2 de jul de 2010

VALADARES: “UM GOLPE DE MESTRE NA POLÍTICA SERGIPANA”

Senador antever disputa acirrada e dá xeque mate em Amorim, que terá pela frente Machado e Albano em seu calcanhar. Déda está por trás deste gol assinalado pelo centroavante, digo experiente político de Pau do Leite.
Por Claudomir Tavares * | claudomir@tribunadapraia.net


Quando anunciamos para Sergipe as vaias levadas por Déda em Pirambu (Verão Sergipe – Janeiro/2009) e em Capela (Festa de Nossa Senhora da Purificação – Fevereiro/2010) apenas alguns órgãos de imprensa e comunicadores a eles pertencentes deram a publicidade e a credibilidade cuja repercussão merecia. Faço justiça publicamente (se omitir algum nome, peço desculpas antecipadamente neste espaço democrático cedido por este portal) a Augusto Júnior (Rádio Jornal AM), Ronaldo Ramos (Portal Click Sergipe), Cláudio Vasconcelos (Jornal do Sertão) e Carlos Batalha (Correio de Sergipe). Através deste último soubemos também das vaias levadas por Déda no Pré-Caju 2010. Outros citaram as vaias, mas em tom irônico ao final: “mas será que ouve mesmo?”, dizia um semanário de Aracaju. Não queriam (nem poderiam) contrariar O Príncipe, digo o governador. Outros afirmaram, em tom desafiador as suas consciência: “esse Claudomir merece credibilidade?”. Os mesmos que já nos propuseram parcerias, inclusive com troca de banners em seus portais. Mas segundo São Francisco de Assis, “o melhor Tribunal é o da consciência”, e é a esta que devo obediência.

Mas o que esta espécie de ‘Preâmbulo’ tem a ver com o que irei socializar com os senhores? Bom amigos, talvez os senhores não sabem (se sabem, vão entender o que falo), mas sou um dos que, em Sergipe, sabe onde fica o calcanhar de Aquiles do Imperador, digo, ainda governador Marcelo Déda (o homem torna-se virulento contra qualquer cidadão, mesmos aliados históricos, que lhe contrarie em apenas uma vírgula em seus pensamentos). E hoje, os que estão orbitando em torno do Sol, digo do Rei, desculpem, do governador sabem que a liberdade era um sonho de criança e que seus passos dependem de autorização (nunca ditas publicamente) do cidadão simaodiense (e a nossa querida cidade não tem culpa pelos devaneios de alguns de seus filhos). Eu e Nilson Lima sabemos do grau de ‘periculosidade’ política do ‘cara’ e se um dia ousamos em lhe contrariar, fomos ‘rifados’, ainda que com nossas consciências inabalavelmente tranquilas.

Pois bem, então vamos raciocinar coletivamente e, sem querer nos alvorar de prepotentes, avisamos aos apressadinhos que estamos abertos a críticas e sugestões, que fraternalmente serão refletidas e corrigidos nossos argumentos, mediantes outros que nos façam ver o mundo de outra forma. Todos tomaram conhecimento do ‘convite’ do senador Antônio Carlos Valadares (um cidadão que até que se prove o contrário, está acima de qualquer suspeita e por isso já recebeu meu voto para senador em 1994 e 2002 e governador em 1998) feito e ‘aceito’ pelo ex-senador José Eduardo de Barros Dutra (com o qual votei em para governador em 1990 e 2002, vice-governador em 1990 e para senador em 1994 e 2006). A luz de uma avaliação que antevemos, percebemos que está justificado a permanência de vitórias inquestionáveis, logo legítimas de Tonho de Caçula em sucessivos mandatos (o homem foi vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, vice-governador, governador e senador da República, e só não foi prefeito de Aracaju em 2000, pois segundo a Bíblia, há tempo para tudo entre o Céu e a Terra). Ele é, indubitavelmente, uma das peças mais importantes do tabuleiro político sergipano e por isso sempre aplica xeque-mate em quem tenta duvidar do contrário.

