28 de fev de 2010

Vereador Costinha tem memória curta

Vereador esquece que foi este portal quem sempre documentou sua produtiva, eficiente e profícua atividade parlamentar
Por Claudomir Tavares | claudomir@tribunadapraia.net

O parlamento municipal de Propriá sempre foi marcado pelas presenças equilibradas de seus integrantes, cuja cordialidade e índole respeitosa tem sido uma marca que tem sido caracterizada na relação com a imprensa sergipana. Entre estes atores sociais, destacamos, só para ilustrar o que afirmamos o comportamento do ex-vereador José Jackson Oliveira, o Jackson da Estação (PV), que só não foi eleito para mais um mandato em 2008 por não ter disputado a eleição e do vereador mais votado na última eleição, o atual secretário municipal de Planejamento João Fernandes de Britto Neto, o Fernandinho Britto (PT), primeiro presidente daquela casa a conseguir a reeleição para comandar o parlamento municipal.

Nesta legislação, tem sido um exemplo destes adjetivos o atual presidente José Aelson Santos, o Aelson Publicidade (PDT), que graças a qualidade de sua intervenção, não obstante estar em seu primeiro mandato, é hoje uma das grandes e expressivas lideranças políticas da região, sendo por isso eleito pelos vereadores de 14 municípios eleito presidente da Câmara Municipal do Baixo São Francisco, instrumento de fortalecimento dos poderes legislativos municipais. Dos atuais vereadores com mais de um mandato, tem sido um exemplo de forma positiva no seu relacionamento com a imprensa o petista Paulinho Celestino Campos (PT), que tem sido um referencial em fidelidade as lideranças políticas, ao projeto político e ao grupo ao qual integra e o suplente no exercício do mandato, Antídio Costa Filho, o Costinha, presidente municipal do PMDB.

E a nossa surpresa foi a reação surpreendente do vereador peemedebista que, contrariando todos os prognósticos reagiu de forma ácida ao natural registro de falta de cinco dos nove vereadores na Sessão Plenária que abriu os trabalhos da Câmara Municipal de Propriá realizada na última terça-feira, 23/02. Costinha, acredito que de forma involuntária, chegou a afirmar que a imprensa ataca (e houve ataque ou registro do fato?) os políticos para colher deles pagamento para registro de suas ações políticas. Aqui vai uma pergunta ao vereador: quanto foi a remuneração que ele direcionou a este Portal por divulgar requerimentos como o que cobrou ao Governo do Estado reestruturação imediata das policias civil e militar para que estes prestem um serviço eficiente a população, projetos como o que cadastra os profissionais que trabalham com a conhecida cola de sapateiro, com a execução da lei só poderá fazer aquisição do produto quem se cadastrar junto ao Conselho Tutelar, o que proíbe crianças de transitarem com cães de raça pit bull pelas ruas da cidade, e quando a condução do cão acontecer com um adulto,o pit bull deverá está usando focinheira e enforcadeira, propositura que assegurou aumento para os músicos da Filarmônica Santo Antônio, a sua luta pela seguridade social dos músicos que compõem a banda, tendo em vista que aqueles membros,cujo a maioria depende única e exclusivamente da filarmônica e praticamente dedicam-se toda a sua vida a mesma, só para citar algumas das inúmeras intervenções e instrumentos legislativos de um dos m ais brilhantes parlamentares que Propriá já teve.

Outra surpresa foi quando o vereador Costinha afirmou peremptoriamente, ainda que implicitamente, que setores da imprensa, como Claudomir Tavares (Tribuna da Praia) e Eugênio Santana (Ilha FM) atacam os vereadores (que ataques vereador?) é por que estão interessados no filão de cerca de 20 mil votos de Propriá. Eu não posso falar por Eugênio Santana, mas da nossa parte, posso assegurar ao vereador Costinha que não estou disputando os votos de Propriá em 2012 quando este deverá buscar mais um mandato popular, pois sou eleitor em Pirambu, onde temos nossa base social e política. Mas, da mesma forma, vereador, se assim o fizesse, teria toda a legitimidade, pois estou nesta cidade há mais de sete anos e não me considero menos propriaense do que aqueles que aqui nasceram, como numa infelicidade e intolerância já sepultada no mundo com o fim do nazifascismo oficialmente em 1945, quis insinuar um outro vereador na mesma fatídica sessão. Se tivesse que disputar qualquer mandato aqui, me sinto legitimado por tudo que tenho feito e pelas retribuições generosas que esta cidade e este povo me tem proporcionado.

De qualquer forma, meus pais e a minha formação me ensinaram a não agir de forma assodada nem alimentar o sentimento do ódio, da raiva, agindo sempre com o lado esquerdo do cérebro, o da razão, e guardo do vereador Costinha a imagem de um dos homens mais equilibrados, um político que já deu e tem uma gama de contribuições muito além do que ele mesmo dimensiona e seu mandato acrescenta de forma positiva para esta cada que sempre teve e terá o reconhecimento deste portal e deste comunicador que tem uma trajetória de mais de 26 anos na luta pela liberdade, pela cidadania e contra toda e qualquer forma de cerceamento e de intolerância. Um abração ao vereador Costinha, de quem sempre nutriu pelo mesmo uma admiração, mas que está atento para registrar não só os pontos positivos do mandato, mas aqueles que julgarmos negativos, e para isso não é necessário que sejamos remunerados, pois temos um tribunal que julga nossos passos: o da CONSCIÊNCIA!

Anteriores:

26/02/2010 – Vereadores reagem a matéria da Tribuna da Praia
25/02/2010 – Paulo Britto faz balanço de gestão na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Propriá
23/02/2010 – Vereadores iniciam trabalhos legislativos 2010
19/01/2010 – Mesmo em recesso, vereadores aprovam projetos do executivo

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