30 de ago de 2010

Leonardo Dias tem raízes em Pirambu

Filho de pais carioca e sergipano, sua mãe, Dona Creusa é natural de Lagoa Redonda, sendo Léo Dias o único candidato a governador com raízes em Pirambu

Leonardo Victor Dias é o único candidato ao Governo do Estado com raízes em Pirambu. Filho de pai carioca e mãe sergipana (sua mãe, ‘Dona Creusa’, é natural do povoado Lagoa Redonda), Leonardo mantém uma relação umbilical com o nosso município. Seus parentes estão distribuídos em duas comunidades (o outro povoado é Aguilhadas, próximo da sede do município).

Leonardo Dias é o único candidato a apresentar um programa de governo essencialmente sintonizado com os problemas demandados pelo nosso município, nas áreas de economia, cultura, educação, meio ambiente, turismo: é o Projeto ‘Sergipe no Século 21’.

Segundo Leonardo, “não é admissível que no Conselho Estadual de Meio Ambiente não estejam contemplados os pescadores, e neste particular Pirambu tem todos os credenciais, pois sua entidade de classe, a Colônia de Pescadores, está se preparando para comemorar 100 anos em 2011, lembra o candidato.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 30/08/2010

Feirinha é atração em Propriá

Espaço de encontro e comercialização de produtos mobiliza tardes de domingo em Propriá

A cidade de Propriá, outrora a segunda economia do estado, perdeu esta condição quando na virada dos anos 60 para 70 do século passado, época em que fora inaugurada a Ponte da Integração Nacional, que ligou os estados de Sergipe e Alagoas. Não obstante o progresso que se promoveu na região, com ganhos substanciais do lado alagoano, a Propriá restou à estagnação econômica, pois a cidade deixou de reunir os grupos de pessoas que aguardavam a travessia da balsa e ferro-boat, inclusive o embarque nos hidroaviões que levavam passageiros para Maceió e Aracaju.

Mas a cidade tem se revelado possuidora de uma capacidade inabalável de reagir e sua feira, que ainda é a maior da região, tem se irradiado em outras ramificações. Além da feira da cidade, que de segunda à sábado, e principalmente neste dia, atrai milhares de pessoas para vender e comprar produtos, pagar suas contas, movimentar o comercio da cidade, há ainda os espaços alternativos, como a Feira de Bordados de Cedro de São João, que acontece nas manhãs de sábado, a Feirinha da Bairro América no domingo pela manhã e a Feirinha de Comidas Típicas, que movimenta a cidade nas tardes de domingo. E é sobre esta que chamamos a atenção no dia de hoje.

Esta feirinha de comidas típicas reúne nas tardes de domingos as famílias de Propriá, que afluem para o local, numa simbiose de lazer e de gosto irrepreensível de provar as iguarias ali comercializadas. São centenas, milhares delas que se confraternizam, provam das iguarias, como bolos, pastéis, sucos, refrigerantes, doces, salgados, todos eles preparados de forma artesanal. A feirinha que tem seu local de origem a Praça João Fernandes de Britto, conhecida como Praça da Estrela, as margens do Rio São Francisco, está momentaneamente localizada na Praça Dom Antônio Cabral, entre o Coreto e o fundo da Catedral Diocesana, devendo retornar para aquele local tão logo sejam concluídas as obras do Projeto Orla que a prefeitura realiza na cidade e que trará resultados positivos para a infraestrutura urbana da cidade.

Aqui fica uma sugestão: considerando o potencial artístico e cultural da cidade, que semanalmente a prefeitura promova um grupo (musical, folclórico, teatral, poético, etc.) que se apresentaria no local, dialogando as várias vertentes culturais com a sociedade, para quem sabe assim, desprostituir-se dos ritmos comerciais que tem infernizado as mentes e corações de nossas novas gerações.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 30/08/2010

27 de ago de 2010

Professores de Pirambu em greve por tempo indeterminado

Em assembleia, educadores decidem cruzar os braços nas próximas horas
 
Educadores da rede municipal de Pirambu, reunidos na tarde de ontem em assembleia geral extraordinária decidiram cruzar os braços nas próximas horas em protesto contra o não cumprimento da Lei Federal Nº 11.738/2008, que estabelece o Pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional e que a prefeitura municipal insiste em desrespeitar o Poder Judiciário, ignorando inclusive a existência do Ministério Público Estadual, que tem insistentemente suas determinações e deliberações jogadas ao lixo, como se este não existisse em nosso município.

Obedecendo ao cumprimento de um cronograma previsto na lei de greve, que fixa um prazo de 72 horas contados a partir da deliberação pela paralisação, a direção do SINTESE (Sindicato dos Trabalhadores na Rede Oficial de Educação Básica em Sergipe) encaminhará comunicado nas próximas horas ao prefeito municipal informando-o que os professores da sede do município e dos povoados cruzarão os braços na próxima quarta-feira, 1º de Setembro de 2010, mobilizando-se hoje, no final de semana, na segunda e terça-feira, massificando-o.

A paralisação dos professores de Pirambu põe em xeque a política educacional do prefeito José Nilton, considerada em 2009 a pior de Sergipe, quando a categoria atribuiu a sua gestão a nota zero, devendo repeti-la em 2010. A totalidade dos profissionais da educação, incluindo professores, funcionários, aliados aos estudantes, pais de alunos e a sociedade em geral já identificou o inimigo número um da educação: o próprio prefeito, retirando à culpa que antes era imputada a gestora da educação, a professora Maria de Lourdes Cardoso Gouveia.

Para os professores, todo o encaminhamento da atual política educacional do município tem a chancela do prefeito, sendo ele o responsável pela formulação das ações que tem contribuído para que o atual gestor tenha sua passagem melancólica a frente da prefeitura como a pior de todos os tempos, superando a João Dória, Valter Amaral, Juarez Lopes Cruz, Daniel Luiz, Marcos Cruz, César Rocha, Sílvia Cruz, André Moura, Juarez Batista, Moacir Santana e seu antecessor Antônio Santana.

Os professores assumem o compromisso de repor os conteúdos das aulas não ministradas nos dias de greve, uma vez que estes tem reafirmado peremptoriamente a condição de defensores de uma escola pública, democrática e de qualidade social. Assim, pedem aos pais de alunos, a sociedade em geral que não enviem seus filhos as escolas a partir da próxima semana, convidando-os a participar da Agenda de Lutas, das mobilizações que serão levadas as ruas já a partir de hoje, quando os educadores irão dialogar com a sociedade sobre o caos estabelecido.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 27/08/2010

CONVITE: PCB lança Comitê Central e ‘Manifesto Sergipe no Século 21’

Professor Claudomir Tavares (PCB/Pirambu) entre Leonardo Dias (candidato a Governador) e Antônio Marques (candidato a Senador)
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) convida a sociedade sergipana para o Ato de Inauguração do Comitê Central da Campanha ‘Sergipe no Século 21’, localizado à Avenida Barão de Maruim, 728 (Aracaju), do lançamento do “Manifesto Sergipe no Século 21”, do Blog e do Twitter oficial do candidato ao Governo do Estado Leonardo Dias. O ato está previsto para acontecer a partir das 18 horas e contará com as presenças de todos os candidatos da legenda, dirigentes, lideranças, filiados e simpatizantes do Partidão.