Valadares sabe que, diferente daquela eleição de 1994, quando se elegeram senadores por uma mesma ‘time’ ele e seu ‘concorrente’ na coligação “O Povo de Novo’ (que tinha Jackson Barreto para governador), Zé Eduardo – que perdeu as demais eleições disputadas, inclusive para deputado estadual em 1986, ficando numa primeira suplência dos eleitos Marcelo Déda (com mais de 32 mil votos) e o homônimo Ribeiro (com poucos mais de mil votos). Utilizando-se dos elementos publicados pelo pesquisador Ibarê Costa Dantas, ao longo das últimas quatro décadas, esta situação só aconteceu em 1994, surpreendendo a todos (e diga-se de passagem, pois somos testemunhos ocular desta História, com a contribuição do filho de Pau do Leite, que pedia votos assim: “vote em Tonho, mas também vote em Zé”, e o resultado foi este – a fidelidade de Valadares elegeu Zé Eduardo). Valadares que ‘mandou’ prender Déda em uma greve dos professores, recebeu seu apoio em 1998 (levando Jackson para os braços de ‘bambam’), tentou em aliança com João Alves Filho (novamente desafeto político) derrotá-lo em 2000, mas reataram laços eleitorais em 2002, já esteve ao lado de Zé Eduardo em 1998, quando este fora seu candidato a vice-governador.

Enxergando para além da paradisíaca Simão Dias e mirando as ondas da praia de Atalaia, digo da política neste Outono e Primavera que nos separa das eleições de 03 de Outubro, ele sabe (e Dilma reafirmou na convenção estadual do PT realizada no dia 24 de junho em Aracaju) que não dá para se valer de pesquisas, mesmos as mais confortáveis e ‘confiáveis’ (tem gente enganado na política de Sergipe, mas esta história revelarei outro dia) e assim, o grande arquiteto percebeu que apesar do capital eleitoral, não tem capital financeiro para disputar em pé de igualdade com seu ‘aliado’ Eduardo Amorim, cujo poder econômico suplanta o do ex-governador e prefeito (que não é um homem rico). Valadares deve ter lido os textos irretocáveis, pela riqueza rigorosidade científica de dados levantados pelo professor Ibarê (de quem sou confessadamente um leitor e fã de carteirinha), e aliada a sua capacidade inegável de visionário da política sergipana, percebeu que o grupo de Júlio César, digo Nero, desculpem Déda, só elegerá um senador, apesar da confiança exacerbada dos que lhe seguem cegamente, piamente.

Aqui, não estamos fazendo previsão (não temos poder de Mão Diná, que tem apesar do prestígio, tem acertado cada vez menos), mas é inegável que o voto para senador é passional, emocional, dado ouvindo o lado direito do cérebro, como nos lembrou em uma palestra o poeta propriaense Carlos Ayres de Freitas Britto, e assim, é natural que os eleitores de João Alves Filho (e não pensem que o ‘negão’ – do qual não sou eleitor – é ‘galinha morta’ – apesar de está saboreando centenas delas nesta fase de pré-campanha). Não foi a toa que João lançou uma ficha das mais qualificadas (é, apesar das nossas diferenças, um dos mais competentes do parlamento brasileiro, consoante depoimentos de todas as facções em todos os rincões do país), sabendo desta possibilidade e, descartando definitivamente (leia-se definitivamente até que se prove o contrário) sua companhia na composição majoritária. Sabendo do seu poder (que falta a Albano) junto aos caciques do seu partido, o DEMOS, estendido ao irmão siamês PSDB, agora o quer como candidato a reeleição, pois assim garantia a eleição de dois para a Câmara Federal (o próprio Albano e na soma dos votos, seu genro Mendonça Prado). João sabe que sozinho, está difícil de eleger um federal, pois o voto proporcional funciona pela emo$$ão (não venham me acusar que cometemos erro de português, pois vocês não são bobos e entenderam perfeitamente – brincadeirinha). As chan$$es, neste caso, favorecem a André Moura (PSC), Rogério Carvalho (Clínicas da Saúde, desculpem, PT), Almeida Lima (PMDB), só para citar alguns e não cometermos erros de elencar um time e o eleitor enviar para a Copa (digo a Urna) outro.

