15 de mar de 2011

Comparações são parâmetros em Japaratuba

Prefeita Lara Moura não cumpriu conforme anunciado em revista de campanha Quando candidata a prefeita em 2004 e 2008, a prefeita de Japaratuba Lara Moura (PR), apresentou ao eleitorado daquele município um farto material em que mostrava como era e como seriam algumas ruas, logradouros, praças, prédios e obras a serem executadas pela sua administração caso viesse a eleger-se, o que deu-se na segunda tentativa.
Cansados das inoperantes administrações do então prefeito Gerard Olivier (PT), cujos escândalos marcaram seus últimos períodos a frente daquela prefeitura, o eleitorado japaratubense impôs uma aposentadoria eleitoral não só a ele, mas que estendeu-se ao seu vice e ex-prefeito Hélio Sobral, candidato derrotado por Lara.
Passados dois anos da sua administração, a prefeita Lara Moura não conseguiu realizar o prometido, inverteu prioridades ao preterir do seu governo promessas, compromissos e aliados, fazendo opção pelo grupo que seu esposo, o deputado federal André Moura (PSC) administrou Pirambu (1997/2004).
Isso tem gerado insatisfações, principalmente por ser André Moura quem determina o perfil da administração, apesar do jeito atenuante e sempre simpático da prefeita Lara em tratar os aliados e a sociedade japaratubense. Isso tem sido, no momento, seus principais adversários, somados aos naturais, encastelados no PT e nos cargos em comissão do Governo de Sergipe.
Aliados da prefeita justificam a não realização do que fora anunciado no jornal de campanha a “herança maldita” dos petistas que a antecederam e que “o projeto da prefeita tem uma validade e um cronograma de implantação para os oito anos que se propõe sua administração e aqueles que não forem executados na primeira, serão concluídos na segunda”, diz um deles.
Enquanto isso, no ninho do grupo “Saquarema” há uma briga intestinal que pode favorecer o grupo “Luzia”, pois além do Padre Geraldo (PT), Hélio Sobral (PMDB) e Albertino Moura (PDT) tentam justificar que podem e devem ser o candidato do grupo. É possível que Hélio Sobral fique de fora, com a formação de uma chapa PT/PDT, com as bênçãos de Conceição Vieira.
A deputada estadual do PT, fortalecida com sua condição de 1ª Secretária da Assembléia Legislativa, não abre mão de comandar o processo de escolha da chapa majoritária e não aceitaria uma segunda derrota, quando em 2008 teve sua indicação ao cargo de vice-prefeita, Marisa Ramos, suplantada pela maioria dos petistas, que optaram por Luciano Acciole.
Os professores Luciano Acciole e Marisa Ramos são petistas históricos e que também estão de olho na vaga de vice, sendo que nenhum deles estaria disposto a abrir mão do partido. O primeiro por enxergar a viabilidade eleitoral do PT e a segunda por defender o projeto da deputada Conceição, logo, aceitando o que for determinado por esta.
Por Antônio Madeira [via celular]

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