“Na ocasião será lido o conteúdo do Manifesto (o qual disponibilizamos abaixo com absoluta exclusividade), e fica permitida pelo PCB/SE toda a sua veiculação nos órgão da imprensa. Na verdade, será uma grande satisfação não só contar com a presença de vocês, mas também com a divulgação do conteúdo do manifesto”, informa Saulo Henrique, da coordenação da campanha ‘Sergipe no Século 21’

“Pensamos que é dessa maneira que se faz política de verdade: Produção de ideias, e não simplesmente críticas feitas ao acaso. A atenção da imprensa, algo que confere ao período eleitoral um clima de neutralidade jornalística, para nós isso é fundamental”, completa o dirigente comunista. Confira abaixo o Manifesto que será lançado logo mais a partir das 18 horas:

Manifesto Sergipe no século 21

O cenário em que se configura o pensamento e a prática política partidária no Estado de Sergipe é desolador. O que determina nossos “representantes” a agirem é a ganância por poder; o inaceitável continuísmo das práticas caquéticas e decadentes revela a cópia do mesmo modelo, sempre mascarado pela ilusão da suposta “Mudança”. Eis o momento em que o maniqueísmo da velha disputa entre o bem e o mal, algo por si só indecente, se desfaz e se revela faces da mesma moeda, portanto, mercadoria com o mesmo valor.
É em nesse cenário medonho e degenerado da política de nosso Estado, o qual se mostra como fenômeno imutável da história e responsável por todas as mazelas sociais pela qual vem sofrendo o povo sergipano, que o Partido Comunista Brasileiro (PCB) se apresenta como uma alternativa antagônica ao modelo atual, através de um projeto verdadeiramente outro, socialista e, por tudo isso, revolucionário; a antítese da realidade atual. Esse projeto que apresentamos à sociedade sergipana chama-se Sergipe no Século 21!

Mas, por que Sergipe no Século 21?

A resposta dos comunistas sergipanos a essa questão é clara e deriva de um entendimento realista do cenário político sergipano. Ora, nós vivemos na época da corrupção dos ideais de construção de uma sociedade justa e no ápice da estagnação das práticas políticas; se pensarmos bem e refletidamente os destinos do povo sergipano estão concentrados nas mesmas mãos e repousados nas mesmas atitudes, há décadas os governos que se alternam fazem apenas com que se preserve o poder das oligarquias e os jogos de interesses, aliado ao descaso para com o povo. A corrupção pública é a mesma de outrora, na saúde nada melhorou, a segurança pública continua sendo entendida simplesmente como sinônima de repressão e coerção violenta. A manutenção nos cargos públicos continua sendo mantida na base das “gentilezas” e favores, através de acordos de gabinetes, do uso irrestrito do dinheiro público e privado nas campanhas, do aparelhamento da maquina pública para fins alheios ao interesse da coletividade. Em alguns aspectos a suposta novidade, “a Mudança”, se configura inclusive em retrocesso porque a cultura sergipana praticamente foi esquecida e, pasmem, Sergipe hoje possui um dos piores níveis em educação no Brasil.

Para nós do Partido Comunista Brasileiro (PCB). João e Déda são faces da mesma moeda, não há novo e velho, não existe maniqueísmo porque ambos são antiquados. O político comprometido com o povo e os movimentos sociais, os intelectuais progressistas, e o povo consciente do governo em que vive vão lembrar o governo Déda como aquele que mais perseguiu os trabalhadores, que desprezou a educação, que se vendeu às oligarquias, que traiu os ideias de uma sociedade justa, e aquele que fez do Governo do Estado seu parque de diversões e um modo de massagear o próprio ego. Em tudo isso Déda e João são farinhas do mesmo saco, uma repetição da mesmice!

Por mera comodidade, ou mesmo promiscuidade, quem estava antes com João hoje está com Déda, mas nenhum deles está com o povo! Enquanto eles se revezam no poder, o povo e as instituições são deixados à deriva, à pura sorte dos acontecimentos. Ou seja, em Sergipe nosso modelo é o do atraso, ainda não percebemos nem sentimos os sinais da diferença e do novo, ainda não chegamos ao século 21, nossas história se repete constantemente, é tautológica, como se seguisse uma temporalidade cíclica, é o eterno retorno do mesmo. Em Sergipe é um fato social ainda estarmos no passado!

Com efeito, diante de tal configuração, o Projeto Sergipe no Século 21 é pensado e apresentado como a antítese, o contraponto, a crítica do presente contínuo do passado na política sergipana. Nós somos o verdadeiramente novo, não representamos o ideal de mudança que simplesmente pretende alternar os mandatários do poder, mas a transformação do pensamento e da prática política, porque nosso ideal é promover a justiça e a igualdade social. É por isso que os comunistas sergipanos, respeitando e defendendo os ideais socialistas, peça de toque e presença constante na história do PCB, lança o jovem Leonardo Dias, candidato ao Governo do Estado de Sergipe, e outros batalhadores por transformar a sociedade sergipana, candidatos ao Senado, à Câmara Federal e à Assembléia Estadual, como os porta-vozes do Projeto Sergipe no Século 21.       

Chega de continuísmo e que a revolução sergipana se inicie, vestida de vermelho e com as bandeiras do PCB.

“É força, ação, aqui é o Partidão!”

“De Leste a Sul e no país inteiro, viva o Partido Comunista Brasileiro”

Aracaju (SE), 27 de Agosto de 2010

Comitê Regional do Partido Comunista Brasileiro/Sergipe

Transcrito do Portal AGENDA21.com.br - Em: 27/08/2010

Seminário discute a importância da água para o desenvolvimento econômico


A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e a secretaria de Estado do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia da Paraíba (SEMARH/PB), realiza de 1º a 3 de setembro, no Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) em João Pessoa, o seminário Diálogo Água e Desenvolvimento Econômico.

O seminário tem por objetivo propiciar a reflexão sobre o impacto das atividades produtivas em relação à quantidade e qualidade das águas do país, de modo a balizar a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Também visa discutir sobre a necessidade da inserção da dimensão ambiental no contexto do planejamento estratégico e das ações voltadas para as bacias hidrográficas.

O tema Água e Economia é um dos eixos temáticos a ser aprofundado com vistas ao fortalecimento da discussão das oficinas regionais de revisão do Plano Nacional de Recursos Hídricos, iniciadas em julho e que acontecem em cada uma das regiões hidrográficas brasileiras, até outubro de 2010.

O evento conta com a participação de representantes de organizações públicas, privadas e da sociedade civil, instituições de ensino e pesquisa, gestores e representantes de setores usuários de recursos hídricos.
Inscrições antecipadas até o dia 27 de agosto no seguinte endereço eletrônico: http://www.cnrh.gov.br/seminario/aguaeconomia ou no dia do evento. É necessária a confirmação de presença por e-mail: eventos@ipea.gov.br

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 27/08/2010

Curso Dinâmica Fluvial e Sedimentometria Projeto Águas do São Francisco

Data: 13 a 17 de Setembro de 2010
Local: Aracaju/Propriá ( aulas práticas e teóricas )  Carga Horária: 40 horas

Público Alvo: Engenheiros de Pesca, Agrônomos, Florestais, Ambientais e Civis, Geólogos e Geógrafos (prioritariamente)
Investimento: Gratuito
O curso será ministrado pelo Prof. Stevaux e Prof Luis Carlos com a participação da equipe do Laboratório Georioemar. As aulas teóricas serão em Aracaju (segunda, terça e quarta), no campus da UFS e as aulas praticas em Propriá (quinta e sexta).  Maiores informações: ayres@ufs.br/cristyanoa@yahoo.com.br
30428898/88080382/91326873

Inscrições: http://fredcosta.com/grupoacqua/

http://fredcosta.com/grupoacqua/cursos_setembro.html

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 27/08/2010

26 de ago de 2010

SINTESE realiza Assembleia Geral em Pirambu

Reunião está marcada para as 15 horas no Clubinho da Tartaruga, e deve reunir dezenas de educadores da sede do município e seus respectivos povoados
 
Indignados com o não cumprimento dos sucessivos Termos de Ajustes de Condutas (TAC’s), fruto de inúmeras e inomináveis Audiências Públicas celebradas com a chancela do Ministério Público, com o não cumprimento da Lei 11.738 e com o caos que se instalou na educação pública em Pirambu já há alguns anos, professores da rede municipal de ensino de Pirambu estarão reunidos na tarde de hoje a partir das 15 horas no Clubinho da Tartaruga em Assembleia Geral Extraordinária. Na ocasião serão discutidos os seguintes pontos de pauta, conforme edital assinado pela professora Ângela Maria de Melo, presidente do SINTESE:

a) Informes, discussão e encaminhamentos da luta pela efetiva Integralização do PSPN (Piso Salarial Profissional Nacional) em Pirambu, conforme prevê a Lei Federal Nº 11.738/2008;
b) Informes e encaminhamentos da luta sobre a jornada de trabalho dos com carga horária de 160 h (cento e sessenta horas) ¹
c) Discussão e encaminhamento da luta sobre o pagamento da Gratificação de Titulação e a Mudança de Nível dos Profissionais do Magistério Público:
d) Eleição de 02 (dois) educadores, sendo 01 (um/a) Titular e 01 (um/a) Suplente, para representar o Magistério Público Municipal de Pirambu na Comissão de titulação; e
e)  O que ocorrer (aí entra o Movimento SOS Mário Trindade e o Desfile de 7 de Setembro de 2010).

