amaro das Brotas Não Identificada
Riachão do Dantas Não Identificada
Pedrinhas Cultura Aratu
Arauá Não Identificada
Santa Luzia do Itanhi Cultura Aratu
Cristinápolis Cultura Aratu

1. A tradição Canindé – 9.000 AP

A área pesquisada compreende sondagens e escavações sediadas em terraços e afluentes do rio São Francisco, em canyon inundado com o represamento das águas do rio, em Xingó, Canindé. Os sítios ocupam os topos ou flancos dos terraços e abrigos em riachos afluentes, onde foram localizados, em sua maioria, os sítios de registro rupestres.

2. Tradição Aratu – 800 a 1700 AP

A tradição Aratu, a partir de prospecção efetuadas nos Estados de Bahia, Sergipe e Pernambuco, foi estabelecida pelo arqueólogo Valentin Calderón, integrante do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas – PRONAPA, nos anos sessenta. Pretende-se tal denominação ao Sítio Arqueológico Guipe, no centro industrial Aratu, onde Calderón efetuou salvamento arqueológico.

3. Tradição Tupiguarani – 900 a 1900 AP

A última expansão cultural pré-cabralina no litoral brasileiro foi efetivamente, a Tupi-guarani. A coesão e similitudes culturais entre os diversos aldeamentos na costa brasileira lastreiam a hipótese de uma ocupação recente, quando da presença européia, no século XVI.


Bibliografia:

CARVALHO. Fernando Lins. A pré-história sergipana. Aracaju: UFS, 2000.

6 de jun de 2010

Síntese Geográfica de Sergipe



Por José Lima Santana

1. Localização e limites

O Estado de Sergipe está localizado na Região Nordeste, com uma população de cerca de 1.800.000 habitantes, ocupando uma área de 21.862 Km². Limita-se ao Norte com Alagoas; ao Sul e ao Oeste com a Bahia; e ao Leste com o Oceano Atlântico.

2. Pontos extremos

No que concerne à posição absoluta, situa-se entre as latitudes sul de 9°31’ e 11°34’ e as longitudes oeste de 36°25’ e 38°14’. São seus pontos extremos: barra do Rio Xingó, em Canindé do São Francisco, ao Norte; curva do Rio Real, no povoado Barbeiro, em Cristinápolis, ao Sul; barra do Rio São Francisco, na ilha de Arambipe, em Brejo Grande, ao Leste; curva do Rio Real, no povoado Terra Vermelha, em Poço Verde, ao Oeste.

3. Regiões Geoeconômicas

O Estado possui 75 municípios agrupados em 13 microrregiões geográficas, organizando-se em regiões geoeconômicas como:
-
Litoral: corresponde à faixa costeira;
-
Cotinguiba: tradicional zona canavieira, localizada nos vales férteis dos rios Cotinguiba, Sergipe e Japaratuba;
-
Agreste: localizada entre o Litoral e o Sertão, voltada para os cultivos de subsistência, outros cultivos e criação de gado leiteiro;
-
Baixo São Francisco: região ribeirinha que se presta para o cultivo do arroz, mas, em parte, vem sendo utilizada para a produção de frutas por meio de modernos sistemas de irrigação;
-
Sertão: situa-se na parte oeste do estado, predominando a caatinga, a pecuária extensiva e as grandes fazendas de gado bovino.

4. Vegetação

A cobertura vegetal está praticamente extinta devido ao desmatamento, desde os tempos de sua conquista e colonização até os dias atuais, quando, a exemplo de todo o Nordeste, o homem fez a associação do machado e do fogo para destruir o ambiente natural, a fim de dar lugar às pastagens e à lavoura, sobretudo da cana-de-açúcar e, depois, do algodão e de outras culturas. A vegetação nativa, hoje, cobre menos de 5% do território sergipano. Do que resta merece destaque:

- Vegetação litorânea: formada por campos de dunas, matas de restinga e manguezais.
-
Floresta atlântica: aparece nos topos das colinas e sopé das serras, apresentando o extrato arbóreo, o arbustivo e o herbáceo.
-
Mata do agreste: composta por associações vegetais de exuberância bem menor que a floresta atlântica.
-
Caatinga: vegetação típica do semi-árido, com formação arbustiva rala, recobrindo o solo com plantas adaptadas à seca, formada por cactáceos, poucas árvores e muitos arbustos retorcidos.
- Cerrado: vegetação de gramíneas, a exemplo do capim de tabuleiro, apresentando manchas isoladas de árvores e arbustos.

5. Clima

O clima do Estado de Sergipe é controlado pelos sistemas tropical e equatorial. É um domínio de clima quente, com temperaturas médias mensais superiores a 24 graus centígrados. Os ventos dominantes são os alísios de sudeste e do nordeste. As chuvas caem em determinada época do ano, definindo uma estação chuvosa, no período outono-inverno, e uma estação seca com chuvas de trovoadas, no período primavera-verão. As chuvas são mais abundantes no litoral. A partir daí vão escasseando até o alto-sertão, onde, via de regra, chove pouco.