Não há salvação fora do Céu, digo de uma coligação e Albano Franco Chagas sabe que não podendo aliar-se a Cristo, digo a Déda, nem tentando assegurar um quarto mandato para João (nem pensam, em Bambam, se você só teve dois, né), sabe que sozinho, não triunfará. Os petistas verdadeiros (apesar de vocês duvidarem, ainda existem um, dois, três... algumas dezenas) não votarão em Amorim (ainda que para não se complicar nas urnas, vão dizer o contrário, principalmente nos programas de rádio e tv – se não, estão fora). Terão que se enquadrar e Amorim sabe disso, e um fato novo ‘deverá’ ser testemunhado quando setembro chegar (ah setembro danado). Hoje é terça-feira e até amanhã, as manchetes dadas por jornais ficam velhas horas, talvez minutos depois de levadas ao público – inclusive este texto pode ter seu contexto de quando pensado, ao ser concluído ou publicado. Até amanhã, 30, e provavelmente até o fechamento das atas em 05 de Julho quando serão registradas no TRE (antes com o observador eleitoral estas teriam que ser fechadas, lavradas ao final das convenções), muitas águas, diálogos, conversas públicas (e outras nem tanto) serão realizadas (muitas delas inclusive com nossa participação ou por nós delegadas, em função da minha condição de pré-candidato – e não é a senador, viu?). Mas, se tudo se encaminhar como previsto, temos pelo menos algumas ‘certezas’ (??) de que a disputa para o governo de Sergipe terá o governador Marcelo Déda (PT) – pelo menos até sua possível retirada de cena em setembro de 2010, o ex-governador João Alves Filho (DEMOS), Ricardo Melo (PV), Arivaldo José (PSDC), Leonardo Dias (PCB), Avilete Cruz (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU) – e romperam mesmo, foi? Por favor, só não vale ficar sem dar sua opinião – até para que eu possa consolidar ou alterar a minha.

Viva São Pedro!

:: PV NÃO NEGOU LEGENDA A ANDERSON

O professor Anderson Góis (ex-PCB, turista no PP e confirmado no PV) está fazendo uma campanha através de vários perfis para obter legenda que lhe permita disputar uma cadeira na Assembléia Legislativa. Segundo fontes do PV, ele terá legenda, é só reconciliar-se com o partido, apoiando o candidato que será homologado na Convenção Estadual que acontece amanhã. “Não dá é para lhe garantir legenda, quando este está integrado umbilicalmente ao projeto de outro candidato”, justifica um dirigente verde.

:: IRAN, O RETORNO

Quando comemorava sua vitória para o governo de Sergipe, o ainda governador Marcelo Déda teria se dirigido a Iran Barbosa, que assim como ele, celebrava sua vitória, para deputado federal e dito: “você me destruiu politicamente”, aberturando o professor que superou seu ‘cumpadi’ Nilson Lima. Figura de paz, numa cena testemunhada por muitos (afetos e desafetos internos), Iran preferiu justificar sua eleição com uma atuação digna dos votos de parcela significativa da população sergipana. Para tentar impedir o retorno de Iran a Câmara, surge a candidatura de Márcio Macero, que em tese herdaria o espólio de Zé Eduardo, tido como a terceira força da coligação – mas será que o ex-presidente do DCE/UFS teria os ‘previstos’ 60 mil votos? Como amigo (de verdade) de Marcio, torço no fundo dom coração que o mesmo se eleja, ao tempo em que, num gesto de gratidão, torço pela vitória de Iran (mesmo que isso tire o sono do Faraó, digo governador).