¹ Perseguição Política – Será que desta vez o sindicato irá lembrar que o professor Claudomir Tavares, vítima de perseguição política e que teve sua carga horária reduzida de 200 para 160 horas (uma conquista que o profissional havia obtido há 10 anos) arbitrariamente pela administração municipal, vítima de um acordo ainda hoje mal esclarecido do próprio SINTESE (e nunca fruto de deliberação da categoria), terá sua luta encampada pelo SINTESE local, ou mais uma vez este prevaricará, como tem feito de forma injustificada há dois anos?
Esta questão foi levantada em uma Audiência Pública, realizada em 09 de março de 2010, depois de insistentes recursos do prejudicado, dado provimento pelo Ministério Público que fixou prazo para resolução da aberração, e até hoje nem a Secretaria Municipal de Educação nem o SINTESE encaminharam as determinações da Promotoria, da qual se aguarda uma resposta a este crime cometido pelo poder público, pois Claudomir teve sua carga horária reduzida em pleno Período eleitoral 2008, quando estava candidato a um cargo eletivo.

Claudomir Tavares, que não participa da Assembléia de Hoje por estar representando não só Pirambu bem como Propriá, cidades em que ministra aulas de Sociedade, Cultura e Artes Sergipana no I Fórum da Sergipanidade, que acontece no Centro de Convenções de Sergipe, descreve esta perseguição da prefeitura de Pirambu e o comportamento do SINTESE diante do episódio de domínio público, citando uma frase do dramaturgo alemão Bertolt Brecht (1898 – 1956), quando disse que “a omissão é o peso morto de História”! ESTAMOS DE OLHO!

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 26/08/2010

Começa hoje I Fórum da Sergipanidade

O Banco do Estado de Sergipe, através do Instituto Banese, e com apoio da Fundação Aperipê, promove nos dias 26 e 27 de agosto de 2010, no Centro de Convenções de Sergipe (CIC) o I Fórum da Sergipanidade com o tema ‘Construindo a Sergipanidade’. Durante os dois dias serão discutidos os aspectos antropológicos, culturais, históricos, geográficos e signos representativos do estado de Sergipe.

A programação conta com palestras de especialistas e com a presença do designer e curador Marcelo Dantas, que será o responsável pelo projeto Museológico do Banese Cultural, em Aracaju, espaço que irá ocupar o prédio histórico conhecido como Atheneuzinho. Marcelo carrega importantes realizações na área, dentre elas, a criação do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Além de Marcelo Dantas, a lista de especialistas que darão contribuições às reflexões sobre os temas propostos são: Fernando Lins de Carvalho, Beatriz Góis Dantas, Rogério de S. Leite, Prof. Antônio Bittencourt Júnior, Luiz Antônio Barreto, Verônica Maria M. Nunes, Vera Lúcia Alves França, Maria Augusta Mundim Vargas, José Roberto de Andrade Lima, Francisco José Alves, Aglaé D’Ávila Fontes e Antônio Ponciano Bezerra.

Parceiros

O “I Fórum da Sergipanidade” conta com parcerias importantes de órgãos públicos e privados como as secretarias de Estado da Cultura (Secult), Desenvolvimento (Sedetec), Planejamento (Seplan), Gráfica Oficial (Segrase) e Fundação Aperipê, além do Banese Card e Banese Corretora de Seguros, empresas coligadas do Banco do Estado.

Confira a programação completa:

DIA 26 de Agosto (Quinta-feira)
ABERTURA: Auditório do CIC

08h00min – Apresentação Cultural
08h30min – Solenidade de Abertura
09h30min – Leitura do Regimento Interno
10h00min – A Museologia Contemporânea, tradição e novas tecnologias: a identidade local no contexto da globalização
Palestrante: Designer e curador Marcelo Dantas
12h00min – Encerramento

EIXO TEMÁTICO I: Auditório Abais
Aspectos Antropológicos

14h00min – Religiosidade Sergipana: Análise do sagrado no processo de criação e da organização dos grupos sociais e da sociedade sergipana
Palestrante: Prof. Fernando Lins de Carvalho
14h45min – Identidade e Etnias em Sergipe: Interfaces da História e da Antropologia
Palestrante: Profª Beatriz Góis Dantas
15h30min – Espaços urbanos e modos de vida: processos de ressignificação dos espaços urbanos e formação dos modos de vida e das sociabilidades públicas de vida e das sociabilidades públicas em Sergipe
Palestrante: prof. Rogério de S. Leite
16h15min – Debates
Mediador: Profª Josevalda Mendonça Franco
15h15min – Sistematização
Relator: Prof. Flaviano Oliveira Fonsêca

EIXO TEMÁTICO II: Auditório Terra Caída
Aspectos Históricos

14h00min – O olhar sobre a História de Sergipe: desafios, estratégias e experiências para o ensino de História de Sergipe
Palestrante: Prof. Antônio Bittencourt Júnior)
14h45min – Produção Cultural: Um recorte histórico dos produtores da cultura erudita sergipana
Palestrante: Pesquisador Luiz Antônio Barreto
15h30min – O Patrimônio Cultural indicador da cultura material e imaterial sergipana
Palestrante: Profª Verônica Maria M. Nunes
16h15min – Debates
Mediador: Prof. César Ricardo S. Bolaño
17h15min – Sistematização
Palestrante: Profª Raquel Santos Souza

DIA 27 de Agosto – Sexta-feira:

EIXO TEMÁTICO III: Auditório Terra Caída
Aspectos Geográficos

08h00min – A ocupação do espaço e sua contribuição para formação da cultura sergipana
Palestrante: Profª Vera Lúcia Alves França
8h45min – Os territórios: a organização dos espaços e as relações sócio-culturais do Estado de Sergipe
Palestrante: Profª Maria Augusta Mundim Vargas
09h30min – Turismo, cultura e economia: as interfaces da cultura com o desenvolvimento econômico do Estado de Sergipe
Palestrante: Prof. José Roberto de Andrade Lima
10h30min – Debate
Mediador: Prof. Lourival Santana Santos
11h30min – Sistematização
Relatora: Profª Auceia Matos Dourado

EIXO TEMÁTICO IV: Auditório Abais
Aspectos Culturais e Signos Representativos

08h00min – O Patrimônio Sergipano tombado
Palestrante: Prof. Francisco José Alves
08h45min – Do real ao imaginário: a cultura popular, seus vínculos, relações e articulações com a chamada cultura oficial
Palestrante: Profª Aglaé D’Ávila Fontes
09h30min – Os falares e dizeres: as diferentes variações lingüísticas da sociedade sergipana
Palestrante: Prof. Antônio Ponciano Bezerra
10h30min – Debates
Mediador: Prof. Antônio Carlos C. Barreto
11h30min
Relator: Profª. Ester Mambrini

PLENÁRIA GERAL: Das 14h às 18h

Coordenação: Luiz Eduardo Alves de Oliva

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 26/08/2010

24 de ago de 2010

Denúncia de Ana Lúcia pode começar por Pirambu

Fica a sugestão para o Ministério Público Eleitoral investigar as últimas nomeações de cidadãos desta cidade para cargos em comissão, que podem chegar a R$ 6 mil
 
Alguns políticos aliados do governador Marcelo Déda (PT), entre eles o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) e a deputada estadual Ana Lúcia Menezes (PT), todos candidatos a reeleição, foram a imprensa denunciar supostos crimes eleitorais como compra de votos a partir das lideranças políticas em várias cidades de Sergipe. Esta prática, ainda que de domínio público, está cada vez mais difícil de ser comprovada. Mas não é impossível.

