9 de abr de 2010

Juarez, Zé Nilton: Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

Presidente da Câmara é age como líder do prefeito e juntos arquitetam 24 horas massacre contra educadores da rede municipal
Por Claudomir Tavares * | claudomir@infonet.com.br
A partir de hoje vamos dá início a uma série de artigos em que vamos, pautados em fatos irrefutáveis, apresentar os argumentos que qualificam o vereador JUAREZ DE DEUS ALVES e o prefeito JOSÉ NILTON DE SOUZA, ambos do PMDB, como não só os maiores inimigos públicos dos professores e dos servidores municipais, mas por extensão da população de Pirambu. A falta de compromisso destes senhores com o nosso povo é tão grande que o governador Marcelo Déda, que um dia acreditou neles, já desembarcou desta canoa furada.

Articulados, eles conseguem imprimir um ritmo de maldade inigualável contra estes abnegados trabalhadores que dão os melhores anos de sua vida em defesa da cidadania, da liberdade e da democracia em nossa cidade. O fato mais macabro aconteceu na noite de ontem, 08/04, quando o vereador Juarez encaminhou a votação do Veto as emendas ao Projeto Nº 17/2009, que aprovou o Plano de Cargos e Salários do Magistério de Pirambu, num gesto de oportunismo característico, impedindo inclusive um vereador que chegou, segundo o radialista Gerge Magalhães, 10 minutos após o início da sessão.

O curioso é que as sessões nunca iniciam no horário e sempre é permitido o acesso de parlamentares as sessões, em qualquer tempo. Isso é motivo para pedir a IMPUGNAÇÃO DA VOTAÇÃO (pedido que será feito na próxima semana que significou um ‘pau-na-moleira’ da Educação em Pirambu. “Definitivamente, Zé Nilton não tem qualquer compromisso com a Educação em Pirambu”, disse George Magalhães. “O vereador aproveitou um momento favorável e colocou os vetos em votação”, acrescentou ele. De nossa parte não temos nada de pessoal contra estes senhores que tem provocados situações nunca antes vistas nesta Terra, mas seus gestos políticos merecem um basta e esta contribuição para que eles parem, nós não vamos arredar pé.

Nas próximas publicações faremos uma avaliação do comportamento de cada um dos VEREADORES INIMIGOS DA EDUCAÇÃO, uma vez que, eles foram eleitos para defender o povo e não para votar contra este. De nossa parte, NÃO HAVERÁ PERDÃO, e em nossos espaços daremos uma RESPOSTA A ALTURA! Como ‘mingau quente come-se pelas beiradas”, não temos pressa em mostrar a serviço de quem está cada um de ‘nossos representantes’!

Intervenção Já! – Os educadores municipais se preparam para paralisar as aulas no Mário Trindade Cruz, a maior escola da rede municipal, pois há suspeita que os alunos estejam consumindo água de qualidade duvidosa, além das condições insalubres da cantina, cuja responsabilidade não pode ser imputada aos (as) profissionais que trabalham naquele espaço, pois elas não podem ‘tirar leite de pedra”. Aquela escola não tem a menor condição de funcionar o, o que poderá gerar um pedido de intervenção assim que os fatos e fotos chegarem ao Ministério Público. Se elencarmos os problemas que tem vitimado aquela instituição que já foi um exemplo de modernidade, daria para encher as laudas de uma Monografia (especialização), Dissertação (mestrado)ou Tese (doutorado), quando mais os espaços de um artigo introdutório.

Para cada artigo que publicaremos neste portal, em nosso blog e faremos circular em toda a imprensa sergipana, acompanharemos de uma poesia, uma música, uma crônica, um texto literário qualquer, cuja referência se aproxime do tema. Nesta primeira publicação, vamos brindá-los com um texto de autoria Elisa Lucinda, lido em um show/encontro de Ana Carolina e Seu Jorge, cujo título é: “Só de Sccanagem...”. O texto não tem intenção de associar a ninguém e a nada, mas qualquer semelhança, terá sido mera coincidência:

“Bom, e aí, resolvi fazer umas coisas que não tinha conseguido fazer antes e queria... fiquei com vontade de encontrar umas pessoas que eu não tinha encontrado ainda. O primeiro nome forte que me veio foi Tom Zé, esse gênio maravilhoso, e, quando eu encontrei com ele, eu encontrei carinho, abrigo e uma pessoa mais incrível ainda que teve uma grande sacada nessa nossa primeira parceria chamada Unimultiplicidade, onde cada homem é sozinho a casa da humanidade. Valeu Tom! E antes de fazer essa canção, eu queria ler um textinho aqui da Elisa Lucinda, chama-se Só de sacanagem.

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta a prova? Por quantas provas terá ela que passar?

Tudo isso que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro. Do meu dinheiro, do nosso dinheiro que reservamos duramente pra educar os meninos mais pobres que nós, pra cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais.

Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta a prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem pra aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração tá no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e todos os justos que os precederam. 'Não roubarás!', 'Devolva o lápis do coleguinha', 'Esse apontador não é seu, minha filha'. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar! Até habeas corpus preventiva, coisa da qual nunca tinha visto falar, sobre o qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará! Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear! Mais honesta ainda eu vou ficar! Só de sacanagem!

Dirão: 'Deixe de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba!

E eu vou dizer: 'Não importa! Será esse o meu carnaval! Vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos.'

Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo, a gente consegue ser livre, ético e o escambal.
Dirão: 'É inútil! Todo mundo aqui é corrupto desde o primeiro homem que veio de Portugal!'

E eu direi: 'Não admito! Minha esperança é imortal, ouviram? Imortal!'
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quizer, vai dar pra mudar o final!

Até amanhã!

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