:: NILSON LIMA TEM LEGITIMIDADE

Conhecemos Nilson Lima desde 1985 e fora ele o elo para a fundação do Partido dos Trabalhadores em Pirambu, no dia 14 de dezembro daquele ano. Foi uma das referências políticas que sempre tive na política sergipana, cujo carater é irretocável. Num reconhecimento a nossa amizade e relação política (meu primeiro voto para deputado federal foi de Nilson em 1986), ele nos apoiou quando disputávamos a vice-prefeitura de Pirambu em 2008. É um cidadão cujo poder que integrou desde 2001 até 2009 nunca lhe separou de suas amizades, preferindo-as, do que submeter-se aos caprichos do ‘cumpadi’. Quando tentam lhe crucificar pela sua aliança política com João, vimos aqui de público defendê-lo como sendo legítima qualquer que seja sua preferência nesta ou em eleições futuras, pois disciplinado politicamente com sua consciência como é, está no grupo ao qual está integrado seu partido – o PPS. Já seu principal oponente, está aliado com aquele que no país, é o Vasco, digo, o vice-campeão em processos, conforme publicações nacionais, fartamente reproduzidas aqui em Sergipe.

:: MENTIRAS, MENTIRAS, MENTIRAS...

O assistente social Marcelo Garcia disse o seguinte sobre o programa do PT: "Eu acompanho o Bolsa Família desde 2004. Nunca vi a pré-candidata do PT em qualquer reunião do programa e agora ela é considerada gestora do bolsa". Marcelo Garcia presidiu o Congemas - Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social - de novembro de 2004 até março de 2010. É membro titular da Comissão Intergestora Tripartite, membro suplente do Conselho Nacional de Assistência Social e membro titular do Conselho Nacional de Assistência Social.

:: 363 MIL ACESSOS NO TERCEIRO TRIMESTRE DE 2009

A coluna ‘FIQUE DE OLHO’ informa na edição de hoje, o número de acesso no TERCEIRO TRIMESTRE DE 2009. Nos meses de JULHO (114.116), AGOSTO (121.724) e SETEMBRO (127.194) 363.034 internautas acessaram nosso portal. Uma média de 3.946 acessos/dia, contra os 3.300,5 verificados no trimestre anterior. Somados aos 1.539. 703 acessos de 24/04/2004 até 30/06/2009, atingimos um total de 1.902.737 acessos em cinco anos e cinco meses de operação do portal que há época já era o mais acessado no interior de Sergipe. Atualmente a nossa freqüência diária é de 3927 acessos/dia, dados atualizados após a informação da média mensal de Janeiro, Fevereiro e Março de 2010, contra os 3741 verificados na média do último trimestre de 2009 (quando tivemos uma pequena queda em relação ao trimestre registrado nesta edição). Na próxima edição a coluna informa o detalhamento da freqüência do último trimestre de 2009.
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* Claudomir Tavares (41) é professor de Sociedade e Cultura da Escola Municipal Mário Trindade Cruz (Pirambu), de Filosofia, Filosofia da Educação e de Cultura Sergipana no Colégio Estadual Joana de Freitas Barbosa (Propriá) e de História no Pré-Universitário/Pré-UNI/SEED – Situação em 2010. Licenciado em História pela UFS (2002), com Pós Graduação em Gestão de Recursos Hídricos (Aperfeiçoamento – Concluído - 2007/2008 / Cursando Especialização – 2009/2010) pela UFS e Didática e Metodologia do Ensino Superior pela Faculdade São Luís de França (2006). Foi secretário geral (2007/2008) e presidente (2008/2010) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Japaratuba, membro fundador da Sociedade Sócio-Ambiental do Vale do Japaratuba - SOS Rio Japaratuba (desde 1998), presidente municipal (desde 2008) e secretário estadual de Formação Política do Partido Verde (da Executiva Estadual desde 2007) e Diretor-Fundador do Jornal Tribuna da Praia (Impresso desde 1983 e Online desde 2004), da Revista Seiva (Impressa desde 1990 e Online desde 2010) e da TV Atalainha (Online desde 2010). Mantém site, blog, twitter, perfil e comunidade no Orkut.

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