O governo de Marcelo Déda é a maior tragédia que se instalou na administração pública, e os argumentos que sustentam isso são os mais diversos. Um deles tem sido a farra com o pagamento de uma espécie de "Mensalão" sergipano, através de cargos em comissão a partir da Secretaria de Estado da Casa Civil (poderiam também estender as recentes nomeações para gabinetes de deputados estaduais da base aliada), fartamente noticiado pela imprensa sergipana, e que tem beneficiado os ex-prefeitos banidos da vida pública através do voto popular, entre os quais Airton Martins (PT), de Barra dos Coqueiros, Ascendino Souza (PSB), de Areia Branca e Gerard Olivier (PT), de Japaratuba, só para citar alguns dos mais conhecidos denunciados pelo deputado estadual Augusto Bezerra (DEM).


O Diário Oficial do Estado de Sergipe, que tem publicado nomeações sempre com datas retroativas aquelas impressas quando da sua publicação, trás nomeações de vários ex-prefeitos, ex-candidatos a prefeitos, parentes e aderentes de cobertos e acobertados pelo manto nem sempre sagrado do Partido dos Trabalhadores (sic) e aliados. De nossa parte, sugerimos ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e a Procuradoria Geral Eleitoral (PGE) que investiguem as últimas nomeações efetuadas em cargos comissionados ainda no primeiro semestre de 2010, começando pelo município de Pirambu (nossa), para identificar quem e onde trabalham os políticos nomeados e para atender qual (is) prioridade (s) da máquina pública estadual.

Se confirmadas estas nomeações, aberrações em Pirambu, elas não foram efetuadas para atender a coletividade, mas família (s) ou grupo (s) político (s). Em seguida, vide para quais candidatos estes 'servidores' estão a serviço nesta eleição. Como em Sergipe todo mundo se conhece, já dizia o deputado Albano Franco, não fica difícil se concluir como a farra com o dinheiro público tem sido efetuada. Sinistro! Depois não digam que Valadares, Ana Lúcia, este portal (combatido por uns, mas adorado por uma infinidade de sergipanos), além de outros aliados do ainda governador Déda não avisaram!

Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 24/08/2010

Vai começar o Campeonato Municipal de Futebol

Clubes de Pirambu e povoados estarão disputando campeonato a partir de 11 de Setembro
 
Reorganizada no final do primeiro semestre de 2010, a Liga Pirambuense de Futebol, em parceria com a Prefeitura Municipal de Futebol, com o apoio deste portal, promovem a partir de 11 de Setembro o Campeonato Municipal de Futebol. A competição tem como cenário o Estádio Municipal e será disputada por clubes da sede do município e povoados. A informação nos foi passada por Dênisson Cruz Daltro, dirigente da Liga. A cobertura completa você confere com absoluta exclusividade na Tribuna da Praia.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 24/08/2010

Mário Trindade promove Amostra Folclórica...

... refletindo as manifestações e conhecimentos formados por diferentes regiões
Por Claudomir Tavares * | claudomir@tribunadapraia.net

 
Em 2008 Amostra Folclórica promoveu o retorno dos grupos folclóricos de projeção, como o Ilariô Mirim

Dentro do propósito de resgatar as mais autenticas manifestações culturais, a Escola Municipal ‘Mário Trindade Cruz’, promove no próximo sábado, 28 de agosto, uma Amostra Cultural, tendo como tema “Refletindo as manifestações e conhecimentos por diferentes regiões”. A escolha da data justifica-se da necessidade de otimização do sábado letivo previsto no Calendário Escolar, realizando-o de forma temática, além de celebrar a Semana do Folclore, uma ação pedagógica que acontece já há algum tempo na instituição. A preparação do Projeto teve início em 13 de agosto, sendo levada as salas de aulas a sua preparação desde o dia 20, tendo seu ápice neste sábado, 28 de Agosto, encerrando o ciclo do folclore na maior escola da rede municipal.

A Amostra Folclórica do Mário acontece nos turnos Matutino (manhã) e Vespertino (tarde) e envolve estudantes do Ensino Fundamental (5ª as 8ª séries) e Educação de Jovens e Adultos (2ª e 4ª Etapas), matriculados nos turnos da tarde e noite. Através de cartazes, painéis, murais sobre o folclore, stands, apresentações sobre lendas, parlendas e contos, através de encenações artísticas e artesanais. Os conteúdos devem envolver as regiões brasileiras Norte (EJA), Nordeste (5ªs séries), Centro-Oeste (6ªs séries), Sul (7ªs séries) e Sudeste (8ªs séries), suas respectivas manifestações folclóricas, fazendo um paralelo com as manifestações folclóricas de Pirambu, as atividades econômicas das regiões e de Pirambu.

A direção, professores, funcionários e estudantes da escola aproveitam a oportunidade para convidar a comunidade pirambuense para prestigiar com as suas presenças esta iniciativa que se mantém representativa na agenda pedagógica do Mário Trindade.

* Claudomir Tavares da Silva (42) é professor de Sociedade, Cultura e Artes na Escola Municipal Mário Trindade Cruz

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 24/08/2010

Repertório Folcórico de Pirambu - Parte III

Riqueza e diversidade de um dos mais completos repertórios folclóricos de Sergipe
Por Claudomir Tavares da Silva * | claudomir@tribunadapraia.net

O Lariô de Tartaruga foi fundado em 2005, fruto de uma cisão com o Ilariô de Pirambu, fundado um ano antes

III - Lariô da Tartaruga

A região do Vale do Cotinguiba é um rico depositário das danças de rodas, do samba-de-coco, de grupos folclóricos que reúne elementos dos fazeres populares. O ilariô foi no passado uma das mais alegres brincadeiras que reunia crianças, mulheres e homens de todas as idades. Há dezesseis anos foi retomada a tradição folclórica do ilariô em nossa cidade.
 
O “Lariô da Tartaruga” 5 é um destes grupos criados com o propósito de manter uma das manifestações mais autênticas de nosso povo. Para efeito de história, o Lariô da Tartaruga reivindica a mesma data de fundação do Ilariô de Pirambu, uma vez que ambos foram fruto de uma iniciativa que puseram à frente os mesmos líderes, sendo os que fizeram opção por este grupo, seu Zé Maria, Dona Jaci, Seu João Castelo, Dona Elze entre outros. 
Após o processo de divisão, o grupo foi reorganizado, existindo desde 1995, sendo um dos mais representativos grupos do folclore pirambuense, com apresentações que o credenciaram em Sergipe e no Brasil.

O Lariô da Tartaruga “é um grupo que dança coco cantando, acompanhado por instrumentos de percussão. Pisam forte, batem palmas e vão desfilando seus versos de forma encadeada. Os versos tirados são complementados pelo coro dos brincantes, embora não se caracterize como refrão. O canto é repetitivo. Como um remanescente do batuque de origem africana, o coco se espalhou pelo Nordeste ganhando, entretanto vários nomes como: Coco Praieiro na Paraíba, Coco Zambé no Rio Grande do Norte, Coco de Roda em Pernambuco, Samba de Coco em Sergipe. Em Sergipe temos vários tipos de cocos: coco simples, coco de parelha, coco solto, coco de roda. O canto, nasalado vai buscando temas no mar, no amor, nos animais que habitam as florestas”. 6

Continua...

* Professor de Sociedade e Cultura Sergipana nas  redes públicas municipal em Pirambu, estadual em Propriá e de História no Pré-Universitário - Pré-UNI/SEED. Pesquisador da História e Cultura de Pirambu, autor de vários documentos sobre estas temáticas.