6. Relevo

Seu relevo é formado pelas seguintes unidades geomorfológicas:
-
Planície Litorânea: situada ao longo da costa, é caracterizada por praias e restingas, apresentando formação de dunas, cuja altitude não ultrapassa trinta metros.
-
Tabuleiros Costeiros: localizados após a planície litorânea, no rumo do interior; formam baixo planalto pré-litorâneo, com altitudes na faixa de cem metros.
-
Pediplano Sertanejo: situa-se no oeste do Estado, ocupando áreas aplainadas que variam de 150 a 300 metros; aparecem elevações como a Serra Negra, ponto culminante do estado com 750 m, no município de Poço Redondo.
-
Serras Residuais: localizam-se em volta de Itabaiana, na região central do estado, com destaque para a Serra de Itabaiana com 659m, além das serras Comprida, Cajueiro, Capunga, Quizongo, Borda da Mata, etc.
-
Planalto do Sudoeste e da Serra Negra: constitui um maciço residual de topo aplainado, possuindo várias elevações em torno de 500m, como as serras do Boqueirão, Cajaíba, Jabiberi, Macota, Aguilhadas, Palmares,etc, que se estendem pelos municípios de Riachão do Dantas, Tobias Barreto, Poço Verde e Simão Dias.

7. Hidrografia

O Estado é servido por 6 bacias hidrográficas:

São Francisco: a maior e mais importante, inclusive, pelo seu aproveitamento, servindo a várias cidades e povoados através de expressivo sistema de adutoras que capta suas águas; parte de seu curso, que se estende do riacho Xingó à foz, numa extensão de 236 km, percorre terras sergipanas, dividindo-as com as terras alagoanas.

Japaratuba: é a menor do Estado, tendo 92 Km de extensão. O rio Japaratuba nasce entre os Municípios de Feira Nova e Graccho Cardoso, possuindo uma planície aluvial onde se desenvolve a cultura canavieira. Citam-se como principais afluentes: Siriri, Riachão, Lagartixo, Japaratuba-Mirim e Cajueiro.

Sergipe: a mais importante, depois da bacia do São Francisco, por servir áreas produtoras de cereais e cana, assim como o criatório de gado. O rio Sergipe nasce na Serra de Boa Vista no município de Poço Redondo; seu curso possui 150 Km, tornando-se perene a partir do município de Nossa Senhora das Dores; serve como abastecimento de água para Aracaju, através dos seus afluentes Poxim e Pitanga. Outros afluentes: Cágado, Ganhamoroba, Caípe, Paramirim, Salgado, Cotinguiba, Jacarecica, Jacoca, Melancia e Sal.
Outrora, dizia-se que o rio Sergipe nascia na Serra Negra, na Bahia. Com o tempo, os geógrafos fizeram a devida retificação.

Vaza-Barris: essa bacia compreende terras sergipanas e baianas. O rio Vaza-Barris nasce próximo a Canudos, na Bahia, e penetra em solo sergipano pelos municípios de Simão Dias e Pinhão. Seu amplo estuário separa os municípios de Aracaju e Itaporanga d’Ajuda. Afluentes de destaque: Ribeira, Tejupeba, Xinduba, Salgado, Traíras, Jacoca e Lomba.

Piauí: é a segunda bacia do Estado em extensão, atrás da bacia do São Francisco (não se deve confundir a extensão da bacia com a extensão do próprio rio). O rio Piauí tem 132 km de extensão, nascendo em Riachão do Dantas e drenando terras do centro-sul, onde vicejam plantações de laranja, fumo e maracujá. Principais afluentes: Piauitinga, Fundo, Caiçá, Jacaré, Machado, Arauá, Indiaroba e Pagão.

Real: apenas a margem esquerda fica em terras sergipanas. O rio Real nasce em Poço Verde, na divisa com a Bahia. Seus principais afluentes são Jacarezinho, Jabiberi, Paripe e Itamirim. Deságua no Atlântico juntamente com o rio Piauí, formando imenso estuário, mais conhecido como estuário do Mangue Seco, imortalizado na literatura de Jorge Amado, famoso escritor baiano com raízes em solo sergipano.

Referências Bibliográficas

CORRÊA, Antônio Wanderley de Melo et ANJOS, Marcos Vinícius Melo dos. História de Sergipe – Para Vestibulares e Outros Concursos. Aracaju: InfoGraphics, 2004.
FREIRE, Felisbelo. História de Sergipe. 2 ed. Petrópolis: Editora Vozes/Governo de Sergipe, 1977.
NASCIMENTO, José Anderson. Sergipe e seus Monumentos. Aracaju: Gráfica Editora J. Andrade, 1981.
NUNES, Maria Thetis. História de Sergipe a partir de 1820. Rio de Janeiro: Editora Cátedra/INL, 1978.
__________________. Sergipe Colonial II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2000.
SANTANA, José Lima. História do Saneamento Básico em Sergipe. Aracaju: DESO, 1999.
SANTOS, Aldeci Figueiredo et ANDRADE, José Augusto. Nova Geografia de Sergipe. Aracaju: UFS/SEDL, 1998.
SOUZA, D. Marcos Antônio de. Memória sobre a Capitania de Sergipe. 2 ed. Aracaju: DEE, 1944.
VÁRIOS AUTORES. Sergipe Artístico e Monumental. Aracaju: Governo do Estado de Sergipe, 2000.

TODAS AS NOTÍCIAS