6 de fev de 2010

Verdes lançam "Caravana da Esperança"

Partido Verde em Pirambu reúne-se em 06 de março e inicia debate político que associam as eleições 2010 as de 2012
Da Editoria de Política


Depois de um longo período de recesso que teve início em 28 de novembro de 2009, quando reuniram-se pela última vez, dirigentes e militantes do Partido Verde iniciam no dia 06 de março as atividades políticas 2010/2012. O processo será contínuo e pretende associar as eleições desde ano e aquelas que acontecerão dois anos depois. Nesta reunião será apresentado o Projeto “Caravana da Esperança”, que pretende percorrer todas as comunidades de Pirambu, dialogar com a sociedade, levantando seus problemas e construindo um Programa de Desenvolvimento Sustentável para Pirambu.

Neste dia serão delineados os principais pontos do Projeto, que será composto de uma série de etapas, passando pela escolha da coordenação da Pré-Campanha Marina¹-Presidente, e daí construindo uma Agenda Verde, que levará periodicamente o partido aos povoados e bairros de Pirambu. De acordo com o professor Claudomir Tavares, presidente municipal do PV, “a nossa intenção e reafirmar os nossos princípios de que não somos um partido apenas para disputar eleições, e sim de estar junto com as comunidades, discutindo seus problemas e buscando soluções”, disse. “Naturalmente que pretendemos também apresentar a sociedade nossos nomes que em 2010 e 2010 estarão disputando mandatos eletivos de Presidente e Senadores da República, Governador de Sergipe, Deputados Federais e Estaduais”, completou o presidente.

Há dentro do PV um consenso: o partido irá lançar candidato a prefeito em 2012, isto não está mais em discussão. Abre-se a possibilidade de ampliar uma aliança com a vaga do candidato a vice-prefeito. Outra proposta defendida pelo empresário Rui Bolívar é que “o PV não deve aliar-se com quem em qualquer fase de sua vida tenha se envolvido em episódios indecorosos, como corrupção, improbidade administrativa e outros adjetivos desta natureza”, defende. A terceira posição defendida pelo produtor rural Ricardo Almeida “é que já no dia 06 de março, quando do lançamento da ‘Caravana da Esperança’, o partido já anuncie o nome daquele que será nosso candidato a prefeito em 2012”. adianta. Assim, a reunião dos verdes está cercada de bastante expectativa e marcará uma nova redefinição das articulações políticas que condicionam forçosamente as eleições 2010 e 2012.

¹ Marina Silva

Maria Osmarina Marina Silva de Lima nasceu no dia 8 de fevereiro de 1958 na localidade de Breu Velho, no Seringal Bagaço, no estado do Acre. Aos 16 anos foi para Rio Branco, quando se alfabetizou pelo antigo Mobral. Seu primeiro emprego foi de empregada doméstica. Aos 26 anos formou-se em História pela Universidade Federal do Acre.

Participou das Comunidades Eclesiais de Base, de movimentos de bairro e do movimento dos seringueiros. Em 84 participou da fundação da CUT no Acre. Chico Mendes foi o primeiro coordenador da entidade e Marina a vice-coordenadora.

Em 88 foi a vereadora mais votada em Rio Branco. Em 1990 foi a deputada estadual mais votada. Em 94, aos 36 anos, chegou a Brasília como a senadora mais jovem da história da República e a mais votada entre os candidatos do Acre. Dois anos depois recebeu o Prêmio Goldman de Meio Ambiente dado anualmente para ativistas ligados a ações comunitárias de proteção ao meio ambiente.

Reelegeu-se senadora em 2002, com votação quase três vezes superior à anterior. Em 2007 recebeu o prêmio “Champions of the Earth” da ONU por sua luta para proteger a floresta amazônica — concedido a seis outras personalidades: o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore; o príncipe Hassan Bin Talal, da Jordânia; Jacques Rogge, do Comitê Olímpico Internacional (COI); Cherif Rahmani, da Argélia; Elisea “Bebet” Gillera Gozun, das Filipinas, e Viveka Bohn, da Suécia.

Também em 2007, foi escolhida pelo jornal britânico The Guardian como uma “as 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta”. Foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, de 2003 a maio de 2008.

Em 2008, foi homenageada em São Francisco-Califórnia com o prêmio World Rainforest Award concedido pela Rainforest Action Network (RAN), como reconhecimento pelo seu trabalho e o seu enorme compromisso para proteger a floresta tropical Amazônica. Também em 2008, foi homenageada com o prêmio Duke of Edinburg da WWF, pela sua liderança na criação do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia Regional.

Em 2009, recebeu o prêmio Sophie da Sophie Foundation, concedido a pessoas e organizações que se destacam nas áreas ambientais e do desenvolvimento sustentável, Noruega/Oslo. Também em 2009, recebeu da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, o Prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award), em reconhecimento à sua contribuição para projetos na área do meio ambiente, ações e iniciativas conduzidas sob a ótica do desenvolvimento sustentável.

Marina tem sua vida contada em duas biografias, as duas primeiras lançadas em 2002, uma no Brasil e outra nos Estados Unidos: “Marina Silva”, da coleção Fé e Política da Editora Salesiana; e “Marina Silva – Defendendo as Comunidades da Floresta Tropical no Brasil” (Marina Silva – Defending rainforest communities in Brazil), da coleção Mulheres Mudando o Mundo, da editora The Feminist Press, da Universidade da Cidade de Nova Iorque.

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