Referências Bibliográficas:

Acervo do professor Claudomir Tavares da Silva
Agenda Cultural – 2004. Pirambu: Departamento de Cultura
REISADO do Maribondo. Jornal da Cultura, jul. 2002. p. 1
Revista Sergipe Trade Tour – 2003/2004
Revista Sergipe – A Novidade do Nordeste.
Silva, Claudomir Tavares da. A volta triunfante da Ugia de Pirambu. Pirambu: Tribuna da Praia, 2007
............................................. Folclore debutante em Pirambu. Pirambu: Blog do Ilariô de Pirambu. 2009. Disponível em:
............................................. Poeirinha: 15 anos de resistência cultural em Pirambu. Pirambu: Tribuna da Praia, 2007

Notas: 

5 O nome Lariô foi adotado para diferenciar os dissidentes do Ilariô de Pirambu
6 Segundo a pesquisadora Aglaé Fontes de Alencar

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 24/08/2010

23 de ago de 2010

Repertório Folclórico de Pirambu - Parte II

Riqueza e diversidade de um dos mais completos repertórios folclóricos de Sergipe (1)
Por Claudomir Tavares da Silva | claudomir@tribunadapraia.net
II – Ilariô de Pirambu:

Em 1998 o Ilariô gravou seu 1º CD, numa promoção da Secretaria de Estado da Educação

Em 1994, um grupo de senhores e senhoras, jovens e crianças decidem reconstruir uma das tradições mais autênticas do nosso povo: nascia o Grupo Folclórico Ilariô de Pirambu, um grupo de roda, típica da região do Vale do Japaratuba. A dança se destaca pela cadência e o entrosamento entre os cantores e o ritmo, a partir da puxadora de versos, num suceder contínuo de quadras. O Ilariô foi criado em 26 de agosto de 1994, sendo Zé Alexandre, Seu Zezinho, Nazilde, Quinho dentre seus precursores. O grupo é composto de 45 integrantes, entre homens, mulheres e crianças que dançam em Pirambu, por todo o estado e no país durante todo o ano.

Segundo Luiz Antônio Barreto, “o Ilariô de Pirambu é um grupo de roda, típica da região do vale do Japaratuba, onde a dança de coco é conhecida pela performance dos Bacamarteiros, do Samba de Aboio, ambos do povoado Aguada, em Carmópolis. O que chama atenção no Ilariô é a cadência e o entrosamento entre os cantores e o ritmo, a partir da puxadora de versos, num suceder contínuo de quadras. O Ilariô não faz como nos Bacamarteiros, o reforço do refrão. O grupo canta as quadras, repetindo-as três a quatro vezes.

A voz que guia o coro canta os primeiros versos, seguindo-se os demais versos, fechando a quadra. Terminada a exibição têm-se uma boa amostragem da quadra popular sergipana, tradicional nas festas juninas, ritmadas nas batucadas, de Estância, nos Batalhões de Riachuelo, nos Samba de Côco, de Nossa Senhora do Socorro, e em diversas outras manifestações”, descreve o historiador.

O Grupo Folclórico Ilariô de Pirambu foi criado em 26 de agosto de 1994, há quase 16 anos, sendo José Alexandre Santos (Zé Alexandre), José Beato dos Santos (Seu Zezinho), Maria dos Santos Sales (Nazilde), Francisco Dias da Cruz (Quinho), Mero e outros seus precursores. É composto por 45 integrantes, entre homens, mulheres e crianças e se apresenta durante todo o ano em Pirambu, em Sergipe e no país. A apresentação do Ilariô requer um tempo mínimo de 20 e máximo de 40 minutos em eventos abertos, mas pode “varar” à noite, quando o grupo se realiza os famosos “ensaios” gerais.

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Continua...
* Professor das redes públicas municipal em Pirambu, estadual em Propriá e do Pré-Universitário - Pré-UNI/SEED. Pesquisador da História e Cultura de Pirambu, autor de vários documentos sobre estas temáticas. Foi presidente do Ilariô de Pirambu (2003/2004).

Referências Bibliográficas:

Acervo do professor Claudomir Tavares da Silva
Agenda Cultural – 2004. Pirambu: Departamento de Cultura
REISADO do Maribondo. Jornal da Cultura, jul. 2002. p. 1
Revista Sergipe Trade Tour – 2003/2004
Revista Sergipe – A Novidade do Nordeste.
Silva, Claudomir Tavares da. A volta triunfante da Ugia de Pirambu. Pirambu: Tribuna da Praia, 2007
............................................. Folclore debutante em Pirambu. Pirambu: Blog do Ilariô de Pirambu. 2009. Disponível em:
............................................. Poeirinha: 15 anos de resistência cultural em Pirambu. Pirambu: Tribuna da Praia, 2007

Notas: 

(4) SILVA (2009)

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 23/08/2010

22 de ago de 2010

Repertório Folclórico de Pirambu - Parte I

Riqueza e diversidade de um dos mais completos repertórios folclóricos de Sergipe (1)
Por Claudomir Tavares da Silva | claudomir@tribunadapraia.net
 
Reisado do Maribondo, uma História que teve início em 1805 com 'Seu Luiz dos Santos'

I – Reisado do Maribondo:

É do povoado Maribondo, localizado a 15 km da sede do município, que nasceu o Reisado do Maribondo ou Reisado de Sabal, sendo este um dos grupos folclóricos mais representativo de Sergipe. Segundo Antônio dos Santos, o mestre Sabal, o grupo existe há 205 anos, foi criado pelo seu bisaavô, Luiz dos Santos, em 1805. Composto por 30 integrantes de uma mesma família, inclui sobrinhos, irmãos, esposa e a mãe de seu Sabal.

Apesar de ser do ciclo natalino, o grupo se apresenta durante o ano inteiro, sendo requisitado para os principais eventos da cultura popular em Sergipe e algumas regiões do país, como Olympia, em São Paulo, onde tem participado do Festival Internacional de Folclore.

De origem ibérica, o reisado sai às ruas no período natalino para homenagear o Menino Jesus e prossegue com apresentações até o início de fevereiro. Conta com vários integrantes que dançam ao som (...) da sanfona, do pandeiro, da zabumba, do triângulo (...). Os festejos começam antes da quaresma, com o “enterro do boi”, o personagem veste uma alegoria que imita o animal com enfeites em fita coloridos, sendo desenterra dias antes da apresentação. Seus trajes são em cetim super coloridos, cheios de fitas e espelho. O “Reisado do Maribondo” há 15 km de Pirambu, é o mais representativo de Sergipe, existindo há mais de 150 anos, quando foi criado pelos avôs de Antônio dos Santos (Sabal), o Mateu (Cravo Branco) do grupo folclórico mais significativo de Pirambu. É composto por filho (a) s, sobrinhas, irmãs, esposa e até a mãe de seu Sabal.

Sua apresentação pode levar uma noite, duas horas ou simples 30 ou 20 minutos, dependendo da ocasião, sendo adaptado um repertório composto de centenas de músicas, 20 delas integrantes do CD “Mestra Sabal”, lançado em 2002, com o patrocínio do prefeito André Moura e da então candidata a deputada estadual Lila Moura, num gesto de mecenato típico de quem vem incentivando a cultura do Vale do Japaratuba em geral e a cultura popular em particular.

