22 de jan de 2010

Compreender é um ato solidário

Por Ronaldo Pereira de Lima * | ronperlim@bol.com.br


Conviver com a compreensão não é nada fácil. É uma tarefa difícil que exige reflexão, sensibilidade. Ela não é para pessoas pálidas, mas para pessoas fortes e que possuem os ouvidos abertos e o coração.

Aqueles que buscam clareza ou explicação sobre ela, não deve se prender ao Aurélio, mas ao amor. A sua significação é vasta, extensa; assim como é extensa a vida. Não é em algumas páginas ou palavras que iremos encontrá-la, mas nos atos bons da vida.

A falta dela tem causado grandes males. A solidão é um deles. A falta da compreensão é motivo para a fuga, muitas vezes de forma dramática. Compreender não é simplesmente ouvir, olhar o problema alheio com dó ou piedade, mas penetrar na dimensão humana, sentir os conflitos e tomá-los como se fossem seus.

Prega-se o amor todos os dias e de várias formas. Prega-se pessoas e ciência, máquinas e tecnologias. Todas essas coisas para nada servem sem a compreensão, a não ser atiçar, atirar os homens nas paixões, afogá-los nas armas, nas drogas, na escuridão de cada eu.

É preciso e urgente que se pregue a compreensão para resgatar o homem. Tirá-lo do estado de máquina e dinheiro. É preciso pensar em um mundo melhor.
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* Ronaldo (Pereira de) Lima nasceu em Porto Real do Colégio, Alagoas, em 1974. Foi chefe do Departamento de Tributação e Receitas do município do qual nasceu desde os anos de 2002 a 2008. Licenciado em Matemática em 2005. Escritor, editor do Porto Literáriio na versão impressa e on-line (Acessar). É colunista do jornal on-line Tribuna da Praia, Pirambu, SE. É autor dos livros Ás margens do rio rei (aspectos gerais do município); Agonia Urbana (poesias); co-autor e organizador de A minicoletânea de escritores colegienses (prosa e poesia), co-autor do livro Ritmo Vital (antologia). Possui obras publicadas em alguns jornais literários, literários on-line e regionais.

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