27 de ago de 2010

Professores de Pirambu em greve por tempo indeterminado

Em assembleia, educadores decidem cruzar os braços nas próximas horas
 
Educadores da rede municipal de Pirambu, reunidos na tarde de ontem em assembleia geral extraordinária decidiram cruzar os braços nas próximas horas em protesto contra o não cumprimento da Lei Federal Nº 11.738/2008, que estabelece o Pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional e que a prefeitura municipal insiste em desrespeitar o Poder Judiciário, ignorando inclusive a existência do Ministério Público Estadual, que tem insistentemente suas determinações e deliberações jogadas ao lixo, como se este não existisse em nosso município.

Obedecendo ao cumprimento de um cronograma previsto na lei de greve, que fixa um prazo de 72 horas contados a partir da deliberação pela paralisação, a direção do SINTESE (Sindicato dos Trabalhadores na Rede Oficial de Educação Básica em Sergipe) encaminhará comunicado nas próximas horas ao prefeito municipal informando-o que os professores da sede do município e dos povoados cruzarão os braços na próxima quarta-feira, 1º de Setembro de 2010, mobilizando-se hoje, no final de semana, na segunda e terça-feira, massificando-o.

A paralisação dos professores de Pirambu põe em xeque a política educacional do prefeito José Nilton, considerada em 2009 a pior de Sergipe, quando a categoria atribuiu a sua gestão a nota zero, devendo repeti-la em 2010. A totalidade dos profissionais da educação, incluindo professores, funcionários, aliados aos estudantes, pais de alunos e a sociedade em geral já identificou o inimigo número um da educação: o próprio prefeito, retirando à culpa que antes era imputada a gestora da educação, a professora Maria de Lourdes Cardoso Gouveia.

Para os professores, todo o encaminhamento da atual política educacional do município tem a chancela do prefeito, sendo ele o responsável pela formulação das ações que tem contribuído para que o atual gestor tenha sua passagem melancólica a frente da prefeitura como a pior de todos os tempos, superando a João Dória, Valter Amaral, Juarez Lopes Cruz, Daniel Luiz, Marcos Cruz, César Rocha, Sílvia Cruz, André Moura, Juarez Batista, Moacir Santana e seu antecessor Antônio Santana.

Os professores assumem o compromisso de repor os conteúdos das aulas não ministradas nos dias de greve, uma vez que estes tem reafirmado peremptoriamente a condição de defensores de uma escola pública, democrática e de qualidade social. Assim, pedem aos pais de alunos, a sociedade em geral que não enviem seus filhos as escolas a partir da próxima semana, convidando-os a participar da Agenda de Lutas, das mobilizações que serão levadas as ruas já a partir de hoje, quando os educadores irão dialogar com a sociedade sobre o caos estabelecido.

Fonte: TRIBUNA DA PRAIA.net - Em: 27/08/2010

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