Sobre o grupo folclórico de Pirambu, o pesquisador Luiz Antônio Barreto, um dos mais destacados estudiosos da cultura sergipana e da sergipanidade, declarou no 1º Encontro de Secretários de Cultura e Líderes de Grupos Folclóricos de Sergipe, realizado dia 22 de agosto de 2001, na Fazenda Boa Luz, em Laranjeiras: “Eu considero o reisado de Maribondo o melhor de Sergipe. Sabal, por excelência, é um dos mais completos artistas sergipanos”. (2)

Por sua vez, a professora Aglaé Fontes D’Ávila de Alencar, estudiosa da cultura popular disse que “o sorriso de Sabal contagia o público que não pisca o olho enquanto o mestre está em cena”. (3) Apesar de ser um do Ciclo Natalino, se apresenta durante o ano inteiro, sendo requisitado para os principais eventos da cultura popular em Sergipe e algumas regiões do país.
Continua...
* Professor das redes públicas municipal em Pirambu, estadual em Propriá e do Pré-Universitário - Pré-UNI/SEED. Pesquisador da História e Cultura de Pirambu, autor de vários documentos sobre estas temáticas.

Referências Bibliográficas:

Acervo do professor Claudomir Tavares da Silva
Agenda Cultural – 2004. Pirambu: Departamento de Cultura
REISADO do Maribondo. Jornal da Cultura, jul. 2002. p. 1
Revista Sergipe Trade Tour – 2003/2004
Revista Sergipe – A Novidade do Nordeste.
Silva, Claudomir Tavares da. A volta triunfante da Ugia de Pirambu. Pirambu: Tribuna da Praia, 2007
............................................. Folclore debutante em Pirambu. Pirambu: Blog do Ilariô de Pirambu. 2009. Disponível em:
............................................. Poeirinha: 15 anos de resistência cultural em Pirambu. Pirambu: Tribuna da Praia, 2007

Notas:

(1) Publicado pela primeira vez em 01/04/2010
(2) REISADO do Maribondo. Jornal da Cultura, jul. 2002. p. 1.
(3) SILVA (2009).

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 22/08/2010

Repertório Folclórico de Propriá

Riqueza e diversidade no Baixo São Francisco (1)
Por Claudomir Tavares * /
claudomir@tribunadapraia.net
 
Tudo o que eu tinha
Deixei lá, não trouxe não
... Por isto eu vou voltar pra lá
Não posso mais ficar
Rosinha ficou lá em Propriá.
Ai ai, ui ui,
Eu tenho que voltar
Ai ai, ui ui
A minha vida tá todinha em Propriá”.
(Luiz Gonzaga e Guido Morais)



O dia de hoje, 22 de agosto, é consagrado mundialmente ao folclore (tradições populares). Como contribuição, disponibilizamos este artigo, resultado de um trabalho realizado há seis anos no Colégio Estadual Joana de Freitas Barbosa. Dedicamos este texto ao mestre Seu Benedito, a quem faremos uma visita no dia de hoje, num gesto simbólico de agradecimento ao líder do guerreiro Treme-Terra pela sua contribuição, ao muito que acrescentou a cultura popular de Sergipe. O dia de hoje é um momento privilegiada para discutirmos o repertório folclórico do Baixo São Francisco e, particularmente da cidade de Propriá,cantada em verso e prosa como a Princesinha do São Francisco.

Quem não conhece Propriá, ou mesmo conhecendo-a pouco “reparou” em suas manifestações culturais, em particular o folclore e, nesta vertente, os folguedos populares, está convencido que nesta cidade temos como expressão folclórica apenas o Grupo Folclórico Lampião Rei do Cangaço como grupo autêntico e o Bando de Curisco como grupo de projeção.

Não é de se estranhar, uma vez que nos últimos anos o grupo liderado por Antônio Xerife tem extrapolado as barreiras do nosso estado e se apresentado em outras unidades da federação, como Brasília(DF) e Serra Talhada (PE).

Em dezembro de 2004 coordenamos no Colégio Estadual “Joana de Freitas Barbosa”, o Polivalente, a maior e mais representativa escola do Baixo São Francisco o Projeto “Inventário Cultural de Propriá, em que trabalhamos nas 8ª Séries do Ensino Fundamental e 3º Seriados do Ensino Médio um conjunto de temáticas relacionadas aos elementos culturais de Propriá.

Nos meses de agosto e setembro, outubro e novembro cumprimos o cronograma de levantamento de dados e orientação aos grupos de alunos. Nos dias 06 e 07 de dezembro realizamos o 1º Workshop de Sociedade e Cultura Sergipana/Seminário de Iniciação científica de Propriá: Re-Construíndo a nossa Memória & História). Em 2005 o Projeto foi escolhido pela equipe da SEED/Ensino Médio como um dos mais representativos na rede pública de Sergipe, estando até agora aguardandoo prêmio a nós atribuídos.

Foram 24 temas pesquisados por cerca de 200 alunos integrantes de 6 turmas, sendo três do Ensino fundamental e três do Ensino Médio. O que nos chamou a atenção e causou uma agradável surpresa foi comprovar a existência de uma fantástica riqueza folclórica em propriá, marcada pela diversidade das manifestações, que incluíam Guerreiro, Capoeira, Cangaceiros, e Quadrilha Junina.

Desfez-se, então, a idéia predominante de que em Propriá predominam apenas os cangaceiros. Os folguedos da Princesinha do São Francisco vão bem além destas manifestações. Vejam só um pouco do que encontramos em nosso repertório folclórico.

I – A permanência de Lampião em Propriá

Em Propriá
há dois grupos de Cangaceiros na modalidade autênticos e um na modalidade de projeção. O primeiro, Novos Lampiões foi fundado no início dos anos 80 sob a liderança do Senhor Antônio José e ganhou logo projeção e notoriedade em todo o estado, se apresentando nos principais encontros culturais e festas tradicionais, como São Cristóvão, Laranjeiras e Japaratuba, só para citar as mais representativas.

No que há de belo, autêntico, os grupos folclóricos de Sergipe, não bastassem os vários problemas de ordem externa, também tem sofrido vários desgastes de convivência, como divisões endêmicas de cada um deles. O nosso exemplo vem com a divisão na virada da década de 80 para 90 do século passado quando Antônio Xerife, ex-integrante do grupo liderado por Antônio José, reúne um grupo de amigos, como Jessé e funda o “Lampião: Rei do Cangaço”. Neto de cangaceiro, Antônio Xerife consegue em pouco tempo inserir o grupo definitivamente no cenário do folclore sergipano, sendo no estado uma expressão desta modalidade folclórica.

Sobre os grupos de Cangaceiros escreveu o pesquisador Luiz Antônio Barreto:

“Em Sergipe três grupos cantam, dançam e representam em homenagem a Lampião. Dois em Propriá e um em Lagarto. Um dos de Propriá recentemente fez apresentação em Laranjeiras, vestido a caráter , de calça e túnica azul, chapéu típico, réplica dos usados pelo bando, espingardas e cartucheiras em forma de X, além de facas e punhais, no estilo do Rei do Cangaço. As músicas que narram as aventuras de Lampião foram recolhidas entre familiares dos homens folk’s, portanto autênticas, da época do reinado de Virgulino Ferreira; conservados boca a boca, como o povo vem conservando uma certa história marginal no Brasil. Quem estudar vai encontrar tal história, a que não consta dos compêndios. Curioso é o nome do Grupo: Cangaceiros Novos Lampiões. (...) São pois grupos novos, o que prova a dinâmica do folclore, que estão a merecer estudos aprofundados. (BARRETO, 1994: 244-46).

A permanência e a dinâmica dos grupos de Cangaceiros em Propriá tem consolidado o folclore local com sua capacidade de resistência diante das novas modalidades culturais inevitáveis.

II – Guerreiro Treme Terra de Propriá


Há mais de 40 anos chegava em Propriá o alagoano “Seu Benedito”, vindo de Arapiraca para se estabelecer em definitivo nesta cidade. A partir de sua presença na cidade, nasceu o Guerreiro Treme Terra de propriá, idealizado e liderado por ele nestas mais de quatro décadas. Pelo nome do líder, o grupo acaba por ser confundido muitas vezes como Guerreiro São Benedito ou Guerreiro de Seu Benedito. Sem problemas, já que muitos grupos tem incorporado em seu nome o do líder, como Reisado de dona Lalinha (Laranjeiras), Reisado de Sabal (Pirambu), Maracatu de Dona (Japaratuba) e tantos outros.

