3 de set de 2010

Cresce acesso móvel à internet


O acesso à internet, hoje em dia majoritariamente feito a partir do computador, também vem crescendo por meio de aparelhos móveis de telefonia e dispositivos portáteis, como os tablets, e por isso, as instituições precisam trabalhar seus processos de comunicação também pensando nesses meios.

Isso significa que as empresas precisam preparar as suas páginas da internet para serem lidas por meio do telefone, com informações mais leves. Esta foi a tônica da palestra de Fernando Sodré, diretor da empresa de investimentos Ikeway, proferida no 1º Workshop de Mídias Sociais do Senado, realizado nesta quinta-feira (2).

Em 2009, o Brasil contava com 190 milhões de celulares ativos sendo que, deste total, 19 milhões de aparelhos acessavam a internet. A projeção para 2010 é que os celulares com acesso à rede cheguem a 29 milhões, e, em 2014, estima-se que 58 milhões de aparelhos smartphone - com banda larga - estejam ativos no Brasil.

Para Fernando Sodré, isso representa uma revolução nas comunicações porque permite ao indivíduo um poder inédito de divulgar informações sem necessidade de intermediário. Se o broadcast - em que uma instituição transmite informações para vários indivíduos - viu surgir o socialcast, situação em que vários indivíduos divulgam informação entre si, Fernando aposta que o futuro nos trará o unicast, em que um indivíduo influenciará muitos.

Interação

O músico Leo Jaime, que mantém um blog, tem contas no Orkut e no Facebook e mais de 80 mil seguidores no Twitter, respondeu a perguntas dos demais palestrantes e do público que compareceu ao workshop. Ele atribuiu sua popularidade nas redes sociais à compreensão de que o fundamental nesse universo é a ideia da interação.

"Parto do princípio de que estou conversando. A ideia de que você não está empurrando nada goela abaixo das pessoas é essencial para que elas não se armem em relação a você", disse. Leo Jaime é o que os estudiosos de redes sociais chamam de "agregador", pela sua capacidade de promover debates entre diferentes perfis de usuários e permitir que pessoas com interesses semelhantes possam "se encontrar" e trocar informações.

Em referência a Marcelo Coutinho, que pela manhã utilizara a metáfora da mesa de bar para se referir à difusão de informações na web, Leo Jaime disse preferir a analogia da "conversa de padaria". "Todo mundo quer falar ao mesmo tempo, e também quer saber do que está acontecendo. Assim, você precisa propor assuntos que sejam ao mesmo tempo surpreendentes e compreensíveis, propor conversas que sejam estimulantes para os outros também", disse.

O músico recomendou a todos aqueles que querem difundir ideias ou produtos utilizando como ferramenta as redes sociais que não se comportem como "outdoors ambulantes". "Se não, sua opinião, que é o que realmente importa, não terá peso nenhum",disse.

Já o diretor da Consultoria Bites, Manoel Fernandes, ao fim do workshop, abordou técnicas que podem garantir melhor colocação de um documento nas pesquisas feitas via Google. Entre as dicas para ranquear melhor um sítio nas buscas, Fernandes sugere que palavras-chave apareçam no título e no início do texto e que o endereço na web (url) também contenha as mesmas palavras-chave.

Além disso, a publicação deve ser divulgada o máximo possível em redes sociais - como o Twitter, Facebook e blogs. Quanto mais o endereço for espalhado na web, mais bem colocada a página será na busca. "Faça seu conteúdo ser compartilhável", ensinou Manoel Fernandes.

Da Agência Senado, por Silvia Gomide

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