23 de set de 2009

A passagem de Dom Pedro II por Porto Real do Colégio

“De Propriá fui a Porto Real do Colégio, onde houve antiga igreja e convento dos jesuítas, que já não existem...” (Dom Pedro II)
Por Ronaldo Pereira de Lima ¹ | romperlim@bol.com.br

Antes de Colégio se tornar Vila, Pedro II, dirigindo-se a Cachoeira de Paulo Afonso; deu porto nas cidades de Propriá e Porto Real do Colégio. Nesta, o fato ocorreu num domingo de 16 de outubro de 1859.

Os fatos acima mencionados encontram-se registrados pelo próprio imperador no seu diário de viagem, quando esteve na freguesia de Colégio, transcrito por Mata (1989:67):

16 de outubro de 1859
“De Propriá fui a Porto Real do Colégio, onde houve antiga igreja e convento dos jesuítas, que já não existem... apareceram bastante descendentes dos índios, de raça já bastante cruzada (grifo nosso), trazendo alguns cocares de penas com seus arcos e flechas de jaqueta, atirando uma delas por ordem minha duas flechas, das quais acertou uma, num morão assaz largo e a pouca distância (PEDRO II, 1985: 111).

Segundo a tradição, o pajé Manoel Baltazar, tendo este aproximadamente 65 anos, foi quem atirara a flecha por ordem do Imperador.
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¹ LIMA. Ronaldo Pereira de. “Às Margens do Rio Rei”. Aracaju: J. Andrade, 2006. p. 26

Referências Bibliográficas:

MATA, Vera Lúcia Calheiros. A semente da terra. Rio de janeiro, 1989, 360 p. Tese (Doutorado em história dos índios Cariri-xocó em Porto Real do Colégio) – Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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