Como a maioria dos grupos folclóricos de Sergipe, o Guerreiro Treme Terra de Propriá encontra dificuldades de sobrevivência em função da falta de quem dê continuidade e de encontrar nos mais novos a apropriação dos seus valores culturais, tão necessários para a perpetuação das nossas mais autênticas manifestações culturais. “Seu Benedito” já tentou passar o comando do grupo para Antônio Xerife, mas este coloca dificuldades justamente pelas suas atribuições na condição de líder do “Lampião: Rei do Cangaço”.

Sobre o Guerreiro, escreveram Anderson Charles, Luiz Torres e Patrícia Melo:

“Auto natalino, surgido em Alagoas, que carrega dados ou marcas do reisado.
Alguns apontam o guerreiro como uma projeção do reisado, isto deve-se à origem luso-ameríndia e africana dessas danças, à disposição do grupo em filas, à melodia, às duas cores ( vermelho e verde), ao palhaço e a outros acessórios que são comuns entre eles.

Num conceito rápido guerreiro significa grupo de dançadores e cantores que se dispõem a guerrear contra a "nação" inimiga, ao mesmo tempo em que louvam o menino Jesus em seu nascimento, por extensão à religião católica. Nas apresentações, fazem uma seqüência de cantos e danças, lideradas pelo comando do apito do mestre, tendo as indispensáveis cenas de lutas de espadas, denotando o tema original combate.

De acordo com Mestre Euclides, do Guerreiro Treme Terra, o maior mestre de guerreiros em Sergipe, o auto teria surgido de uma dança executada pelos índios "Abori" que trazia consigo influência mística devido aos "cabocos" das matas; estes dançavam ao som de berimbaus, vindo depois a incluir uma viola adaptada com acordes de fibra vegetal. Deste animado "pagode" teria surgido a dança de Guerreiro.

Já outra lenda popular conta que uma rainha, cansada das regalias palaciana, pediu ao marido, o Rei Severino do Ramo para conhecer outros horizontes, e acompanhada de sua criada de nome Lira (Lília) e dos guardas (vassalos), encontra na floresta o índio Perí por quem se apaixona. Na volta, temendo ser descoberta, a rainha manda prender a criada. Os guardas tentam salvar a Lira e contam ao rei o amor da rainha por Perí, o rei entra em combate com o índio, vindo a morrer. O rei Severino do Ramo é o mesmo São Severino do Ramo, que é cultuado até hoje na igreja de Pau d’Alhos interior de Pernambuco.

E assim, sem uma origem precisa, o guerreiro desenvolveu-se entre os estados de Sergipe , Pernambuco e Alagoas.

A dança é composta de jornadas, estas são apresentadas de acordo com os personagens de cada grupo. Os passos de destaque são o 40 rebatido, tesoura, martelo, agalopado, tripé, coco, baião, sendo que o 40 rebatido e a tesoura predominam durante as exibições.

Um dos pontos culminantes da dança é a luta de espadas, travada entre o mestre e o índio, podendo a rainha fazer exibição da luta para demostrar esperteza e capacidade para o posto que ocupa. O Guerreiro pode trajar a cor vermelha (encarnado), o amarelo ou cores variadas, como também duas cores, o azul e o encarnado, simbolizando o azul a pureza da Vigem Maria e o vermelho o sangue derramado por Jesus.

Os personagens são o mestre, o embaixador, índio Perí, palhaço, vassalos , rainha-mestra , Líra, sereia , estrela de ouro, o caterina e o figura. O acompanhamento é feito por sanfona, pandeiro, triângulo e tambor.Encontramos guerreiro em Aracaju, Areia Branca, Divina Pastora, Ilha das Flores, Japoatã, Japaratuba, Malhado dos Bois, Malhador, Neópolis, Pacatuba, Propriá, Riachuelo e São Francisco.” (CHARLES, 2004).

A presença alagoana no Grupo “Guerreiro Treme Terra de Propriá” é muito forte. Alguns integrantes vêm de várias comunidades do vizinho estado quando o grupo necessita fazer suas apresentações. Segundo seu Benedito, ele próprio tem que desembolsar as passagens e pagamento dos integrantes.

III – Quadrilhas: O Folclore do Ciclo Junino

O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. (2)

As quadrilhas juninas em Propriá tem insistido em nome cuja associação com a região está um tanto quanto distante, mas que este detalhe não tira a importância das mesmas como elemento do nosso folclore, particularmente do ciclo Junino. Na cidade estão em atividade as seguintes quadrilhas, segundo levantamentos dos alunos: Maracangaia e Acarajé com Camarão (apenas a primeira foi objeto de estudo, a segunda apenas citada como em evidência na cidade).

Uma outra Quadrilha Junina, de nome bastante sugestivo é a Rosinha de Propriá, inspirada nas várias incursões de Luiz Gonzaga que tinha em Pedro Chaves um dos seus grandes amigos, e em Rosinha sua namorada. Sobre Propriá e Luiz Gonzaga escreveu Luiz Antônio Barreto:

Luiz Gonzaga, com seu reinado popular, cantou Propriá e a amizade que fez com Pedro Chaves, da Fazenda Cabo Verde. E em vários textos demonstrou seu afeto: “Tudo o que eu tinha/ deixei lá, não trouxe não/......Por isto eu vou voltar pra lá/ não posso mais ficar/ Rosinha ficou lá em Propriá. Ai ai, ui ui,/ eu tenho que voltar/ ai ai, ui ui/ a minha vida tá todinha em Propriá”. (BARRETO: 2006).

Lamentavelmente esta quadrilha Junina encontra-se desativada esperando, quem sabe, ser reativada a partir de um re-encontro de Propriá com seu passado, não tão distante, marcado por saudosas e memoráveis lembranças.

IV – Capoeira: Resistência Cultural em Propriá

A
capoeira...é dança? É jogo? É luta? É tudo isso ao mesmo tempo? Parece que sim, e é isso que a torna tão complexa, tão rica e tão surpreendente. É luta, dissimulada, disfarçada em "brinquedo", jogo de habilidade física, astúcia, beleza... e muita malícia! A capoeira é uma manifestação da cultura popular brasileira que reúne características bem peculiares: mista de luta, jogo, dança, praticada ao som de instrumentos musicais (berimbau, pandeiro e atabaque), palmas e cânticos. É um excepcional sistema de auto defesa e treinamento físico, destacando-se entre as modalidades desportivas por ser a única originalmente brasileira e fundamentada em nossas tradições culturais. (3)

Há em Propriá pelo menos três importantes grupos de capoeira, cujos resultados tem ecoado em outras cidades do Baixo São Francisco e Alagoano com o Mestre Carlinhos e em território espanhol com o Mestre Rui Vilar.

O Grupo de Capoeira Irmãos Unidos tem se destacado ao longo dos seus 18 anos de existência a partir do trabalho do professor Antônio Carlos da Silva, vulgo “Mestre Carlinhos”, bastante festejado e admirado pelos seus colegas sergipanos e alagoanos. Seu espírito de solidariedade, de desapego às coisas materiais tem caracterizado a qualidade de seus ensinamentos cujos frutos renderam a formação de filiais e novos grupos em povoados de Propriá e de Porto Real do Colégio (AL).

Os alunos do Polivalente trouxeram a ordem do dia um grupo, que mesmo sem a projeção do Irmãos Unidos, tem se destacado pela regularidade de suas apresentações, rotatividade de comando e sincronia de seus alunos, numa simbiose perfeita entre a sala de aula e as rodas de capoeira.

Ó Grupo “Abalou Capoeira” foi idealizado pelo propriaense Rui Vilar que como professor de capoeira alçou vôos mais altos e estar há mais de dez anos em território espanhol repassando seus ensinamentos em várias cidades européias. Periodicamente ele tem visitado sua terra natal, para rever sua família, amigos e acompanhar o grupo que deixou nas mãos do contra-mestre “Pastor”. Rui tem como projeto fundar em Sergipe o 1º Resort de Capoeira, onde pretende irradiar e difundir esta arte que tem sido símbolo de resistência dos brasileiros há centenas de anos.

Os grupos de capoeira de Propriá tem por si só, uma capacidade surpreendente de resistência, mostrando que a capoeira estar cava vez mais viva do que nunca. Aliada as demais manifestações culturais, a capoeira estar sempre em evidência, numa prova inequívoca da sua presença entre nós.

Considerações Finais

“Quanto mais você canta sua aldeia,
mais universal você se torna”
(Fernando Pessoa)

O Projeto “Inventário Cultural de Propriá” foi o resultado das ações pedagógicas desenvolvidas ao longo do ano de 2004 nas disciplinas Sociedade & Cultura Sergipana e teve como objetivo promover um levantamento dos aspectos históricos, políticos, culturais e sociais da cidade de Propriá, a partir de um estudo inicial sobre fontes primárias e secundárias. Sua metodologia constou de pesquisas biográficas e bibliográficas, levantando informações sobre os vários temas objetos de estudos. Sua culminância se deu através de exposição dialogada, a partir dos temas pesquisados. Os resultados obtidos constituirão um conjunto de documentos como o que acabamos de produzir, ainda que não conclusivos, sendo indispensável a contribuição de todos, com críticas, sugestões, constituindo-se num processo contínuo de construção e re-construção de nossa memória e de nossa história.
____________________________________
* Claudomir Tavares da Silva (402 é professor de Cultura Sergipana no CE Joana de Freitas Barbosa e de História no Pré-UNI/SEED
Notas:

(1) Publicado pela primeira vez em 2004, logo carecendo de reparos, no que as críticas e sugestões serão imprescindíveis.
(2) Conforme “Quadrilha”. Disponível em:
3) Conforme “A origem da Capoeira no Brasil”. Disponível em: http://www.capoeirabrasil-ce.com.br/historia/historia1.htm - Acessado em: 19 junho 2006.

Bibliografia:

BARRETO, Luiz Antônio. A Permanência de Lampião. In: __ Um Novo Entendimento do Folclore: e Outras Abordagens Culturais. Aracaju: Sociedade Editorial de Sergipe, 1994. pp. 344-46.
..................................... Os encantos de Propriá (propriamente falando). Pirambu: Tribuna da Praia, 2006. Disponível em: CHARLES, Anderson, TORRES, Luiz e MELO, Patrícia. Nosso Estandarte é: Guerreiro. Aracaju: Infonet, 2004.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 22/08/2010

21 de ago de 2010

Colônia se prepara para celebrar 100 anos

Entidade foi fundada em 11 de Novembro de 1911 e inicia em breve programação pelos 100 anos que dar-se-á em 2011
Por Claudomir Tavares * | claudomir@tribunadapraia.net

Fundada em 30 de novembro de 1911, a Colônia de Pescadores Z – 5 de Pirambu é a mais representativa entidade do seguimento pesqueiro em Sergipe, com um quadro social presente numa base territorial que inclui os municípios de Pirambu, Japaratuba, Carmópolis e parte de Santo Amaro das Brotas e Barra dos Coqueiros. Ao longo da sua existência, a entidade máxima dos pescadores em Sergipe viveu momentos distintos, passando por etapas que se completam.

A partir de 1975 tem-se início um processo de organização, quando a entidade que nasceu a partir de uma sugestiva Casa de Comércio tem sua documentação regularizada, passando a documentar em livros, fichas, carteiras e outros procedimentos a vida dos pescadores de Pirambu e região.

Em 1983, a Colônia de Pescadores ganha um “novo” Estatuto, a partir de um modelo imposto pelo Ministério da Agricultura, que controlava as ações das entidades da pesca no Brasil: Colônias, Federações e Confederação Nacional dos Pescadores.

Em 1988 o Brasil ganha uma nova Constituição e com ela a liberdade de organização sindical preconizado pelo Artigo 8º que trata exclusivamente das colônias e dos sindicatos de trabalhadores rurais. Diz o inciso I do referido artigo que: “a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical”.

Em 1994 a Colônia de Pescadores de Pirambu ganha um novo Estatuto, se enquadrando no princípio preconizado pela Constituição de 1988, sendo considerado à época o mais avançado entre os documentos das colônias em Sergipe, até porque foi o primeiro elaborado a luz da nova lei.

Em 2009, reunidos em Assembleia Geral, os pescadores transformaram a Colônia em Sindicato dos Pescadores e Pescadoras Artesanais de Pirambu e Região, a partir de um projeto de Estatuto que subsidiou a transformação das demais colônias de pescadores de Sergipe em sindicatos. O nome de fantasia permanece sendo Colônia de Pescadores Z – 5, preservando sua história e a memória da entidade máxima do movimento sindical em Pirambu.

“A COLÔNIA DE PESCADORES Z – 5 é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, autônoma, órgão de classe dos pescadores profissionais, fundada em 30 de novembro de 1911, com sede e foro na cidade de Pirambu, estado de Sergipe, na Avenida Agostinho Trindade, 38 – Bairro Centro - CEP. 49.190 - 000, autorizada em 26 de dezembro de 1973, conforme Portaria Nº 471/73 do Ministério de Estado da Agricultura, reorganizada em 06 de julho de 1975 e em conformidade com a Lei Nº 2418 de 25 de abril de 1983, está registrado no Livro A – 25, fls 312 a 318, sob o nº 11.783, aos 11 de julho de 1994, de conformidade com a Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, na forma do artigo 12, de seus Estatutos Sociais, em cumprimento ao que ficou deliberado na ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, de 22 de agosto do corrente ano, resolve alterar seus Estatutos, cuja redação é a que segue já a partir deste artigo preliminar.

Na forma da Lei Nº 11.699 de 13 de Junho de 2008 que regulamenta o Art. 8º da Constituição Federal de 1988, que confere o Status de Sindicato, a Colônia de Pescadores Z – 5, passa a constituir-se como SINDICATO DOS PESCADORES E PESCADORAS ARTESANAIS PROFISSIONAIS DE PIRAMBU E REGIÃO, é constituído para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal da categoria profissional dos (pescador profissional e pescador artesanal nas águas doce e salgadas correspondente a base territorial dos municípios de Pirambu, Japaratuba e Carmópolis, conforme estabelece a Constituição Federal e legislação infraconstitucional vigente, com o intuito de colaborar com os poderes públicos e demais entidades públicas ou privadas, no sentido da solidariedade social.” (Estatuto Social aprovado em 21/07/2009)

Apesar de todas as limitações arraigadas em uma cultura conservadora que persegue o movimento sindical pesqueiro, a Colônia de Pescadores de Pirambu é a mais atuante em Sergipe, estando bem à frente das demais, mais muito aquém das necessidades históricas e imediatas dos pescadores de Pirambu que saíram a frente na organização da categoria em Sergipe, ao propor em 1996 a formação de um sindicato apoiado pela Central Única dos Pescadores.

Em 2011 a Colônia de Pescadores Z – 5 comemora 100 anos e dentro de sua programação, constará uma série de eventos que serão iniciados este ano e só terminarão em 2012, quando começa a contar os 101 anos. Pensando nisso, a sua diretoria que tem a frente o senhor Miguel Porto Pires, o Dimas, promoveu uma ampla reforma na sua sede social, com colocação de piso, pintura e forro no teto, tornando-a cada vez mais aconchegante, atrativa, proporcionando conforto aos pescadores que se dirigem a entidade para encaminhamento de suas reivindicações e obtenção de benefícios através de ações da entidade e de parcerias conveniadas.

Fontes consultadas:

Arquivo da Colônia de Pescadores Z – 5
Blog da Colônia de Pescadores Z – 5 | coloniadepescadores.blogspot.com/
Centro de Documentação da Tribuna da Praia

* Claudomir Tavares da Silva (42) é representante da Colônia de Pescadores no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba, do qual foi seu presidente (2008/2010).


Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 21/08/2010

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